Agro
Soja sustentável gera R$ 6 milhões em bônus e impulsiona agricultura regenerativa em Mato Grosso
A produção de soja sustentável em Mato Grosso vem ganhando força e gerando retorno direto ao produtor. Na safra 2024/2025, agricultores vinculados à Associação Clube Amigos da Terra devem receber cerca de R$ 6 milhões em bônus pela comercialização de créditos de soja certificada, consolidando o avanço da agricultura regenerativa no estado.
A certificação da Round Table on Responsible Soy assegura que a produção segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos, agregando valor ao produto brasileiro no mercado global.
Certificação exige alto padrão de sustentabilidade
Para obter o selo RTRS, os produtores precisam atender a 108 critérios, que incluem:
- Cumprimento da legislação ambiental
- Preservação de áreas sensíveis
- Condições adequadas de trabalho
- Relacionamento com comunidades
- Uso responsável de insumos
- Rastreabilidade total da produção
Cada tonelada de soja certificada gera um crédito negociado internacionalmente. Na última safra, os associados ao CAT Sorriso produziram 686 mil toneladas de soja responsável, com créditos comercializados para empresas da Europa e da América do Sul.
Prêmio financeiro amplia acesso a mercados
Segundo a coordenação da entidade, o principal diferencial está na conexão com compradores que valorizam cadeias sustentáveis e remuneram melhor o produtor.
A bonificação é definida pelo próprio mercado internacional, que reconhece práticas produtivas alinhadas a padrões ESG, fortalecendo a competitividade da soja brasileira.
Recursos são revertidos em melhorias nas propriedades
Parte significativa dos valores obtidos com a certificação tem sido reinvestida nas fazendas, especialmente em ações voltadas ao bem-estar dos trabalhadores rurais.
Entre os investimentos estão:
- Melhoria em alojamentos e estruturas de convivência
- Modernização de cantinas
- Aquisição de uniformes e equipamentos
- Condições mais seguras e adequadas de trabalho
Além disso, a certificação contribui para aprimorar a gestão das propriedades, promovendo maior organização e controle das atividades.
Número de fazendas certificadas cresce quase seis vezes
O avanço da soja sustentável é refletido no crescimento das propriedades certificadas. Em dez anos, o número de fazendas vinculadas ao CAT Sorriso com selo RTRS saltou de 9 para 53.
Esse crescimento é sustentado por suporte técnico contínuo, que inclui:
- Consultoria especializada
- Organização documental
- Monitoramento de práticas agrícolas
- Apoio na comercialização dos créditos
O acompanhamento é permanente, com registros detalhados das operações realizadas nas propriedades ao longo da safra.
Agricultura regenerativa ganha espaço no campo
As fazendas certificadas adotam práticas de agricultura regenerativa, com foco na sustentabilidade e na eficiência produtiva. Entre as principais técnicas estão:
- Plantio direto
- Rotação de culturas
- Sistemas agroflorestais
- Uso racional de insumos
- Essas práticas contribuem para:
- Melhoria da saúde do solo
- Maior retenção de água
- Redução da erosão
- Sequestro de carbono
Sustentabilidade se consolida como estratégia de crescimento
O avanço da certificação RTRS reforça o papel de Mato Grosso como referência global na produção de soja sustentável. A expectativa do setor é ampliar o número de produtores participantes, consolidando um modelo produtivo que alia rentabilidade, responsabilidade ambiental e acesso a mercados premium.
Com isso, a agricultura brasileira avança na direção de sistemas mais resilientes, eficientes e alinhados às exigências do consumidor global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportação de algodão do Brasil bate recorde histórico para abril e reforça liderança global do país
Brasil registra maior exportação de algodão da história para o mês de abril
O Brasil alcançou um novo marco nas exportações de algodão ao embarcar 370,4 mil toneladas da pluma em abril, o maior volume já registrado para o período, tradicionalmente considerado um mês de menor movimentação devido à entressafra.
Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), com base em informações oficiais do governo federal. O resultado consolida o país como principal exportador mundial da fibra e reforça a competitividade do algodão brasileiro no comércio global.
Na comparação com abril de 2025, o volume exportado avançou 54,9%, enquanto a receita cambial cresceu 43,7%, alcançando US$ 560,6 milhões.
Demanda internacional fortalece algodão brasileiro
Segundo a Anea, o desempenho demonstra que o algodão brasileiro ganhou maior regularidade comercial ao longo do ano, mantendo forte ritmo de embarques inclusive em períodos historicamente mais lentos.
De acordo com o presidente da entidade, Dawid Wajs, a consolidação do Brasil como fornecedor confiável da indústria têxtil global tem sido decisiva para sustentar os recordes de exportação.
O maior volume mensal já registrado pelo país ocorreu em dezembro de 2025, quando os embarques superaram 450 mil toneladas.
Ásia lidera compras da pluma brasileira
Os países asiáticos continuam concentrando a maior parte das compras do algodão brasileiro. Em abril, Bangladesh liderou as importações, respondendo por 18,4% dos embarques.
Na sequência aparecem:
- Paquistão: 17,5%
- China: 14,8%
- Vietnã: 12,2%
- Turquia: 11,8%
- Índia: 11%
A continuidade das compras indianas chamou atenção do mercado, especialmente após o encerramento da isenção tarifária para importação de algodão, que terminou em dezembro do ano passado.
Para a Anea, o movimento confirma que a Índia deixou de ser um comprador pontual e passou a representar um mercado estratégico para a fibra brasileira.
Estoques elevados e nova safra mantêm oferta robusta
O Brasil ainda trabalha com elevados estoques de algodão após a safra recorde 2024/25, que ultrapassou 4 milhões de toneladas de pluma.
Para a temporada 2025/26, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção próxima de 3,8 milhões de toneladas, com os trabalhos de colheita começando em maio.
Mesmo com exportações acima de 3 milhões de toneladas previstas para o ciclo, a estimativa da Conab aponta estoques finais de aproximadamente 2,6 milhões de toneladas, garantindo ampla disponibilidade do produto para o mercado internacional.
Perspectivas para o mercado de algodão
O cenário reforça a posição estratégica do Brasil no comércio mundial de algodão, sustentado por produção competitiva, logística em expansão e forte demanda asiática.
Com compradores ampliando contratos de longo prazo e o país mantendo regularidade nos embarques, o setor segue otimista quanto à continuidade das exportações em níveis elevados ao longo de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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