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Fortaleza vira capital do turismo brasileiro a partir desta quinta; veja o que esperar do Salão do Turismo

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A contagem regressiva termina amanhã! Nesta quinta-feira, 7 de maio, Fortaleza se torna a vitrine oficial do turismo brasileiro ao sediar a abertura do Salão do Turismo. Pela primeira vez na região Nordeste, a programação ocupa o Centro de Eventos do Ceará durante três dias, reunindo toda a cadeia produtiva, autoridades e o público final em uma imersão pela diversidade cultural e econômica do Brasil.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a realização do evento em solo cearense simboliza um novo momento de integração nacional. “O Salão é a melhor oportunidade para o brasileiro conhecer, em um só lugar, novos destinos e culturas de todo o Brasil. Viajar é para todo mundo, e este evento mostra que o turismo tem um leque enorme de possibilidades. Também é um espaço de qualificação e, principalmente, de negócios. Será imperdível!”, destacou Gustavo Feliciano.

Com a presença de expositores das 27 unidades federativas, o Salão não é apenas uma feira de destinos, mas um hub de negócios e cultura. Estudantes, professores, profissionais do trade, empreendedores e turistas de todo o país terão no Salão uma oportunidade única de vivenciar esse grande encontro. Se você vai participar dessa imersão, confira o nosso guia com tudo o que é preciso saber para aproveitar o evento ao máximo.

Como garantir sua entrada

O Salão do Turismo é um evento 100% gratuito. Para participar e vivenciar o melhor do turismo de nosso país, basta realizar seu credenciamento prévio. A inscrição é rápida e pode ser feita acessando o portal oficial: salao.turismo.gov.br. Garanta sua vaga com antecedência.

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Como chegar ao evento

A feira será realizada no moderno Centro de Eventos do Ceará. O acesso ao local é simples e oferece diferentes alternativas, permitindo que você escolha a melhor opção de mobilidade, seja por transporte público, táxis ou aplicativos de corrida. Para facilitar ainda mais seu deslocamento, preparamos um guia detalhado de rotas. É só clicar aqui.

Programação e horários

O Salão do Turismo acontece entre os dias 7 e 9 de maio, reunindo as principais inovações do setor. As atividades no Núcleo do Conhecimento, espaço dedicado a palestras e encontros técnicos essenciais para estudantes e profissionais, têm início sempre às 9h. Já a abertura dos estandes com os expositores, as oportunidades de negócios e as apresentações culturais ocorrem a partir das 13h. Confira a programação completa clicando aqui.

O que você vai encontrar por lá

O Brasil inteiro vai se reunir no Salão e isso não é à toa. A feira traz expositores das 27 unidades federativas, além de associações, empresas e todo o trade em um só lugar. A estrutura do evento foi planejada para oferecer uma experiência completa, segmentada em espaços temáticos integrados.

Diversidade – Ao visitar o espaço das Macrorregiões, você poderá conhecer o Brasil sem sair do Ceará, explorando as experiências, a culinária e os destinos de todos os estados brasileiros para já sair com a sua próxima viagem garantida. Nossa identidade nacional ganha os holofotes na área de Manifestações Culturais, onde o palco recebe a grandiosidade dos bois-bumbás do Festival de Parintins, o humor consagrado dos comediantes cearenses, o ritmo contagiante do forró e muito mais durante os três dias de evento.

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Diversão e Culinária – Para as famílias e os viajantes, dos mais tranquilos aos mais radicais, o setor de Parques e Atrações apresenta as melhores opções de diversão espalhadas pelo país. Os sabores inconfundíveis da nossa terra estarão reunidos no Armazém da Agricultura Familiar, que contará com 18 expositores, de nove estados, e mais de 80 produtos diferentes para você degustar, complementando as belezas do espaço de Artesanato com produtos de moda e decoração criados pelas mãos de 37 talentosos artesãos, de 14 estados.

Negócios – Os profissionais e empresários também têm foco e presença garantidos. A 2ª edição do Brasil Mais Crédito para o Turismo oferecerá orientação técnica e apoio direto para acesso a linhas de financiamento do Fundo Geral de Turismo (Fungetur), permitindo simulações de crédito no próprio local. O Espaço para Negócios promoverá encontros e rodadas ideais para impulsionar o crescimento do seu empreendimento, enquanto o Núcleo do Conhecimento trará renomados especialistas do setor para debater as grandes tendências e capacitar o mercado de turismo no Brasil e no mundo.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Parteiras indígenas mantêm saberes ancestrais e fortalecem o cuidado à saúde de mulheres e crianças

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Parteira há mais de quatro décadas, Maria Francisca Maciel, mais conhecida como Penha, iniciou no partejar aos 25 anos de idade, com uma trajetória marcada pelo cuidado e tradição. Prestes a completar 70 anos, já acompanhou mais de 730 nascimentos em sua comunidade, localizada no município Baía da Traição, no litoral norte da Paraíba. É para seguir contando histórias como a de Penha, indígena do povo Potiguara, que o Ministério da Saúde celebra o Dia Internacional da Parteira, nesta terça-feira, 5 de maio. A data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1991, para reconhecer a importância e a valorização dessa profissão.

