Paraná
Programa que aproxima colégios agrícolas de universidades vai receber R$ 3,4 milhões
A Fundação Araucária publicou a regulamentação para a contratação de propostas das universidades estaduais interessadas em participar do Programa de Qualificação da Agropesquisa dos Colégios Agrícolas Estaduais do Paraná (Agroqualipesquisa), que contará com um investimento de até R$ 3,4 milhões voltado à formação de docentes, incentivo à iniciação científica e fortalecimento da pesquisa aplicada no setor agropecuário.
A iniciativa prevê a concessão de bolsas de mestrado, doutorado e iniciação científica júnior, além de apoio institucional às universidades estaduais participantes. O objetivo é ampliar a integração entre ensino, pesquisa e extensão, aproximando os colégios agrícolas das universidades e estimulando a produção científica em áreas estratégicas para o desenvolvimento do Paraná.
Segundo o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, o programa fortalece a integração entre educação, ciência e desenvolvimento regional ao incentivar a formação de pesquisadores e a inovação nos colégios agrícolas do Paraná.
“O Agroqualipesquisa representa um investimento estratégico na formação de profissionais e no fortalecimento da pesquisa aplicada ao agronegócio paranaense. Ao aproximar os colégios agrícolas das universidades estaduais, estamos criando oportunidades para que docentes e estudantes participem ativamente da produção científica e do desenvolvimento de soluções inovadoras para o campo. Acima de tudo estamos iniciando todo um processo de educação do agro baseado em pesquisas e evidências”, destacou.
Do total de recursos, até R$ 2,17 milhões serão destinados a bolsas de mestrado e doutorado para docentes dos colégios agrícolas estaduais matriculados em programas de pós-graduação das universidades estaduais. Já as bolsas de Iniciação Científica Júnior (PIBIC-Jr) contarão com até R$ 334,8 mil, beneficiando estudantes dos colégios agrícolas envolvidos em projetos de pesquisa e extensão. O programa também reserva cerca de R$ 900 mil para apoio institucional aos Programas de Pós-Graduação (PPGs) aderentes.
A parceria entre a Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) e a Fundação Araucária para fortalecer os colégios agrícolas e ampliar a formação de professores foi destacada pelo secretário estadual da Educação, Roni Miranda. “O colégio agrícola vai passar a ser um grande centro de pesquisa na área de agricultura. Ao investir na qualificação dos professores, com mestrado e doutorado, ampliamos a capacidade dessas escolas de desenvolver soluções para o campo, especialmente voltadas ao pequeno produtor, com mais tecnologia, sustentabilidade e eficiência”, disse.
O secretário também ressaltou os avanços da educação agrícola no Paraná e o impacto do programa para o futuro do agronegócio paranaense. “O governador Ratinho Junior foi o governador que mais investiu nos colégios agrícolas, saindo de 21 para 30 colégios agrícolas. Agora, com o apoio da Fundação Araucária, damos um novo passo: aproximar ainda mais essas escolas das universidades e da pesquisa científica. Queremos formar estudantes preparados para permanecer no campo, produzir com inovação e contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Estado”, afirma o secretário Roni.
Entre as áreas prioritárias contempladas estão agricultura e agronegócio, biotecnologia e saúde, energias inteligentes, cidades inteligentes e educação, sociedade e economia, além de temas transversais como desenvolvimento sustentável e transformação digital.
O Agroqualipesquisa também busca incentivar o protagonismo científico entre estudantes da educação básica, promovendo a aproximação com práticas de ciência, tecnologia e inovação desde os colégios agrícolas estaduais.
As propostas deverão ser submetidas pelas universidades estaduais por meio da plataforma Sparkx até o dia 18 de maio de 2026. O resultado final está previsto para ser divulgado a partir de 28 de maio.
Fonte: Governo PR
Paraná
Estoques de sangue O- e O+ chegam a níveis críticos e Hemepar solicita doações
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), através do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), apela à população por doações dos tipos sanguíneos O positivo (O+) e O negativo (O-), que estão com estoques baixos e em níveis críticos em algumas regiões do Paraná. As doações podem ser feitas nas 23 unidades da Hemorrede Paranaense, que atendem mais de 380 hospitais de todo o Estado.
Conforme dados do Hemepar, a situação mais preocupante está na região Oeste, nas cidades de Cascavel, Toledo, Pato Branco e Francisco Beltrão, além de Londrina e Maringá, nas regiões Norte e Noroeste, e Curitiba. As doações podem ser feitas através de agendamento no site do Hemepar, que evita filas e espera. Clique AQUI para fazer o agendamento.
“O tipo de sangue O positivo e negativo é o mais necessário, e ele vai atender toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS), além de hospitais privados e beneficentes. Estamos apelando ao espírito solidário do paranaense que busque uma de nossas centrais do Hemepar para doar. Ajude as pessoas, pois doar sangue é um ato que salva até quatro vidas e não faz mal nenhum”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
O sangue do tipo O Rh negativo (O-) é o mais valioso em emergências médicas, pois ele pode ser utilizado em qualquer paciente por não possuir os antígenos A, B ou Rh. Em casos graves, quando alguém chega ao hospital com uma hemorragia severa e não há tempo de fazer o teste do tipo de sangue, os médicos utilizam o tipo O- para salvar a vida do indivíduo.
Já o sangue do tipo O Rh positivo (O+), embora não seja o doador universal absoluto (devido ao fator Rh), é o tipo sanguíneo mais comum na população brasileira. Por ser o mais frequente, é o mais utilizado nos hemocentros. Além disso, ele pode ser doado para qualquer pessoa que tenha fator Rh positivo (A+, B+, AB+ e o próprio O +), o que abrange a grande maioria da população.
Além do atendimento a pessoas em estado grave, a doação de sangue é essencial para garantir o atendimento de cirurgias, tratamentos oncológicos e uma infinidade de procedimentos que precisam de transfusão. O sangue captado na Hemorrede é utilizado para atender a demanda de 95,6% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná.
Cada doação gera, em média, de 450 ml a 470 ml de sangue e cada bolsa pode ser fracionada em até quatro hemocomponentes: hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado (plasma fresco congelado). Uma doação pode salvar, no mínimo, quatro vidas.
Em 2025, a rede do Hemepar registrou 214.377 doações, numa média de mais de 17.864 doações por mês, 703 por dia. Neste ano, entre os meses de janeiro a abril, foram registrados 72.054 doações, número 3,2% maior do que no mesmo período do ano passado, quando foram registradas 69.698 doações.
A reposição do volume de sangue doado não causa nenhum prejuízo para o organismo. O plasma ocorre em 24 horas e a dos glóbulos vermelhos em quatro semanas.
QUEM PODE DOAR – Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade precisam de autorização e presença do responsável legal. Homens podem doar a cada dois meses e, no máximo, quatro vezes ao ano. Mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano.
O doador deve pesar no mínimo 50 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação). Para doar sangue é obrigatório apresentar documento oficial com foto, nome completo, data de nascimento, nome da mãe, número do RG e/ou CPF.
Fonte: Governo PR
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