Agro
Planejamento sanitário na equinocultura garante desempenho, saúde e longevidade dos cavalos no Brasil
O Brasil possui cerca de 5,7 milhões de equinos e ocupa a quarta posição no ranking mundial, atrás apenas de China, México e Estados Unidos. O dado reforça a importância econômica e produtiva da equinocultura no país e evidencia a necessidade de estratégias cada vez mais estruturadas para garantir saúde, desempenho e longevidade dos animais.
Nesse contexto, o planejamento sanitário se consolida como um dos principais pilares da equinocultura moderna. Mais do que ações pontuais, ele representa a organização contínua de protocolos de manejo, fundamentais para assegurar previsibilidade e eficiência produtiva ao longo do ciclo dos animais.
Manejo sanitário estruturado é base da produtividade
O calendário sanitário equino reúne práticas essenciais como vacinação preventiva, controle parasitário (vermifugação), manejo de ectoparasitas, acompanhamento reprodutivo, exames periódicos e monitoramento clínico constante.
A aplicação correta desses protocolos reduz riscos sanitários, melhora o bem-estar animal e contribui diretamente para o desempenho esportivo e reprodutivo dos equinos.
Segundo especialistas do setor, a ausência de planejamento pode gerar falhas na proteção do rebanho, aumento da incidência de doenças e perdas produtivas relevantes.
Disciplina e constância definem resultados na equinocultura
Na prática, o desempenho dos cavalos depende diretamente da constância no manejo. Assim como a força e a energia são características naturais da espécie, é a disciplina no cuidado diário que transforma potencial em resultado produtivo.
A analogia também é feita com referências culturais, como ciclos do calendário oriental, em que força e intensidade precisam ser direcionadas para gerar estabilidade e equilíbrio — lógica que se aplica diretamente ao manejo sanitário equino.
Planejamento reduz riscos e melhora eficiência produtiva
A adoção de protocolos bem definidos permite que propriedades rurais reduzam a ocorrência de enfermidades, otimizem recursos e alcancem maior eficiência zootécnica.
De acordo com a Gerente de Produtos de Equinos da Zoetis Brasil, Patrícia Nobre, o planejamento sanitário é decisivo para o sucesso da atividade.
“O planejamento permite antecipar riscos e garantir que o animal esteja protegido em todas as fases da vida. Não se trata apenas de tratar doenças, mas de construir uma base sólida de prevenção”, afirma.
Farmácia da Pecuária reforça gestão estratégica no campo
O conceito de Farmácia da Pecuária vem ganhando espaço na equinocultura moderna ao propor uma gestão mais organizada de medicamentos e insumos veterinários dentro das propriedades.
A estratégia envolve planejamento de estoque, definição de protocolos sanitários, organização de calendários de aplicação e acompanhamento técnico contínuo, garantindo mais eficiência e segurança no manejo dos animais.
Sustentabilidade e bem-estar ganham destaque no setor
A evolução da equinocultura também passa pela adoção de práticas sustentáveis e responsáveis. Nesse sentido, certificações como a Fair4Them reforçam o compromisso com o bem-estar animal, o uso racional de medicamentos e a adoção de boas práticas de produção.
Esse movimento fortalece a transparência do setor e atende às exigências crescentes do mercado por produção mais sustentável e tecnificada.
Saúde animal impacta diretamente produtividade e custos
O planejamento sanitário não apenas melhora a saúde dos equinos, como também impacta diretamente a produtividade da atividade. Animais mais saudáveis apresentam melhor desempenho, menor incidência de doenças e maior longevidade, reduzindo custos com tratamentos emergenciais e perdas produtivas.
Com apoio técnico e uso adequado de tecnologias e soluções veterinárias, o setor avança para um modelo de gestão mais eficiente e orientado por dados, fortalecendo a tomada de decisão no campo.
