Brasil
MMA reúne representantes de 20 países para discutir ampliação de políticas de Pagamento Sobre Serviços Ambientais (PSA) no mundo
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima realiza, até a próxima quinta-feira (21/5), em Brasília (DF), o Primeiro Diálogo Internacional sobre Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que reunirá representantes de 20 países para discutir como fortalecer a aplicação, a nível global, deste mecanismo que remunera pessoas, comunidades ou instituições pela conservação de florestas, recursos hídricos e biodiversidade. A abertura do encontro, que acontece nesta terça-feira (19/5), às 14h, terá a presença do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.
A iniciativa inaugura uma série global de diálogos sobre PSA que devem ocorrer em 2026, com próximas edições previstas na Costa Rica, África e Ásia. Integrantes de governos da América Latina, África e Ásia, além de organismos multilaterais, bancos de desenvolvimento, agências de cooperação internacional, especialistas e instituições financiadoras, debaterão como apoiar a construção de uma comunidade global de prática voltada a PSA para acelerar a aprendizagem conjunta, harmonização de abordagens e cooperação entre países.
A idéia é reduzir custos operacionais associados à implementação de programas de PSA por meio do compartilhamento de metodologias, modelos de governança, ferramentas de monitoramento e soluções replicáveis. O Brasil apresentará avanços relacionados à Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PNPSA) e iniciativas em desenvolvimento voltadas à implementação de instrumentos econômicos para conservação ambiental.
A programação inclui laboratórios temáticos, clínicas de políticas públicas e debates sobre arquiteturas financeiras capazes de sustentar programas ambientais em larga escala. Entre os temas centrais estão os desafios políticos, institucionais e financeiros que dificultam a expansão desses mecanismos nos países participantes.
Ao final do encontro, os organizadores pretendem consolidar três documentos-base: uma síntese do diálogo internacional, um mapeamento comparativo de arquiteturas de financiamento entre os países e um roteiro de atuação da comunidade internacional temática com o objetivo de manter um fórum permanente de discussão dos desafios e soluções para o financiamento climático.
Além do MMA, participam da organização do evento 14 grandes organizações internacionais ligadas às questões ambientais nacionais e globais, entre elas o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que apoia diretamente a execução do Projeto Floresta+ Amazônia, atualmente a maior política de PSA em implementação pelo MMA, com mais de R$ 30 milhões pagos a agricultores familiares da Amazônia entre 2025 e os três primeiros meses de 2026.
Também estarão presentes na abertura do evento a Chefe de Missão Adjunta da Embaixada de Portugal no Brasil, Cristina Matos, e o representante residente do PNUD, Claudio Providas.
PNPSA – Instituída pela Lei nº 14.119/2021, a PNPSA reconhece e recompensa ações que contribuem para a conservação, recuperação e uso sustentável dos ecossistemas brasileiros, incentivando a geração de renda, inovação, competitividade e práticas produtivas responsáveis. Trata-se de uma política abrangente, que alcança setores como agropecuária, indústria, infraestrutura, turismo, sociobioeconomia, bioeconomia e reciclagem.
CREDENCIAMENTO – Os profissionais de imprensa que desejam fazer a cobertura do evento devem enviar e-mail para “[email protected]” informando nome e veículo até terça-feira (19/5) às 12h.
SERVIÇO
MMA reúne representantes de 20 países discutir a ampliação de políticas de Pagamento Sobre Serviços Ambientais (PSA) no mundo – Abertura
🗓️ Data: 19 de maio de 2025, terça-feira
⏰ Horário: 14h (horário de Brasília)
📍 Local: Embaixada de Portugal – Avenida das Nações, Lote 2 – Brasília (DF)
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA
Brasil
Modelo brasileiro de banco de leite é o maior do mundo e une baixo custo e alta tecnologia
Neste dia 19 de maio, Dia Mundial da Doação de Leite Humano o Ministério da Saúde reforça o chamado para ampliar a solidariedade em torno da rede de bancos de leite do SUS, que nos últimos cinco anos beneficiou 4,1 milhões de recém-nascidos prematuros e de baixo peso. O leite humano doado é essencial para fortalecer a imunidade, apoiar a recuperação clínica e contribuir para um desenvolvimento mais saudável dos bebês. O gesto de 3,6 milhões de mães doadoras, entre 2020 e 2025, atendeu outras 46,8 milhões de mulheres e mais de 4,2 milhões de litros de leite foram coletados no território nacional.
