Agro
Brasil reduz perdas florestais em 42% em 2025 e lidera queda global, aponta Global Forest Watch
O Brasil registrou uma redução significativa nas perdas de cobertura arbórea em florestas tropicais úmidas em 2025. Segundo dados do Global Forest Watch, iniciativa do World Resources Institute (WRI), o país perdeu 1,6 milhão de hectares no período — queda de 42% em relação a 2024.
O resultado reforça o avanço no combate ao desmatamento e a maior eficiência de políticas públicas e iniciativas privadas voltadas à preservação ambiental, embora o país ainda lidere o ranking global em área total perdida.
Queda histórica nas perdas sem incêndios
De acordo com o levantamento, a redução foi puxada principalmente pela diminuição das perdas não relacionadas a incêndios, como desmatamento, corte raso e degradação natural da vegetação.
Essas perdas recuaram 41% na comparação anual, atingindo o menor nível desde o início da série histórica, em 2001.
O monitoramento considera áreas de vegetação primária — florestas maduras e intactas — e utiliza dados do Laboratório Glad, da Universidade de Maryland, ampliando a análise para além do desmatamento tradicional ao incluir outros tipos de distúrbios florestais.
Estados da Amazônia lideram redução
A diminuição das perdas foi concentrada principalmente em estados da região amazônica. Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre e Roraima responderam juntos por mais de 40% da redução registrada no país.
Na contramão, o Maranhão foi o único estado a apresentar aumento na perda de cobertura arbórea no período analisado.
Resultado está alinhado a dados oficiais do Brasil
Apesar de metodologias diferentes, os dados do Global Forest Watch estão em linha com os números do sistema oficial brasileiro, o Prodes, que também apontou queda no desmatamento entre agosto de 2024 e julho de 2025.
Além das florestas tropicais, a redução das perdas foi observada em diversos biomas, incluindo a Caatinga, evidenciando um movimento mais amplo de contenção da degradação ambiental no país.
Ações integradas impulsionam resultado
Segundo especialistas do WRI, o desempenho brasileiro é resultado de uma articulação envolvendo governo, setor privado, sociedade civil, academia e comunidades locais.
Entre as principais iniciativas destacadas estão:
- Intensificação da produção em áreas já desmatadas
- Criação de mecanismos financeiros, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF)
- Programas de pagamento por serviços ambientais
- Incentivos fiscais para conservação
Essas ações estão alinhadas às estratégias globais de sustentabilidade e segurança climática, especialmente diante do papel do Brasil como protagonista na produção de alimentos e energia.
Brasil influencia queda global das perdas florestais
O desempenho brasileiro teve impacto direto nos números globais. Em 2025, o mundo perdeu 4,3 milhões de hectares de cobertura arbórea em florestas tropicais, uma redução de 35% em relação a 2024.
As perdas não relacionadas a incêndios atingiram o menor nível em uma década, com queda de 23%. Por outro lado, os incêndios continuam sendo um dos principais vetores de destruição, registrando o terceiro maior volume desde 2001.
País ainda lidera perdas em termos absolutos
Apesar da melhora, o Brasil segue como o país com maior área total de cobertura arbórea perdida, respondendo por mais de 37% do total global em 2025.
Na sequência aparecem Bolívia, com 620 mil hectares perdidos, e a República Democrática do Congo, com cerca de 600 mil hectares. Em termos proporcionais, Bolívia e Madagascar lideram as perdas.
Pressão da agropecuária e desafios globais persistem
A expansão agrícola continua sendo o principal fator de pressão sobre as florestas tropicais, impulsionada pela produção de commodities e pela demanda crescente por alimentos.
Nos últimos anos, os incêndios também ganharam relevância, com volume de perdas duas vezes maior do que o registrado há duas décadas.
Meta global de desmatamento ainda distante
Apesar do avanço em 2025, especialistas alertam que o ritmo de redução ainda é insuficiente para cumprir o compromisso internacional de zerar e reverter a perda florestal até 2030, firmado por mais de 140 países.
Atualmente, o mundo ainda está cerca de 70% acima do nível necessário para atingir essa meta, em um cenário agravado pelas mudanças climáticas e pelo aumento da demanda global por recursos naturais.
O desafio, segundo analistas, será manter a trajetória de queda sem comprometer a produção de alimentos e o desenvolvimento econômico — especialmente em países com forte vocação agropecuária como o Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Colheita de arroz no Rio Grande do Sul avança para 96,41% e se aproxima da reta final
A colheita do arroz no Rio Grande do Sul segue em ritmo acelerado e já alcança 96,41% da área cultivada na safra 2025/26, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (7) pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). O avanço dos trabalhos confirma a reta final da colheita nas principais regiões produtoras do Estado, maior produtor nacional do cereal.
De acordo com os dados do Irga, dos 891,9 mil hectares destinados ao cultivo nesta temporada, a maior parte das lavouras já foi colhida, consolidando um cenário de ampla evolução das operações no campo ao longo das últimas semanas.
Zona Sul lidera ritmo da colheita de arroz
Entre as regionais produtoras, a Zona Sul apresenta o maior percentual de avanço, com 98,81% da área já colhida. Logo na sequência aparece a Planície Costeira Externa, com 98,46% dos trabalhos concluídos.
A Planície Costeira Interna também registra forte evolução, atingindo 98,13% da área colhida. Já a Campanha contabiliza 97,02%, enquanto a Fronteira Oeste soma 95,92% das lavouras já retiradas do campo.
A Região Central segue com o menor percentual entre as regionais monitoradas, mas ainda assim apresenta avanço significativo, com 89,84% da área já colhida.
Irga fará balanço consolidado da safra 2025/26
Segundo a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) do Irga, após a conclusão total da colheita será realizado um levantamento consolidado da safra gaúcha de arroz.
O relatório deverá reunir informações completas sobre área efetivamente colhida, produtividade média das lavouras e eventuais perdas registradas durante o ciclo produtivo.
O desempenho da safra é acompanhado de perto pelo mercado, já que o Rio Grande do Sul responde pela maior parcela da produção brasileira de arroz e exerce forte influência sobre a oferta nacional e a formação dos preços do cereal no país.
Mercado acompanha produtividade e qualidade dos grãos
Além do ritmo da colheita, produtores, indústrias e agentes do mercado seguem atentos aos indicadores de produtividade e qualidade dos grãos colhidos nesta temporada.
As condições climáticas ao longo do ciclo foram determinantes para o desenvolvimento das lavouras, e o levantamento final do Irga será fundamental para dimensionar o potencial produtivo da safra 2025/26 no Estado.
Com a conclusão dos trabalhos de campo se aproximando, o setor também volta as atenções para o comportamento da comercialização e para os impactos da oferta sobre os preços internos do arroz nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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