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Safra de laranja 2026/27 deve cair quase 13% no cinturão citrícola com avanço do greening e bienalidade negativa

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O setor citrícola brasileiro inicia a safra 2026/27 em clima de cautela. A primeira estimativa divulgada para o cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro/Sudoeste de Minas Gerais aponta produção de 255,20 milhões de caixas de 40,8 quilos, volume 12,9% inferior ao registrado na temporada passada, quando foram colhidas 292,94 milhões de caixas.

Os dados reforçam a expectativa já apontada pelo Cepea de uma safra menor, pressionada principalmente pela bienalidade negativa dos pomares e pelo avanço do greening (HLB), doença que continua elevando os desafios fitossanitários da citricultura brasileira.

Além da queda frente ao ciclo anterior, a projeção também representa retração de 14,7% em relação à média da última década, aumentando a atenção do mercado quanto ao comportamento dos preços e ao volume de frutas que deverá ser contratado pela indústria de suco.

Bienalidade e greening pressionam produtividade

Segundo o levantamento, a redução da safra está relacionada à menor carga de frutos por árvore, ao aumento da queda prematura e aos impactos climáticos registrados ao longo do ciclo produtivo.

A bienalidade — característica natural da cultura da laranja, marcada pela alternância entre anos de maior e menor produtividade — pesa sobre o potencial produtivo nesta temporada. Paralelamente, o greening segue avançando nos pomares. O último levantamento fitossanitário apontou que a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola.

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O cenário climático também trouxe desafios importantes. A estiagem registrada em maio de 2025 provocou estresse hídrico nas plantas, enquanto temperaturas acima da média comprometeram parte do pegamento dos frutos. Em regiões com maior presença de irrigação, os impactos foram parcialmente amenizados, favorecendo a primeira florada.

Nas áreas menos irrigadas, o desenvolvimento foi mais limitado devido à combinação entre calor intenso e baixos volumes de chuva entre julho e setembro. Já a retomada das precipitações a partir de outubro estimulou uma segunda florada, que acabou predominando na composição da safra.

Mesmo com chuvas mais regulares entre dezembro e março, o clima irregular afetou a uniformidade da produção e elevou os desafios de manejo nos pomares.

Frutos maiores, mas em menor quantidade

Apesar da redução no número de frutos por árvore, as laranjas devem apresentar maior peso médio nesta temporada. A estimativa aponta frutas com cerca de 160 gramas no momento da colheita, favorecidas pelas melhores condições hídricas durante a fase de desenvolvimento.

Ainda assim, o ganho de peso não compensa a menor quantidade de frutos produzidos.

A produtividade média estimada ficou em 697 caixas por hectare, queda de 13,8% frente à safra anterior. Todas as variedades avaliadas registraram retração no rendimento.

Outro fator de preocupação é a taxa de queda prematura de frutos, projetada em 23,7%, além da taxa total de perdas, estimada em 31,3%.

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Clima e doenças seguem no radar do setor

Além do avanço do greening, os citricultores enfrentam pressão crescente da leprose e acompanham com atenção a possibilidade de ocorrência de El Niño no segundo semestre de 2026, cenário que pode influenciar o comportamento climático durante a reta final da safra.

A previsão de colheita mais tardia também aumenta a preocupação com perdas no campo e custos operacionais.

Diante desse cenário, o mercado monitora os desdobramentos da produção com expectativa sobre os impactos na oferta global de suco de laranja, nos preços internos e nas negociações entre produtores e indústria.

Estimativa poderá ser revisada ao longo da safra

O levantamento foi realizado com base em metodologia de campo que envolve contagem e pesagem de frutos em 2.560 árvores distribuídas por diferentes regiões, variedades e idades do cinturão citrícola.

Segundo os responsáveis pela pesquisa, a estimativa poderá passar por ajustes ao longo da temporada, principalmente em função do comportamento climático, do tamanho final das frutas e da intensidade da queda de frutos até a colheita.

O monitoramento contínuo da safra será decisivo para definir o real potencial produtivo da citricultura brasileira na temporada 2026/27.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil Brau 2026 reúne indústria cervejeira em São Paulo com foco em inovação, tecnologia e competitividade

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A cidade de São Paulo será o centro das atenções da indústria cervejeira latino-americana entre os dias 9 e 11 de junho, com a realização da Brasil Brau 2026, considerada a maior feira profissional do segmento na América Latina. O evento ocorrerá no São Paulo Expo e reunirá empresas, especialistas e profissionais da cadeia produtiva da cerveja em um cenário marcado por transformações importantes no mercado brasileiro.

