Agro
Governo Federal amplia acesso à moradia com entrega de mais de mil casas em Mato Grosso
Em Mato Grosso, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, representando o Governo Federal, realizou a entrega nesta quinta-feira (30) de mais de mil moradias do programa Minha Casa, Minha Vida. Foram 595 unidades em Cuiabá e 460 em Várzea Grande, beneficiando famílias que agora realizam o sonho da casa própria.
Para o ministro Fávaro, o programa representa mais do que a construção de casas, trata-se de uma política pública que transforma realidades. “O Minha Casa, Minha Vida vai além de entregar uma casa. Ele muda o perfil da renda familiar, com um grande subsídio do governo para que a parcela da casa seja mais barata que o aluguel, levando dignidade e segurança às famílias brasileiras”, afirmou o ministro.
Fávaro destacou ainda o impacto do programa no estado. “Parabéns a todos que conquistaram suas novas casas, que agora terão um lar de qualidade e uma vida melhor. Fico muito feliz em ver o programa avançando com força total em Mato Grosso, são 30 mil casas que serão entregues em todo o estado”, completou.
O programa Minha Casa, Minha Vida têm como objetivo ampliar o acesso à moradia digna para famílias de baixa renda, com subsídios e condições facilitadas de financiamento, além de estimular a geração de emprego e renda no setor da construção civil.
Em Cuiabá, as 595 moradias entregues fazem parte do Condomínio Guará, localizado no Residencial Parque do Cerrado. O empreendimento, com Valor Geral de Vendas (VGV) superior a R$ 228 milhões, foi destinado a famílias com renda a partir de R$ 2 mil. Os beneficiários receberam descontos de até R$ 55 mil por meio de subsídios do Governo Federal, além de subsídios adicionais de até R$ 20 mil do programa Ser Família Habitação, do Governo de Mato Grosso, por meio da MTPAR. O financiamento dos imóveis foi concedido pela Caixa Econômica Federal, com prazo de até 420 meses e as menores taxas de juros do mercado.
Após a cerimônia em Cuiabá, o ministro seguiu para Várzea Grande, onde 460 famílias foram contempladas com moradias nos residenciais Chapada das Cerejeiras, Parque Hollywood e Parque Hollywood II.
Durante o evento, Fávaro ressaltou a importância da integração entre os diferentes níveis de governo. “O sucesso do Minha Casa, Minha Vida depende da união de esforços. A parceria entre o município, o governo estadual e o governo federal viabiliza o projeto. O estado oferece a entrada, a prefeitura organiza os cadastros e o governo federal concede o subsídio. Com isso, a Caixa Econômica consegue oferecer uma taxa de juros que torna a parcela da casa menor que o valor do aluguel. É a realização de um sonho: sair do aluguel, pagar menos e conquistar um patrimônio que garante segurança para toda a família”, destacou o ministro.
O programa Minha Casa, Minha Vida seguem em expansão em Mato Grosso e em todo o país, reafirmando o compromisso do Governo Federal em reduzir o déficit habitacional, gerar oportunidades e melhorar a qualidade de vida das famílias brasileiras.
Informações à imprensa
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Agro
El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras
A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.
De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.
Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva
No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.
Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.
Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.
Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado
Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.
A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.
A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.
América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos
Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.
Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.
Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.
Clima seguirá como principal variável para os preços
Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.
Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.
Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.
A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.
Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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