Agro
Soja fecha semana volátil com pressão do petróleo, tensão geopolítica e expectativa para relatório dos EUA
O mercado global da soja encerra a primeira semana de maio marcado por forte volatilidade nas negociações da Bolsa de Chicago, refletindo principalmente as tensões geopolíticas no Oriente Médio, as oscilações do petróleo e a expectativa em torno do novo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para o próximo dia 12.
Após iniciar o período em alta, o mercado perdeu força nos últimos pregões e passou a operar próximo da estabilidade nesta sexta-feira (8), em meio a ajustes técnicos e à cautela dos investidores diante do cenário internacional.
O primeiro contrato da soja em Chicago chegou a atingir US$ 12,07 por bushel no início da semana, impulsionado pelo temor de escalada do conflito no Oriente Médio e pelas preocupações envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.
O movimento elevou também as cotações do óleo de soja, que alcançou 78,40 centavos de dólar por libra-peso, uma das maiores marcas recentes do derivado.
No entanto, o mercado mudou rapidamente de direção após sinalizações dos Estados Unidos favoráveis à busca de um acordo diplomático com o Irã. Com isso, o petróleo Brent recuou de patamares próximos de US$ 120 para perto de US$ 100 por barril, pressionando o complexo soja e outras commodities agrícolas.
Em apenas três dias, o contrato da soja caiu para US$ 11,77 por bushel, acumulando baixa de aproximadamente 2,5%. Nesta manhã de sexta-feira, os contratos operavam próximos da estabilidade, com o vencimento julho cotado a US$ 11,92 por bushel.
Óleo de soja tenta recuperação e ajuda a limitar perdas
Mesmo com nova queda do petróleo nesta sexta-feira, o óleo de soja voltou a subir em Chicago, em um movimento de recuperação técnica após as fortes perdas recentes. O derivado avançava cerca de 0,5%, negociado ao redor de 74,53 cents por libra-peso.
Já o farelo de soja apresentava leve recuo, refletindo ajustes naturais do mercado após dias de intensa movimentação.
Os derivados seguem sustentados por fundamentos considerados positivos, principalmente pela demanda interna aquecida nos Estados Unidos e pela expectativa de consumo global consistente.
Plantio acelerado nos EUA pressiona mercado
Outro fator de pressão para a soja vem do rápido avanço do plantio da nova safra norte-americana. Dados recentes indicam que 33% da área prevista já foi semeada até o início de maio, acima da média histórica de 23% para o período.
Além disso, cerca de 13% das lavouras já haviam germinado, também superando a média dos últimos anos.
O clima favorável nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos reforça a expectativa de uma safra cheia, o que contribui para limitar movimentos de alta em Chicago.
O mercado também monitora as primeiras projeções da safra 2026/27 que serão divulgadas pelo USDA na próxima semana. Analistas trabalham com um viés considerado baixista para a soja, diante da possibilidade de aumento da oferta global.
Relação entre EUA e China segue no radar
As atenções dos investidores também permanecem voltadas para a possível reunião entre o presidente norte-americano Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping, prevista para os próximos dias em Pequim.
O encontro pode trazer novos desdobramentos comerciais entre as duas maiores economias do mundo, fator historicamente decisivo para o comportamento do mercado da soja, já que a China permanece como principal compradora mundial do grão.
Preços da soja recuam no Brasil com valorização do real
No mercado brasileiro, os preços da soja também registraram queda ao longo da semana, pressionados principalmente pela valorização do real frente ao dólar.
A moeda norte-americana chegou a operar próxima de R$ 4,91, menor nível em cerca de dois anos, reduzindo a competitividade das exportações brasileiras e impactando diretamente as cotações internas.
No Rio Grande do Sul, a média estadual ficou em R$ 115,92 por saca, enquanto nas principais praças gaúchas os negócios giraram ao redor de R$ 112,00.
Nas demais regiões produtoras do país, os preços oscilaram entre R$ 101,00 e R$ 112,00 por saca, dependendo da logística, demanda local e ritmo de comercialização.
Safra brasileira se aproxima do fim com produção recorde
A colheita da soja no Brasil entra na reta final com estimativas de produção entre 178 milhões e 181 milhões de toneladas, mesmo diante das perdas registradas no Rio Grande do Sul.