A feira acontece em um momento de consolidação do setor. De acordo com o Anuário da Cerveja 2026, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil encerrou 2025 com um número recorde de 1.954 cervejarias registradas. Apesar disso, o crescimento foi de apenas 0,3% em relação ao ano anterior, o menor índice da série histórica.

Ao mesmo tempo, a produção nacional de cerveja alcançou 15,688 bilhões de litros, registrando queda de 8,85% na comparação com 2024. Em contrapartida, o setor ampliou sua diversidade de produtos, contabilizando 44.212 registros de cervejas, 56.170 marcas ativas e um recorde de US$ 218,3 milhões em exportações.

Segundo informações do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), a atividade responde por 2,02% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, movimentando aproximadamente 2,5 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos. O segmento também gera cerca de R$ 27 bilhões em massa salarial e mais de R$ 50 bilhões em arrecadação tributária por ano.

Entretanto, os números revelam um mercado altamente concentrado. Conforme o anuário, apenas 5% das cervejarias são responsáveis por 98,62% da produção nacional, aumentando os desafios competitivos para pequenas e médias empresas.

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Plataforma de negócios e atualização profissional

Diante desse contexto, a Brasil Brau 2026 se posiciona como uma importante plataforma para geração de negócios, atualização tecnológica e fortalecimento do relacionamento entre os diversos elos da cadeia cervejeira.

Nesta edição, o evento contará com 160 marcas expositoras, representantes de 14 países e uma área comercial de 5 mil metros quadrados. Na edição anterior, realizada em 2024, a feira movimentou aproximadamente R$ 470 milhões em negócios durante sua realização e nos meses subsequentes.

Segundo Laura Harvey, gerente de projetos da GL events Exhibitions, empresa organizadora da feira, o evento acompanha as novas demandas do mercado.

“A Brasil Brau 2026 reflete as necessidades do setor, que é extremamente relevante para a economia brasileira e que passa por uma fase de crescimento mais moderado, exigindo maior eficiência operacional e investimentos mais estratégicos”, destaca.

Tecnologia e eficiência ganham protagonismo

Entre os principais temas que estarão presentes na feira estão produtividade, automação industrial, redução de perdas, digitalização de processos, controle de qualidade, embalagem e ampliação de receitas.

Os expositores apresentarão soluções voltadas à modernização das operações cervejeiras, incluindo tecnologias para filtração, envase, automação, serviços de chope, além de insumos e equipamentos destinados ao desenvolvimento de novos produtos.

O foco em eficiência operacional surge como uma resposta direta aos desafios econômicos enfrentados pelas cervejarias, especialmente em um ambiente de maior concorrência e busca por rentabilidade.

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Mercado aposta em cervejas sem álcool e produtos diferenciados

A diversificação do portfólio também aparece como uma das principais tendências do setor. Dados do Anuário da Cerveja 2026 mostram crescimento expressivo de 417,68% na produção de cervejas sem glúten, além de alta de 15,48% na fabricação de cervejas sem álcool ou com baixo teor alcoólico.

Outro destaque foi o avanço de 21,3% na produção de cervejas puro malte, reforçando a busca dos consumidores por produtos com maior valor agregado, qualidade diferenciada e novas experiências de consumo.

Essas tendências estarão refletidas tanto na área de exposição quanto nas atividades técnicas promovidas durante o evento.

CBCTEC traz especialistas internacionais para debater o futuro do setor

Paralelamente à feira, será realizada a 19ª edição do CBCTEC – Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira, considerado um dos principais fóruns de conhecimento do segmento.

A programação reunirá especialistas do Brasil, América do Norte, Europa e África para discutir temas ligados à produção cervejeira, inovação tecnológica, qualidade, gestão, estratégias comerciais e posicionamento de mercado.

O congresso também abordará os desafios atuais enfrentados pelas cervejarias diante das mudanças no comportamento do consumidor, da evolução tecnológica e da necessidade crescente de competitividade.

Com informações de Laura Harvey, da GL events Exhibitions, organizadora da Brasil Brau 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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