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Paraná

Após redução de IPVA, número de emplacamentos cresce 38% no 1º quadrimestre no Paraná

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A redução da alíquota do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) segue refletindo no número de registros e emplacamentos no Paraná. De janeiro a abril deste ano, o crescimento foi de 38,5% na comparação com o mesmo período de 2025. Foram 229.400 registros no 1º quadrimestre de 2026, contra 165.659 no ano passado, segundo dados do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR).

Dos quatro meses analisados, a alta mais expressiva ocorreu no mês de março, com 54%, quando 67.556 veículos foram registrados no Paraná, 23.671 a mais que no mesmo mês de 2025, com 43.885. Foram 44.302 novos veículos (primeiro emplacamento) e 23.254 registros de outro estado (quando o proprietário transfere o “domicílio” do automóvel). É como se 2.179 veículos por dia recebessem “placas paranaenses” registrados junto ao Detran.

Na sequência, abril teve 66.314 veículos emplacados – 45.517 primeiros emplacamentos e 20.797 registros de outro estado –, 35% a mais que os 48.945 dos quatro primeiros meses de 2025. Fevereiro teve alta de 31%, de 40.148 para 52.841, e janeiro teve 30% de veículos a mais registrados entre os períodos – de 32.681 no ano passado para 42.689 em 2026.

“Esse é um movimento que aguardávamos desde o anúncio da nova legislação tributária. Estamos gerando negócios, estimulando a economia e deixando dinheiro nas mãos das pessoas para reinvestimentos. Esse salto nos emplacamentos é uma mostra de mercado aquecido, o que ajuda a economia do Paraná a continuar em grande ritmo de crescimento”, afirma o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara.

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O número de primeiros emplacamentos responde pela maior fatia do resultado paranaense, mas a alteração do local de registro do veículo de outro estado para o Paraná também possui resultados expressivos. No primeiro caso, 152.642 novos veículos receberam o primeiro emplacamento no Paraná, o equivalente a 66% do total de 229.400.

Na comparação com os quatro primeiros meses de 2025, quando a redução do IPVA ainda não havia sido anunciada e nem estava em vigor, foram 99.771, ou seja, registrou-se um crescimento de 53% de um ano para o outro.

Já a transferência do veículo de outros estados para o Paraná responde por cerca de 34% do número total, com 76.758, alta de 16,5% em relação aos 65.888 automóveis com o registro de domicílio atualizado em 2025. Essa migração era prevista pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), uma vez que, com o IPVA mais barato, os proprietários buscariam regularizar a situação do veículo registrado em outros estados.

“Baixar tributos é uma política social relevante. E ao lado disso também estamos modernizando os fluxos do Detran nos últimos meses com a redução de custos para exames de CNH, renovações automáticas e isenção da taxa de reteste”, comentou a diretora-presidente do Detran-PR, Viviane Paz. 

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QUASE NO FIM – O desconto de 45% na alíquota do IPVA no Paraná, que passou de 3,5% para 1,9%, entre as mais baixas do País, também tem motivado os condutores a quitarem o imposto de maneira antecipada. A quinta e última parcela tem os vencimentos de 11 a 15 de maio, a depender do final da placa. Até a última segunda-feira (04), 49% da frota já havia quitado o IPVA, o equivalente a 2 milhões de veículos dos quase 4,2 milhões tributados em 2026. O percentual de adimplência (pagamentos em dia) também cresceu, saindo de 69,4% em 2025 para 73,6% neste ano.

Confira o vencimento por final de placa da quinta parcela do IPVA 2026:

1 e 2: 11/05

3 e 4: 12/05

5 e 6: 13/05

7 e 8: 14/05

9 e 0: 15/05

Fonte: Governo PR

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Paraná

Regionalização: Estado expande rede de hospitais com 20 novas unidades por todo o Paraná

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O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), promove a maior expansão da rede hospitalar pública dos últimos anos, com a construção, entrega e anúncios de 20 novos hospitais em todas as regiões do Estado. Somados, os investimentos ultrapassam R$ 750 milhões.

A distribuição de investimentos em construções e reformas demonstra como foi feita a organização da rede hospitalar do Paraná nos últimos anos. A estratégia da regionalização é para levar o atendimento e reduzir a necessidade de deslocamentos dos pacientes. Até agora foram entregues cinco hospitais, sete estão em construção e oito novos foram anunciados e já possuem recurso disponível.

“O aumento do número de hospitais com a construção de 20 unidades, além de reformas e ampliações, mostra que o Governo do Paraná prioriza o atendimento das pessoas o mais perto possível de casa, evitando deslocamentos”, afirma o secretário estadual da Saúde, César Neves. “E também há o foco em ter hospitais estruturados, que possam atender os paranaenses com qualidade e estrutura moderna”, completa o secretário. 

