Paraná
Paraná apresenta políticas de inclusão e acessibilidade em encontro nacional
A Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef) do Paraná apresentou, nesta terça-feira (5), durante o II Encontro Nacional de Cidades Inclusivas para Famílias Sustentáveis, as principais ações de inclusão e acessibilidade desenvolvidas pelo Governo do Estado. O evento, realizado em Osasco (SP), reuniu gestores públicos, especialistas e representantes da sociedade civil para debater políticas voltadas ao fortalecimento das famílias e ao desenvolvimento urbano sustentável.
O Paraná integra a rede de signatários da Carta de Veneza, compromisso internacional alinhado à Agenda 2030 da ONU, que busca promover cidades mais inclusivas, seguras e sustentáveis, com foco nas necessidades das famílias. No Estado, a iniciativa é representada pela Sedef, que coordena políticas públicas intersetoriais nas áreas de assistência social e garantia de direitos de Crianças e Adolescentes, Juventude e Pessoas com Deficiência.
Durante o encontro, a Sedef apresentou a Plataforma Paraná Acessível, iniciativa inédita no Brasil lançada em 2025. A ferramenta reúne informações sobre espaços públicos e privados com condições adequadas de acessibilidade e já conta com mais de 526 mil pessoas com deficiência cadastradas, número superior ao registrado no Cadastro Único (CadÚnico) no Estado.
Gratuita e aberta ao setor privado, a plataforma permite que empresários registrem seus estabelecimentos de forma simples, ampliando a visibilidade junto ao público PcD e fortalecendo o consumo inclusivo.
Além de funcionar como vitrine para negócios acessíveis, a plataforma também possibilita que pessoas com deficiência consultem, avaliem e classifiquem os locais cadastrados. Esse sistema de feedback direto contribui para a melhoria contínua dos serviços, incentivando adaptações e boas práticas. Outro diferencial é o uso estratégico dos dados gerados, que subsidiam o planejamento de políticas públicas mais assertivas e ampliam a conexão entre demanda e oferta de serviços acessíveis.
Durante o evento, também foi apresentado o Fundo Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (FEPcD), criado em 2023 como instrumento permanente de financiamento de políticas públicas. O fundo apoia planos, programas e projetos voltados à garantia e proteção dos direitos das pessoas com deficiência, tanto no âmbito estadual quanto municipal, fortalecendo a descentralização das ações.
Os repasses do fundo têm ampliado significativamente seu alcance. Em 2024, foram destinados R$ 5 milhões para 73 municípios; em 2025, mais R$ 5 milhões contemplaram 140 cidades; e, para 2026, o investimento será de R$ 10 milhões, com alcance de 180 municípios. Os recursos permitem desde a estruturação de serviços especializados até a implementação de iniciativas locais de inclusão, acessibilidade e atendimento qualificado.
Outro exemplo de política pública levado ao encontro nacional é o programa Praia Acessível, também coordenado pela Sedef, que garante o acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida ao lazer no litoral paranaense. A ação oferece infraestrutura adaptada e cadeiras anfíbias que possibilitam o banho de mar com segurança.
Ao longo dos anos, o programa apresentou crescimento expressivo no número de atendimentos, passando de 57 registros na temporada 2016/2017 para 1.786 atendimentos no Verão Maior Paraná 2025/2026, demonstrando a ampliação do acesso e a crescente demanda por iniciativas inclusivas de lazer.
EVENTO – O II Encontro Nacional de Cidades Inclusivas para Famílias Sustentáveis é promovido pela Secretaria da Família de Osasco (Sefam) em parceria com Family Talks, organização da sociedade civil que atua no fortalecimento das famílias como eixo central para a transformação social. A entidade desenvolve ações de mobilização, promovendo o debate público e incentivando políticas que valorizem o papel das famílias no desenvolvimento das cidades.
Fonte: Governo PR
Paraná
UEL recebe R$ 2 milhões do Estado para projeto de inovação tecnológica em saúde única
A Universidade Estadual de Londrina (UEL) anunciou nesta terça-feira (5) o projeto “UEL One Health: inovação no ensino, saúde pública e produção de alimentos sustentáveis”. A iniciativa receberá investimento de R$ 2,2 milhões da Fundação Araucária, com cofinanciamento articulado junto à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e à Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (Seia). A solenidade aconteceu na Sala dos Conselhos da UEL.
