Brasil
Inscrições para concorrer a selo “Melhores Vilas Turísticas”, da ONU, terminam nesta quarta-feira (13)
Terminam nesta quarta-feira (13) as inscrições para a seleção, deste ano, das “Melhores Vilas Turísticas” do mundo. O selo, concedido pela ONU Turismo, tem parceria com o Ministério do Turismo (MTur) e busca reconhecer localidades que se destacam por proteger o patrimônio cultural e natural, além de se comprometerem com a sustentabilidade e a promoção do desenvolvimento local.
Os interessados podem se inscrever até esta quarta (13), pelo e-mail: [email protected].
Clique AQUI para acessar o edital completo.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o reconhecimento pode atrair mais visitantes para essas localidades, além de contribuir para a preservação da cultura local. “Nosso compromisso é, cada vez mais, estimular esse tipo de turismo, que tem o poder de preservar a história e a cultura dessas comunidades, atraindo não só turistas, mas contribuindo para gerar riqueza, aumentar a renda dos envolvidos nas atividades turísticas e preservar a identidade regional”, disse o ministro.
Os requisitos para a candidatura dos roteiros turísticos são:
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Ter população de até 15 mil habitantes;
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Baixa densidade demográfica;
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Inserção em paisagem com presença relevante de atividades tradicionais;
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Compartilhamento de valores e estilo de vida comunitários, agregadores.
Duas etapas
Os locais, para serem selecionados, serão avaliados em duas etapas. A primeira, nacional, será conduzida pelo MTur, que receberá as candidaturas e fará uma curadoria. Nessa fase, as propostas serão analisadas e avaliadas, para definir quais vão representar o Brasil.
O próximo passo é a etapa internacional, em que a ONU Turismo avaliará as candidaturas encaminhadas pelos países-membros, por meio de um conselho consultivo externo independente.
De acordo com as regras da ONU, cada país pode apresentar até oito candidaturas.
Vinte vilas
As vilas selecionadas serão anunciadas no terceiro trimestre de 2026, durante evento oficial da ONU Turismo.
Ao longo de cinco edições (2021 a 2025), 20 vilas turísticas, espalhadas pelo Brasil, foram indicadas para receber o selo da ONU Turismo. Duas foram reconhecidas oficialmente. Uma delas é o bairro de Testo Alto, em Pomerode (SC), famoso pela Rota do Enxaimel, reconhecida oficialmente por lei pelo governo brasileiro.
A rota do Enxaimel é a maior concentração, fora da Europa, de casas construídas com essa técnica arquitetônica trazida pelos imigrantes alemães, na qual as estruturas de madeira são construídas sem nenhum prego ou parafuso, apenas com encaixes. São cerca de 50 residências ao longo de 16 km, em um percurso tombado como patrimônio paisagístico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Mais do que um trajeto turístico, a nova rota se apresenta como uma verdadeira viagem no tempo, onde cada casa preservada conta histórias de tradição e identidade cultural.
Membro da diretoria da Associação Rota do Enxaimel, Ivan Blumenschein salienta a importância do selo internacional. “O reconhecimento foi muito importante para divulgar nosso destino e valorizar nossa história e nossa cultura. Serviu também como um estímulo para a preservação da identidade local. Quanto mais vilas reconhecidas pela ONU o Brasil tiver, melhor para todos”, disse.
Outra vila reconhecida pela ONU é a cidade de Antônio Prado (RS). O município gaúcho é reconhecido pelo Iphan como o que mais preserva a herança da imigração italiana no Brasil: cerca de 80% da população fala talian (dialeto que mistura idiomas do norte da Itália com o português). O reconhecimento da ONU ocorreu no ano passado. A cidade concorreu com 270 localidades de 65 países.
Cronograma
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13 de maio: Encerramento do prazo para recebimento das propostas.
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14 a 28 de maio: Análise das propostas recebidas com base nos critérios da chamada pública simplificada.
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28 de maio a 4 de junho: Inclusão das propostas selecionadas no sistema da ONU Turismo.
Apoio
O Ministério do Turismo pode apoiar estados e municípios para fortalecerem a Rota por meio dos programas orçamentários, os quais, quando disponíveis, podem ser conferidos por meio do Sistema Transferegov.br, clicando aqui (https://idp.transferegov.sistema.gov.br/idp/).
Micro, pequenas, médias e grandes empresas, além de microempreendedores individuais (MEI) do setor turístico, também podem captar recursos pelo Fundo Geral do Turismo (Fungetur), uma linha de crédito do Governo Federal, gerida pelo MTur, voltada a empresas do setor turístico com cadastro no Cadastur (sistema de cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor de turismo).
Por Lúcio Flávio
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Presidente Lula assina Medida Provisória que proíbe as bets no Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou nesta sexta-feira, 25 de setembro, Medida Provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online, em ambientes físicos e virtuais, e se aplica também às concessões e autorizações estaduais e distritais. A proibição não abrange as demais modalidades lotéricas já autorizadas em lei.
PROIBIÇÃO DAS BETS
Com a Medida Provisória, as bets até então autorizadas não poderão oferecer apostas nem fazer qualquer tipo de publicidade no país. As empresas têm até 5/10 para retirar material publicitário e de patrocínio veiculado em meios físicos e em peças de publicidade exterior.