Prevenção como estratégia de longo prazo
Mais do que reagir a problemas, a equinocultura moderna adota uma abordagem preventiva, baseada em organização, consistência e planejamento. Esse modelo transforma o manejo sanitário em ferramenta estratégica para garantir resultados sustentáveis ao longo do tempo.
Com mais de 70 anos de atuação no setor, empresas como a Zoetis reforçam o suporte técnico e o desenvolvimento de soluções voltadas à construção de protocolos sanitários eficientes, contribuindo para o avanço da equinocultura brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mel do Norte de Minas conquista mercado internacional e soma 350 toneladas exportadas em cinco anos
O mel produzido no Norte de Minas Gerais vem ganhando protagonismo no mercado internacional, impulsionado pela qualidade, rastreabilidade e características únicas de sabor. Desde o início das exportações, em 2022, cerca de 350 toneladas já foram comercializadas para destinos como Estados Unidos, países da União Europeia e Oriente Médio.
Somente nos primeiros meses de 2026, foram embarcadas 42 toneladas para mercados exigentes como Suíça, Bélgica e Kuwait, segundo dados da Coopemapi, responsável pela organização e intermediação das vendas.
Origem e qualidade impulsionam demanda externa
O diferencial do mel norte-mineiro está diretamente ligado à sua origem. Produzido em uma área de transição entre Cerrado e Caatinga, o produto incorpora características únicas provenientes de floradas nativas, como café, abacate e aroeira.
Esse perfil sensorial diferenciado, aliado ao manejo predominantemente artesanal, atende à crescente demanda internacional por alimentos naturais, rastreáveis e sustentáveis — especialmente no mercado europeu.
Certificação e apoio técnico abrem portas
A entrada no mercado externo foi viabilizada por um processo estruturado de qualificação e acesso a certificações internacionais. Desde 2016, o Sebrae Minas atua junto aos apicultores com capacitações, consultorias e estratégias de inserção comercial.
Em parceria com a cooperativa, foram realizados estudos de mercado que identificaram o perfil do consumidor europeu, destacando a valorização de produtos com certificação orgânica e apelo funcional.
Atualmente, os produtores avançam na obtenção de selos rigorosos como Naturland e Bio Suisse, que ampliam o acesso a mercados premium e reforçam a credibilidade do produto brasileiro.
Produção cresce e fortalece agricultura familiar
O avanço das exportações reflete também o crescimento da produção local. Apicultores da região vêm ampliando significativamente sua capacidade produtiva, impulsionados pelo acesso a mercados mais valorizados.
Casos individuais ilustram esse movimento, com propriedades que multiplicaram a produção ao longo dos últimos anos, apoiadas por modelos cooperativistas e redes de parceria regional.
A atividade tem forte impacto social, envolvendo famílias rurais e promovendo geração de renda no semiárido mineiro.
Desafios: escala, clima e gestão
Apesar do avanço, o setor ainda enfrenta desafios importantes para consolidar sua presença no mercado internacional. Entre os principais pontos estão:
- Oscilações climáticas que afetam a produção
- Necessidade de maior escala produtiva
- Gestão financeira e fluxo de caixa
A profissionalização da cadeia é vista como fundamental para garantir regularidade na oferta e atender à demanda externa de forma consistente.
Estratégia busca equilíbrio entre mercado interno e externo
A Coopemapi também trabalha para equilibrar as vendas entre exportação e mercado interno. Embora o mercado europeu represente uma grande oportunidade — com consumo per capita muito superior ao brasileiro —, a presença no varejo nacional segue estratégica.
Além disso, há planos para avançar na exportação de mel já processado e embalado no Brasil, agregando valor ao produto e fortalecendo a identidade da agricultura familiar.
Perspectivas para o setor
A apicultura no Norte de Minas se consolida como uma atividade promissora dentro do agronegócio, aliando sustentabilidade, inclusão produtiva e acesso a mercados internacionais.
Com o avanço das certificações, melhoria na gestão e ampliação da produção, a tendência é de crescimento contínuo das exportações nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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