Agro
Exportações brasileiras de feijão batem novo recorde e impulsionam otimismo no setor
Desempenho recorde nas exportações de feijão
As exportações brasileiras de feijão seguem em ritmo acelerado e registraram novo recorde histórico em 2025. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) analisados pelo Cepea, o Brasil embarcou 91,1 mil toneladas de feijão em outubro, o maior volume mensal já registrado desde o início da série histórica, em 1997.
No acumulado do ano, as exportações somam 452,9 mil toneladas, enquanto no período de 12 meses o total chega a 537,17 mil toneladas — ambos os números representam marcas inéditas para o setor.
Mercado interno registra alta no feijão carioca
No mercado doméstico, os levantamentos do Cepea indicam valorização nas cotações do feijão carioca durante a última semana. Já o feijão preto apresentou oscilações entre estabilidade e leve queda, refletindo o equilíbrio entre oferta e demanda nas principais regiões produtoras.
Plantio da safra 2025/26 avança pelo país
Paralelamente ao bom desempenho nas exportações, o plantio da primeira safra de feijão 2025/26 também avança de forma consistente. Segundo dados da Conab, até o dia 1º de novembro, 34,2% da área estimada já havia sido semeada em todo o país.
O Paraná lidera as atividades, com 85% da área cultivada, seguido por Santa Catarina (68,3%), Rio Grande do Sul (50%), Bahia (30%), Minas Gerais (25%) e Goiás (3%). Em Minas e Goiás, as chuvas recentes contribuíram para melhorar a umidade do solo, favorecendo o avanço das operações no campo.
Panorama positivo para o setor
Com recordes sucessivos nas exportações e o bom andamento do plantio, o cenário para o mercado brasileiro de feijão se mostra altamente favorável. O desempenho reforça a competitividade do produto nacional no mercado internacional e a eficiência da cadeia produtiva diante das condições climáticas e de demanda.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima
A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.
O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.
No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.
Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.
A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.
As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.
O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.
A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.
A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.
Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.
Fonte: Pensar Agro
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