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Política Nacional

Comissão de Saúde debate impactos da cirurgia robótica no tratamento de câncer

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados debate, na terça-feira (19), os impactos da cirurgia robótica no tratamento do câncer. Também serão discutidas a formação, a capacitação e a certificação de médicos habilitados para esse tipo de procedimento.

A cirurgia robótica é uma técnica minimamente invasiva usada em procedimentos contra o câncer, especialmente no tratamento do câncer de próstata. Ela oferece maior precisão cirúrgica, melhor visualização da área operada e movimentos mais refinados. Esses recursos podem reduzir o sangramento e as complicações, além de acelerar a recuperação dos pacientes.

O debate será às 17 horas, no plenário 7.

Veja quem foi convidado para o debate

A audiência foi solicitada por diversos parlamentares. No requerimento do debate, os deputados destacam que a prostatectomia radical assistida por robô foi recentemente incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) e à cobertura da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Segundo o texto, os benefícios clínicos e oncológicos da cirurgia robótica para outros tipos de câncer estão amplamente documentados na literatura, especialmente em comparação com abordagens tradicionais, como a laparotomia e a videolaparoscopia.

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“Considerando tratar-se de tecnologia altamente dependente da habilidade do operador, o treinamento estruturado e a adequada capacitação dos cirurgiões são fatores essenciais para a obtenção dos benefícios esperados, bem como para a segurança do paciente e a eficiência do sistema de saúde”, afirmam os autores no requerimento.

Da Redação – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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Política Nacional

Comissão amplia alcance de medida provisória sobre crédito a exportadores

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A medida provisória que liberou até R$ 15 bilhões em linhas de crédito para exportadores por meio do Plano Brasil Soberano (MP 1.345/2026) foi aprovada nesta terça (30) pela comissão mista encarregada de analisá-la. O texto foi alterado para incluir novos setores e entidades entre os beneficiados.

Editada em março pela Presidência da República, a MP 1.345/2026 ampliou o apoio às empresas exportadoras do país. A iniciativa foi uma reação ao aumento de barreiras tarifárias imposto pelos Estados Unidos e às tensões geopolíticas que afetam o comércio internacional.

A MP contou com parecer favorável do relator da comissão mista, senador Alan Rick (Republicanos-AC). Como o texto original foi alterado, a medida provisória foi transformada em um projeto de lei de conversão (PLV).

Agora a matéria segue para votação nos Plenários da Câmara e do Senado (nessa ordem).

Alterações

A redação aprovada pela comissão mista incorpora parte das 84 emendas apresentadas pelos parlamentares. A principal modificação expande o número de beneficiados pelas linhas de crédito.

Enquanto a versão original da MP contemplava apenas o setor industrial, a nova versão passa a incluir os seguintes setores: agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca, aquicultura e recursos minerais.

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Outra mudança promovida no texto permite que cooperativas e associações também tenham acesso às linhas de financiamento (desde que atendam aos critérios de elegibilidade previstos na proposta).

Além disso, a nova redação prevê que os recursos poderão ser utilizados para adaptar produtos, serviços e processos às exigências do mercado internacional (incluindo requisitos sanitários, fitossanitários, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade exigidos por outros países).

Recursos

Em seu parecer, o senador Alan Rick manteve as regras financeiras previstas na medida provisória original. Os recursos podem ser destinados para capital de giro, ampliação da capacidade produtiva, inovação e adaptação de produtos e processos.

A gestão está a cargo do Ministério da Fazenda, enquanto o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atua como principal agente financeiro.

Também foi mantida a divisão dos riscos das operações entre o Fundo Garantidor de Operações de Crédito Exterior (FGCE) e o Fundo de Garantia à Exportação (FGE). O FGCE, de natureza privada, absorve inicialmente os riscos de crédito, enquanto o FGE, fundo público, só é acionado posteriormente, reduzindo a exposição do patrimônio da União.

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Votação

A matéria precisa ser aprovada pelos Plenários da Câmara e do Senado até o dia 22 de julho (para então ser convertida em lei). Se esse prazo não for respeitado, a medida provisória (agora convertida em projeto de lei de conversão) perderá a validade.

O presidente da comissão mista que analisou o texto foi o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Lurya Rocha, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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