Brasil
Cidades históricas e costeiras precisam se reinventar diante da crise climática, diz especialista no Salão do Turismo
As mudanças do clima e os desafios do futuro do turismo pautaram uma palestra realizada nesta sexta-feira (8) durante o Salão do Turismo, em Fortaleza (CE), que discutiu como cidades brasileiras vêm se preparando para a sustentabilidade e a resiliência climática.
Com o tema “A Salvador ancestral e do futuro: desafios do turismo sustentável”, a apresentação reuniu convidados a exemplo do subsecretário de Sustentabilidade e Resiliência de Salvador (BA), Walter Pinto Júnior, que relatou experiências da capital baiana voltadas à preservação ambiental, à valorização cultural e ao desenvolvimento sustentável.
Na sua exposição, o gestor alertou quanto aos impactos diretos das mudanças do clima sobre cidades costeiras e patrimônios históricos. Entre os principais riscos apontados estão o aumento das temperaturas, a elevação do nível do mar e os danos a ativos turísticos ligados ao turismo histórico-cultural e religioso.
Walter Pinto Júnior também destacou ações voltadas à economia verde-azul (que conserva ecossistemas terrestres e marinhos/costeiros), à proteção de comunidades quilombolas e terreiros, além de projetos ligados à resiliência urbana e à redução das emissões de carbono.
“O turismo sustentável e regenerativo é a locomotiva que pode acelerar essa transição”, afirmou o subsecretário, ao defender um modelo de turismo mais preparado para os desafios climáticos das próximas décadas.
Preparação do Brasil
Em março de 2026, o Ministério do Turismo instituiu o Programa de Adaptação Climática para o Turismo, uma iniciativa estruturante prevista no Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024-2027. A iniciativa proporciona, pela primeira vez, um guia oficial com metas, ações e instrumentos de monitoramento para tornar o turismo brasileiro mais resiliente, competitivo e preparado.
O programa estabelece 24 objetivos a serem cumpridos até 2027, em alinhamento com o Plano Clima, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, estruturadas em eixos que abrangem desde o financiamento de iniciativas sustentáveis até a qualificação de profissionais e o fortalecimento da gestão de riscos nos destinos turísticos.
PROGRAME-SE:
Data: 7 a 9 de maio
Local: Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza
Entrada: Gratuita e aberta ao público.
Como se inscrever
Para participar do evento é necessário se inscrever. O cadastro pode ser feito aqui. A entrada é gratuita.
Programação para o público
- Programação de quinta-feira (7): clique aqui.
- Programação de sexta-feira (8): clique aqui.
- Programação de sábado (9): clique aqui.
Como chegar: Confira as rotas para o Centro de Eventos.
Fortaleza: Dicas do que curtir na cidade durante o evento.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
João Pedrini: (63) 99125-9853
Natália Moraes: (61) 99202-7509
Marco Guimaraes: (61) 99689-4646
Lianne Ceará: (88) 99901-3201
Victor Mayrink: (61) 99161-3220
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Ministério dos Transportes vistoria obras da Fico e reforça expansão da malha ferroviária nacional
O secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro acompanhou, nesta quinta-feira (25), o avanço das obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), em Goiás. Integrada à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), a ferrovia formará um dos principais corredores de exportação do Brasil, conectando regiões produtoras do Centro-Oeste aos portos e ampliando a competitividade logística do país.
Com 364 quilômetros de extensão, o trecho está em construção pela Vale como parte das contrapartidas da renovação antecipada da concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). O modelo de investimento cruzado permite executar uma nova infraestrutura ferroviária estratégica com recursos privados, reforçando a parceria entre o poder público e a iniciativa privada na expansão da malha ferroviária nacional.
Ao sobrevoar as obras, Leonardo Ribeiro destacou o avanço do empreendimento e o papel da FICO na transformação da logística nacional.
“A FICO é muito mais do que uma ferrovia. Estamos falando de uma infraestrutura estratégica, que terá impacto direto no PIB brasileiro ao integrar a produção do Centro-Oeste à Ferrovia Norte-Sul e, futuramente, ao Corredor Leste-Oeste. Com o leilão desse corredor, o país ganhará uma nova alternativa logística para o escoamento da produção, reduzindo custos de transporte, aumentando a competitividade e fortalecendo o comércio exterior”, afirmou o secretário.
Corredor Leste-Oeste
A Fico I integra um projeto ainda maior: o Corredor Ferroviário Leste-Oeste, que terá conexão com a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e com a Ferrovia Norte-Sul, formando um dos mais importantes eixos ferroviários em desenvolvimento no Brasil.
Com extensão prevista de 1.708 quilômetros, o empreendimento atravessará Bahia, Goiás e Mato Grosso. A ferrovia atenderá importantes regiões produtoras do oeste baiano, do Mato Grosso e do Matopiba, criando uma nova alternativa logística para o escoamento da produção regional em direção ao Porto Sul, em Ilhéus.
Para o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio, a FICO demonstra o potencial da atuação conjunta entre o poder público e a iniciativa privada para acelerar investimentos estruturantes.
“Em pouco tempo já é possível perceber o avanço das obras e a transformação que esse empreendimento representa para a infraestrutura brasileira. Esse resultado é fruto do trabalho conjunto entre o Ministério dos Transportes, a ANTT, a Infra S.A. e a iniciativa privada, que transformou uma política pública em uma obra capaz de gerar desenvolvimento, emprego e competitividade para o Brasil,” explicou Sampaio.
Leilões ferroviários
O Corredor Leste-Oeste integra a carteira ferroviária estruturada pelo Ministério dos Transportes para os próximos anos. Em novembro de 2025, a pasta lançou a primeira Política Nacional de Outorgas Ferroviárias e apresentou a maior carteira ferroviária da história recente do país.
Ao todo, estão previstos oito leilões ferroviários, que somam mais de 9 mil quilômetros de extensão e têm potencial para atrair cerca de R$ 160 bilhões em investimentos, com projeção de movimentar até R$ 600 bilhões ao longo do ciclo de implantação e operação dos empreendimentos.
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes
Fonte: Ministério dos Transportes
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