A produtividade média nacional pode alcançar 61,8 sacas por hectare, sustentada pelo bom desempenho climático nas demais regiões produtoras do país.
O cenário confirma mais uma safra robusta para o Brasil, consolidando o país entre os principais fornecedores globais de soja em um mercado ainda bastante sensível aos fatores climáticos, geopolíticos e cambiais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Terras raras ganham protagonismo: Câmara vota política para minerais críticos e estudo aponta vantagem estratégica do Brasil
A Câmara dos Deputados deve votar nesta terça-feira (5) um projeto de lei que institui a política nacional para exploração de minerais críticos e estratégicos no Brasil, incluindo as terras raras — insumos essenciais para tecnologias ligadas à transição energética, como veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos.
O avanço da pauta ocorre em um momento em que cresce a preocupação global com a segurança das cadeias de suprimentos desses minerais. Estudo recente da KPMG aponta que a América do Sul reúne condições estratégicas para assumir papel relevante nesse cenário, especialmente diante da elevada concentração da produção mundial na China.
Dependência global e oportunidade para o Brasil
De acordo com o levantamento, mais de 70% da produção global de terras raras está concentrada na China, o que gera riscos geopolíticos e vulnerabilidades no abastecimento. Esse contexto abre espaço para novos players no mercado internacional.
O Brasil se destaca nesse cenário por possuir as segundas maiores reservas mundiais de terras raras, embora ainda ocupe apenas a 12ª posição na produção global. Essa diferença entre potencial e participação efetiva indica uma oportunidade estratégica para o país ampliar sua presença no setor.
Segundo especialistas, a combinação entre recursos naturais abundantes e demanda crescente por tecnologias limpas coloca o Brasil em posição favorável para avançar na cadeia global de minerais críticos.
Quatro pilares para reconfiguração da cadeia de suprimentos
O estudo da KPMG identifica quatro fatores-chave que podem impulsionar a América do Sul — e o Brasil — na reconfiguração das cadeias globais de suprimentos:
- Diversificação geográfica da oferta: A existência de reservas ainda não exploradas permite à região reduzir a concentração global da produção e aumentar a segurança no fornecimento desses minerais estratégicos.
- Desenvolvimento do processamento local: A ampliação da capacidade de refino e beneficiamento na origem é considerada essencial para agregar valor à produção, reduzir gargalos logísticos e estimular a geração de empregos qualificados.
- Avanço da economia circular: A reciclagem de componentes eletrônicos, baterias e motores elétricos surge como alternativa complementar ao suprimento primário, reduzindo a pressão sobre os recursos naturais.
- Gestão integrada de riscos: A incorporação de fatores geopolíticos, climáticos e econômicos no planejamento da mineração pode aumentar a resiliência das cadeias produtivas e mitigar possíveis interrupções.
Demanda crescente impulsiona mercado
O relatório também destaca que a expansão global de tecnologias de baixo carbono deve elevar significativamente a demanda por terras raras nos próximos anos. A popularização de veículos elétricos e a instalação de parques eólicos em larga escala exigirão volumes cada vez maiores desses minerais.
Esse cenário pressiona a economia global a buscar soluções complementares, como o desenvolvimento de tecnologias substitutivas e o fortalecimento de práticas de reciclagem e reaproveitamento de materiais críticos.
Brasil no centro da transição energética
Com vasto potencial mineral e crescente relevância no debate energético global, o Brasil pode assumir papel estratégico na nova configuração das cadeias de suprimentos. No entanto, especialistas apontam que o avanço dependerá de políticas públicas eficientes, segurança jurídica e investimentos em tecnologia e infraestrutura.
A votação do projeto na Câmara representa um passo importante nesse processo, podendo estabelecer as bases regulatórias para o desenvolvimento sustentável do setor no país.
Perspectiva
A corrida global por minerais críticos deve se intensificar nos próximos anos, impulsionada pela transição energética e pela necessidade de diversificação das fontes de suprimento. Nesse contexto, o Brasil tem a oportunidade de transformar seu potencial geológico em protagonismo econômico, desde que consiga alinhar regulação, investimento e inovação.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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