O modelo brasileiro é a maior rede de bancos de leite do mundo, unindo alta tecnologia e cuidado humanizado que hoje servem de referência internacional para países da América Latina, África e Europa. O sistema é reconhecido internacionalmente por unir baixo custo, alta tecnologia e cuidado humanizado no sistema público de saúde. “O Brasil é uma referência mundial e amamentar é um gesto que vai além da nutrição. É um ato de cuidado, vínculo e saúde, com impactos positivos para o bebê e a mãe”, reforça o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Atualmente, o Brasil mantém 239 Bancos de Leite Humano e 261 Postos de Coleta em todos os estados. Para fortalecer essa rede, o Ministério da Saúde instituiu, em 2024, a Rede Alyne, que reúne ações voltadas à redução da mortalidade materna e infantil e ao cuidado neonatal. No âmbito da iniciativa, foi criado um incentivo financeiro para qualificar os serviços de bancos de leite humano e ampliar a autossuficiência no atendimento neonatal. Desde então, já foram repassados R$ 93 milhões aos serviços em todo o país.
Solidariedade que nutre, vida que cresce
Neste ano, a campanha mundial de aleitamento adota o tema “Doação de Leite Humano: Solidariedade que nutre, vida que cresce”, escolhido em votação internacional com participação de 37 países e quase 10 mil votos registrados pela Rede Global de Bancos de Leite Humano (rBLH). A proposta vencedora é de autoria da profissional de enfermagem equatoriana, Rebeca Cadmelema Puyo, e simboliza uma mobilização coletiva em favor da vida e do cuidado neonatal.
A iniciativa também busca ampliar o número de novas doadoras e desmistificar a ideia de que é preciso produzir grandes volumes para doar. Dependendo da condição clínica e do peso do bebê, apenas 1 ml de leite humano já pode ser suficiente em cada refeição. Cada gota de leite humano doado pode fazer diferença na recuperação de recém-nascidos prematuros, transformando cuidado em esperança para outras famílias. Segundo dados do Sistema de Informação da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR), a cada 12 mulheres acompanhadas pelos Bancos de Leite Humano (BLH), uma se torna doadora.
Em diversas regiões do Brasil, a coleta pode ser realizada diretamente na casa da doadora, em alguns casos em parceria com os corpos de bombeiros ou outros serviços locais. Nos municípios em que não há coleta domiciliar, a mulher pode procurar o Banco de Leite Humano ou Posto de Coleta mais próximo para receber orientações sobre armazenamento e entrega do leite coletado.
Antes de chegar aos recém-nascidos internados nas Unidades Neonatais, o leite humano doado passa por rigorosos processos técnicos, biológicos e sanitários realizados pelos Bancos de Leite Humano. O fluxo inclui cadastro da doadora, recebimento e armazenamento do leite, seleção, classificação, pasteurização, controle de qualidade microbiológica e distribuição, conforme prescrição médica e/ou nutricional.
O incentivo à amamentação e à doação de leite humano também integra as estratégias de fortalecimento do cuidado materno-infantil no SUS. Neste mês, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou o lançamento da primeira versão digital da Caderneta Brasileira da Gestante, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
O documento fortalece o pré-natal e a linha de cuidado materno-infantil ao reunir, em um único ambiente, informações sobre gestação, parto, puerpério, vacinação, saúde mental, direitos das gestantes e orientações sobre amamentação e doação de leite humano. Também incorpora temas como luto materno e parental, violência obstétrica e enfrentamento das desigualdades.
Saiba mais sobre a nova campanha de doação de leite humano
Janaína Oliveira
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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