Foto: Fábio Miranda / MS
Foto: Fábio Miranda / MS

“Usando os saberes tradicionais que aprendi com minhas ancestrais, já fiz mais de 730 partos e nunca perdi nenhuma mãe e nenhuma criança. Acompanho desde o começo da gravidez e ajudo com amor e dedicação, porque ser parteira é um dom”, afirma Penha.

O cuidado realizado pelas parteiras vai além do momento do parto. Elas acompanham todo o ciclo da gestação, orientam as famílias e atuam como referência nas comunidades, respeitando os modos de vida e as concepções de saúde dos povos indígenas, com uma cultura de cuidado que atravessa gerações.

No contexto da saúde indígena, nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), estima-se a atuação de mais de duas mil parteiras e parteiros, sendo cerca de 50 parteiros indígenas. Esses profissionais exercem papel fundamental no cuidado integral que vai da gestação ao pós-parto, sendo guardiões de sistemas de conhecimentos e tecnologias de cuidado próprios de cada povo.

Aparecida dos Santos, indígena Potiguara, iniciou sua vivência com o partejar aos 14 anos, aprendendo o ofício com mulheres de sua comunidade. Hoje, além de parteira, atua como enfermeira no Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Potiguara, conciliando os dois universos de conhecimento.

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Para ela, o fortalecimento do diálogo entre saberes é essencial para garantir um cuidado mais completo às mulheres indígenas, sendo fundamental o fortalecimento de políticas públicas e dos espaços de formação para a valorização dessas práticas.

“Eu vivencio o mundo da enfermagem e o das parteiras. São duas realidades que, para mim, devem caminhar juntas; o conhecimento científico e o tradicional. O pré-natal, por exemplo, é importante para avaliar se a mulher pode ter o bebê em casa ou se precisa de atendimento especializado, alinhando sempre as duas tecnologias. Minha tia me passou esse saber, e eu carrego essa tradição com muito orgulho. As práticas do partejar sempre vão existir. É gratificante, é uma missão de Deus. Queremos manter essa tradição viva e eu repasso esse conhecimento milenar com amor e muita honra, cuidando da saúde do meu povo”, destaca Aparecida.

Foto: Fábio Miranda / MS
Foto: Fábio Miranda / MS

O cuidado das parteiras representa acolhimento, confiança e respeito às escolhas e, principalmente, às tradições.

Leidi Daiana também é indígena Potiguara, mãe de seis filhos e vivenciou tanto o parto hospitalar quanto o domiciliar, sendo dois deles realizados em casa, com apoio de parteiras da aldeia. “A minha experiência com o nascimento em casa foi muito boa, pois teve acolhimento. Minha mãe participou e uma parteira da aldeia, Aparecida, ajudou e cortou o cordão”, relata. Temos que dar valor às parteiras da nossa aldeia e não deixar essa tradição morrer. Queremos que o nosso querer seja respeitado”, defende.

Valorização da tradição

Desde os anos 2000, o Ministério da Saúde tem adotado iniciativas para fortalecer a atenção à gestação, ao parto, ao nascimento e ao puerpério. Entre elas, o Programa Trabalhando com Parteiras Tradicionais, que inseriu o parto domiciliar assistido por parteiras na agenda das políticas públicas de saúde.

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Em 2025, Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde também elaborou um Plano de Parto adaptado ao contexto da saúde indígena, com o objetivo de qualificar a atenção ao pré-natal, parto e puerpério nos territórios, respeitando as especificidades culturais e os sistemas de conhecimentos dos povos originários.

Além de promover diversas qualificações para ampliar o diálogo e valorizar esses conhecimentos, a Sesai realizará, em junho, o Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas. A iniciativa busca fortalecer o protagonismo dessas especialistas das medicinas indígenas e ampliar sua participação na construção de políticas públicas voltadas à saúde materna e infantil.

De acordo com a secretária-adjunta da Sesai, Putira Sacuena, as parteiras desempenham papel essencial na integração entre os conhecimentos indígenas e a medicina ocidental. Segundo ela, o trabalho desenvolvido no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) busca promover um cuidado integral, intercultural, humanizado, e com respeito às especificidades de cada povo.

“Temos fortalecido parcerias com organizações indígenas para qualificar e ampliar as ações de cuidado das parteiras e parteiros, além de atuar no reconhecimento e valorização das tecnologias de cuidado, na promoção, prevenção e tratamento à saúde dos povos indígenas. Queremos assegurar uma atenção integral e diferenciada, baseada no diálogo intercultural e no respeito à autonomia e autodeterminação dos povos. Com a valorização dos conhecimentos indígenas, nosso objetivo é oferecer um cuidado integral à saúde da mulher, da criança e contribuir para a redução da morbimortalidade materna e neonatal”, concluiu.

Acesse o Programa Trabalhando com Parteiras Tradicionais

Entenda o Plano de Parto adaptado à realidade indígena

Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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