No mês passado, o Governo do Estado e a Prefeitura de Curitiba assinaram o convênio que garante os recursos para a construção do Hospital Bairro Novo, no Sítio Cercado. O investimento total previsto na obra é de R$ 100 milhões, dos quais R$ 98 milhões repassados pela Sesa.

A nova unidade vai ampliar a oferta de serviços hospitalares na Região Sul de Curitiba. “Estamos ampliando a capacidade da rede pública, oferecendo uma estrutura moderna, com mais leitos, UTI, centro cirúrgico e atendimento especializado para garantir mais qualidade e agilidade aos pacientes do SUS”, destaca César Neves.

Em Cianorte, no Noroeste do Paraná, o Hospital Municipal Irmã Benigna está prestes a se tornar realidade. Com 71,22% de obras executadas, ele beneficiará cerca de 135 mil moradores da região. O Governo do Estado destinou R$ 30 milhões à nova unidade, que terá 242 leitos, incluindo UTI adulto e neonatal. A estrutura contará com 12,5 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em cinco pavimentos.

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REESTRUTURAÇÃO – Outro símbolo da expansão da assistência regionalizada é o Hospital Regional de Telêmaco Borba, na região dos Campos Gerais. Aguardada pela população há 14 anos, a unidade hospitalar foi inaugurada em 2020, com investimento de R$ 30 milhões. Inicialmente com uso exclusivo para casos de Covid-19 na pandemia, passou por uma reestruturação com melhorias na estrutura existente, equipamentos, pessoal e mais serviços para um novo centro materno-infantil, um investimento de R$ 3 milhões da Sesa.

A instalação do centro materno-infantil foi a solução para muitas mães, como Laís Bueno Ribeiro, que teve a pequena Maria, com apenas seis meses de gestação e pouco mais de 600 gramas. Foram três meses no hospital para que ela ganhasse peso, com muita tensão, mas com a facilidade de poder ir e voltar a todo momento, além de saber que sua filha estava em boas mãos.

“Tive todo o apoio possível da equipe. E com o hospital perto de casa eu conseguia cuidar do meu outro filho e ir para ficar com a Maria. Quando eu não estava com ela, as enfermeiras me enviavam fotos para mostrar que estava tudo bem. Seria muito difícil se não tivesse o hospital aqui e eu tivesse que ficar com a minha filhinha em outra cidade”, lembra Laís.

AMPLIAÇÕES – Além da construção de unidades, o Paraná também investe nas reformas, modernizações e crescimento de unidades. Desde 2019, foram realizados 107 processos de obras em hospitais, sendo 48 reformas e 59 ampliações. O total investido pelo Governo do Estado nesta área foi de R$ 350 milhões. 

Algumas ampliações deram nova vida para as unidades, como a Cemil de Umuarama, que recebeu um aporte de R$ 40 milhões para a construção de mais de 8 mil metros quadrados e que será responsável por dobrar o espaço do hospital. Referência para 19 municípios da região e de papel estratégico da rede pública, a unidade amplia o número de atendimentos e também de procedimentos. 

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Além de Umuarama, União da Vitória também verá o Hospital São Camilo dobrar de tamanho com o aporte de R$ 21 milhões do Estado. O hospital passará de 62 para 101 leitos, com 20 leitos de UTI adulto. Serão ampliadas as salas cirúrgicas, de três para cinco, além de uma nova área física para implantação do serviço de hemodinâmica, para diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares e neurológicas. 

Entre todas as ampliações, a maior é do Hospital do Câncer de Londrina (HCL), que terá a construção de um novo bloco com um investimento total de R$ 121 milhões, sendo R$ 60 milhões da Sesa. A nova estrutura terá 19 mil metros quadrados distribuídos em 16 pavimentos e contará com centros cirúrgico e de diagnóstico, unidade de internação, ambulatório e áreas técnicas. 

LEITOS DE UTI – Com uma estrutura formada, o Paraná também passou a ter a melhor distribuição de leitos SUS de UTI do Sul do Brasil, com uma média de 17,11 para cada 100 mil habitantes, que é superior a Santa Catarina (12,37) e Rio Grande do Sul (13,17). Os números também colocam o Estado entre os três melhores do Brasil, com melhor índice que a média brasileira e dentro do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O Paraná ainda teve um crescimento de leitos pediátricos, neonatais e de queimados. Os dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) apontam que o Estado somava 370 leitos em 2016 e agora são 630, uma ampliação de 70%. Entre eles, o destaque é para os leitos SUS de UTI Neonatais, que saltaram 115%, de 198 para 427 no mesmo período.

Fonte: Governo PR

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