Confira o cronograma das medidas:
- Hoje (25/9): publicação da MP; início da proibição de novos aportes nas plataformas.
- Até 5/10 (segunda-feira), 23h59: prazo para retirada voluntária dos valores pelos apostadores.
- A partir de 6/10 (terça-feira): os sites e aplicativos de apostas saem do ar.
- Entre os dias 7 e 8/10: as bets devem informar às instituições financeiras os saldos remanescentes, discriminados por CPF.
- De 9 a 14/10: prazo para devolução dos saldos aos apostadores pelos bancos.
- A partir de 14/10: havendo obstáculo que impeça os bancos de devolver os valores, a Caixa Econômica Federal recebe os recursos e providencia a devolução aos apostadores.
INTERESSE PÚBLICO
A extinção das autorizações decorre de motivo de interesse público e não gera direito a indenização por lucros cessantes, por investimentos realizados ou por expectativa de continuidade da atividade, tampouco à devolução total ou parcial do valor pago pelas outorgas. Até o momento, foram concedidas 85 outorgas para exploração de apostas de quota fixa no país, cada uma no valor de R$ 30 milhões, totalizando R$ 2,55 bilhões pagos pelas empresas durante o processo de concessão.
FISCALIZAÇÃO E COMBATE AO MERCADO ILEGAL
O Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça atuarão para o bloqueio de sites ilegais. O Ministério da Fazenda conta com um laboratório virtual dedicado à identificação e ao bloqueio mais rápido de plataformas irregulares. Após a identificação dos sites, a SPA comunica a Anatel para obloqueio dos domínios, com medidas que incluem também a remoção de aplicativos e a restrição dos meios de pagamento utilizados por operadores ilegais.
A MP cria ainda o Comitê Institucional de Fiscalização e Combate à Exploração Ilegal de Apostas, coordenado pela Casa Civil, para promover a articulação e a coordenação das ações das autoridades competentes para a prevenção, a fiscalização e a repressão à oferta, a exploração e a publicidade das bets.
As sanções aplicáveis a pessoas físicas e jurídicas que descumprirem as determinações vão de advertência a multas que podem chegar a R$ 2 bilhões, além de suspensão parcial ou total das atividades, no caso das pessoas jurídicas.
PROJETO DE LEI TIPIFICA CRIMES
Além da Medida Provisória, o governo elaborou Projeto de Lei para definir conceitos e tipificar crimes relativos às apostas de quota fixa. A proposta tipifica cinco condutas:
- exploração de apostas de quota fixa, ainda que autorizado por autoridade estrangeira (reclusão de 4 a 6 anos);
- divulgação de apostas de quota fixa ou captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa);
- uso de dados pessoais para captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento de pena se os dados envolverem histórico de apostas, saúde ou forem de criança ou adolescente);
- facilitação financeira da exploração de apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa); e
- fornecimento de aplicação de internet para apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento se a aplicação burlar verificação de idade ou
- localização, ou for dirigida a criança ou adolescente).
SAÚDE PÚBLICA
As apostas online passaram a representar uma nova e crescente demanda de saúde pública. O problema vai além da perda financeira: o transtorno do jogo está associado a ansiedade, depressão, perda de controle, alterações no sono e no humor, conflitos familiares, isolamento, prejuízos às relações pessoais e profissionais e maior uso de álcool e outras drogas.
“Há dados que expressam o tamanho do problema, mas certamente não conseguem traduzir todo o sofrimento que aparece quando ouvimos os relatos de pacientes, profissionais de saúde e familiares. Estamos falando de algo que vai muito além de uma atividade econômica: entra nas casas das pessoas, nas escolas e nos celulares, e afeta não apenas quem desenvolve um comportamento compulsivo, mas também os familiares que estão ao seu redor. Nós temos o autoteste disponível no Meu SUS Digital para que cada pessoa possa avaliar o impacto das apostas na própria vida”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A mortalidade por suicídio é 15 vezes maior entre pessoas com transtorno do jogo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A dificuldade financeira é o principal fator associado ao suicídio entre apostadores.
O risco de desenvolver dependência é três vezes maior entre pessoas socioeconomicamente vulneráveis e 150% maior entre jogadores online. Em 2023, mais de 28 milhões de brasileiros haviam apostado nos 12 meses anteriores à pesquisa, e 10,9 milhões apresentavam padrão de jogo de risco ou problemático.
Os efeitos já aparecem na demanda pelo SUS. Entre 2018 e 2025, os atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apostas cresceram cerca de 140%, e aprojeção é de aumento de mais 104% até 2028. Estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde estima em R$ 38,8 bilhões anuais o custo social associado aos jogos, dos quais R$ 30,6 bilhões — quase 79% — estão ligados à saúde, incluindo suicídios, perda de qualidade de vida associada à depressão e tratamentos médicos.
A exposição começa cedo e também afeta familiares. Pesquisa em escolas públicas e privadas mostrou que 20,4% dos estudantes já apostaram online; o contato pode começar aos 11 anos e, entre os meninos do 3º ano do Ensino Médio, a proporção chega a 49,7%.
Entre as mulheres que apostam ou já apostaram, 65% disseram não ter procurado ajuda por vergonha; entre as que não apostam, 12% relatam impactos decorrentes do jogo de familiares.
Fonte: Ministério da Saúde
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