Os recursos destinam-se à infraestrutura científica e tecnológica (laboratórios, simuladores clínicos e biofábrica piloto), equipamentos e suporte às atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, com foco em geração de capacidades estruturantes e resultados de médio e alto TRL (escala que avalia o potencial de mercado de uma tecnologia).
Entre os impactos que o UEL One Health pode trazer estão ganhos estruturais em saúde pública, sustentabilidade ambiental, segurança alimentar e competitividade econômica, além do fortalecimento das capacidades científicas e tecnológicas do Estado. O secretário estadual de Inovação e Inteligência Artificial, Marcos Stamm, destacou a parceria com a universidade. “Nossa missão é realizar investimentos na academia porque é onde a ciência está concentrada. Esse é um projeto que tem enorme potencial social”, disse ele.
LIDERANÇA CIENTIFICA – O projeto “UEL One Health” é uma iniciativa estratégica para o Paraná, com liderança científica da UEL e execução institucional da Fundação Araucária, no contexto do Programa de Projetos Estratégicos. A proposta adota o paradigma de Saúde Única (One Health), promovendo uma abordagem integrada entre saúde humana, animal, vegetal e ambiental, com foco na geração de soluções tecnológicas, inovação no ensino e fortalecimento da saúde pública e da sustentabilidade.
A modernização da infraestrutura científica e tecnológica da UEL para implementação de soluções inovadoras e interdisciplinares é o objetivo central. O projeto desdobra-se ainda em três eixos estruturantes: implantação de laboratórios de simulação realística para qualificação do ensino em saúde; desenvolvimento de sistemas avançados de monitoramento e controle de vetores (de doenças como dengue), com uso de drones, modelagem, e georreferenciamento e desenvolvimento e escalonamento de biotecnologias sustentáveis, com foco em bioinsumos e aplicações em saúde e agricultura.
O arranjo institucional, com a Fundação Araucária como executora e com as secretarias estaduais (Seia e Seti) como cofinanciadoras, configura um modelo avançado de coordenação de políticas públicas orientadas, maximizando o impacto dos investimentos e posicionando o Paraná como referência em soluções integradas em saúde, sustentabilidade e inovação.
A reitora da UEL, Marta Favaro, ressaltou essa junção de esforços e trabalho em conjunto pelas autoridades e instituições para que as intenções saiam do papel e se tornem realidade. “O exercício de buscar parcerias é fundamental para o desenvolvimento tecnológico. O projeto está sendo financiado por um coletivo e esse exercício de buscar parcerias para o investimento em ciência e tecnologia é imprescindível para que a sociedade possa se desenvolver”, avalia.
Andrea Name, recém-eleita reitora, é coordenadora de um dos três subprojetos que compõem o UEL One Health – ele trata do ensino da Medicina através de treinamentos em simuladores em forma de corpo humano. Ela salientou que, no contexto da transformação social, os benefícios que pode trazer dizem respeito à melhora da qualidade de vida dos pacientes e à diminuição da possibilidade de erros por conta da eficiência adquirida durante o treino dos estudantes.
“O objetivo é impactar a qualidade do serviço oferecido. Já conseguimos trazer simuladores ginecológicos e de parto e isso vai melhorar a qualidade do atendimento. Esse subprojeto está sendo viabilizado no Centro de Ciências da Saúde, mas nosso sonho é levá-lo para toda a cidade de Londrina, para que a cidade possa ter o seu centro de simulação realística”, afirmou a professora.
MODERNIZAÇÃO DAS ESTRUTURAS – O coordenador-geral do projeto contemplado, professor Admilton Gonçalves de Oliveira Júnior, do Departamento de Microbiologia (CCB), disse que o UEL One Health entende a saúde como algo único e se baseia em três frentes.
“Ele é composto de subprojetos que envolvem desde a saúde pública, como monitoramento de vetores e vírus, desenvolvimento de controle biológico para controle de dengue, além da montagem de um laboratório de ensino realístico. E também uma frente de desenvolvimento industrial de soluções biológicas para promoção de crescimento de plantas e produção de alimentos de forma sustentável”, explica.
Ainda segundo o coordenador do UEL One Health, a verba disponibilizada para o projeto será importantíssima para a ampliação e modernização das estruturas de pesquisa da universidade.
PRESENÇAS – Também estavam presentes na reunião o vice-reitor Airton José Petris, o diretor do Centro de Ciências Biológicas (CCB), professor João Zequi, e a representante da Fundação Araucária, Cristiane Cordeiro.
Fonte: Governo PR
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