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Paraná

Turvo e Pinhalão recebem atividades gratuitas da Carreta da Inovação

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A Carreta da Inovação chega nesta semana, entre os dias 12 e 15 de maio, aos municípios de Turvo, na região Centro-Sul, e Pinhalão, no Norte Pioneiro. O projeto itinerante é coordenado pela Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA) e está rodando o Paraná desde o início de 2025, tendo passado por 107 cidades de diversas regiões do Estado. No período, foram recebidas aproximadamente 95 mil pessoas.  

Além da SEIA, o projeto conta com a parceria da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Fundação Araucária, Simepar, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Serviço Social do Comércio (Sesc).

Com o objetivo de ofertar ações práticas para democratização do acesso à inovação, bem como fortalecer o ecossistema inovador em todo o Paraná, a Carreta da Inovação estará atendendo de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h.

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Em Turvo, as atividades irão acontecer na Avenida Nossa Senhora Aparecida, em frente ao Parque Ambiental Turvo. Já em Pinhalão, o caminhão do projeto fica estacionado no Centro de Evento Rui Mainardes, na Rua José Dom da Silva.

Durante a passagem da Carreta da Inovação, os moradores das cidades poderão aproveitar de uma programação gratuita que inclui atividades como demonstrações de impressoras 3D e de corte a laser, além de atividades interativas com uso de óculos de realidade virtual, jogos digitais e videogames.

Os caminhões da frota da Carreta da Inovação são equipados como sala de aula, com cadeiras, mesas e computadores com conexão à internet via satélite. Os espaços podem receber cursos, palestras e workshops sobre temas relacionados à inovação, tecnologia e empreendedorismo.

Fonte: Governo PR

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Paraná

Modelagem numérica da previsão do tempo do Simepar é tema de publicação internacional

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Um estudo realizado por pesquisadores do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) foi publicado na prestigiada revista internacional Weather and Climate Extremes e no ScienceDirect, uma das maiores bases de dados do mundo para pesquisa científica, operada pela editora Elsevier. Os pesquisadores paranaenses foram os primeiros a avaliar o desempenho de um sistema apontado como o futuro da modelagem atmosférica.

A modelagem numérica é uma técnica computacional que utiliza equações físicas e matemáticas para simular o comportamento da atmosfera e, assim, montar previsões do tempo automáticas. Supercomputadores processam dados coletados por radares, estações meteorológicas, hidrológicas e outros equipamentos e estes dados, como temperatura, vento e pressão, ajudam a compreender as condições climáticas atuais e o comportamento delas dias à frente.

A evolução contínua da modelagem numérica é importante para antecipar eventos climáticos severos e, consequentemente, proteger a sociedade. Um dos modelos mais utilizados atualmente é o WRF (Weather Research and Forecasting), e o modelo apontado como futuro da modelagem atmosférica é o MPAS (Model for Prediction Across Scales), projetado para ser a transição natural e aprimorada do WRF. 

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O MPAS utiliza uma malha global de resolução variável, que permite focar em alta resolução em áreas de interesse (como o Paraná, por exemplo) sem a necessidade de impor condições de contorno laterais, eliminando erros e instabilidades que frequentemente afetam os modelos de área limitada.

Para explorar esse potencial, o estudo realizado pelo bolsista do Simepar José Antonio Mantovani Jr., com a parceria do funcionário Rafael Toshio Inouye e outros parceiros, avaliou diretamente o desempenho do MPAS em comparação com a configuração operacional do WRF.

A pesquisa analisou quatro eventos recentes de tempo severo no Paraná — incluindo tempestades com chuvas extremas e frentes de rajada — e trouxe resultados muito promissores. De maneira geral, o MPAS superou ou igualou o desempenho do WRF operacional, demonstrando maior habilidade na previsão da distribuição espacial e da intensidade das chuvas.

Um dos grandes destaques do estudo foi a constatação de que o uso das condições iniciais do modelo europeu ECMWF-IFS impulsionou significativamente a precisão do MPAS. Em cenários dominados por fortes forçantes de grande escala, as condições iniciais de alta resolução do IFS forneceram detalhes muito mais refinados das estruturas de vento e umidade (como o Jato de Baixos Níveis), resultando em melhores correlações e menores erros de previsão de precipitação observados no estudo.

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“Essa publicação é um marco institucional: ela coloca o Simepar como o primeiro centro regional a testar diretamente o MPAS contra um modelo WRF em ambiente operacional no Sul do Brasil. Isso demonstra o compromisso contínuo do Simepar com a inovação e o aprimoramento tecnológico. A dedicação da equipe neste projeto também abre as portas para a implementação de ferramentas cada vez mais robustas e eficientes na previsão de desastres naturais no Paraná”, destacou do diretor-presidente do Simepar, Paulo de Tarso.

Fonte: Governo PR

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