Brasil
Projeto Jacarandá reforça segurança energética na Grande São Paulo
A expansão da infraestrutura de transmissão de energia elétrica no país ganhou novo impulso com a conclusão do Projeto Jacarandá, que ampliou a capacidade da Subestação Água Azul, em Guarulhos (SP). Com a entrada em operação comercial dos transformadores TR3 e TR4, em abril, o empreendimento reforça a confiabilidade do fornecimento de energia na região metropolitana de São Paulo e assegura maior robustez para o sistema elétrico da área do Aeroporto Internacional de Guarulhos, um dos principais polos logísticos e econômicos do país.
Integrante da carteira do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), no eixo Transição e Segurança Energética, o projeto, que conta com investimento total estimado em R$ 232 milhões, acrescentou 600 MVA de capacidade de transformação ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A ampliação consolida mais uma entrega estratégica voltada à modernização da rede de transmissão brasileira, em linha com a necessidade de sustentar o crescimento da demanda e ampliar a segurança operacional em regiões de elevado consumo.
As obras contemplaram a implantação de um novo pátio em 88 kV na Subestação Água Azul e a instalação de dois bancos de autotransformadores monofásicos de 440/88 kV, com potência de 300 MVA cada. Com a nova estrutura, o sistema ganha melhores condições para absorver e distribuir a energia, reduzindo riscos operacionais e elevando a estabilidade do suprimento para uma área marcada por intensa atividade urbana, industrial e de serviços.
A entrega reforça a estratégia do Ministério de Minas e Energia (MME) de acelerar investimentos em transmissão como base para garantir segurança energética, ampliar a integração de fontes renováveis e preparar o sistema elétrico nacional para uma matriz mais moderna, eficiente e resiliente. A iniciativa amplia a capacidade de atendimento em uma área estratégica para a mobilidade, a indústria e a competitividade econômica brasileira.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
Conama aprova nova resolução para licenciamento ambiental da aquicultura
O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou, nesta quarta-feira (2), a nova resolução que estabelece regras para o licenciamento ambiental da atividade de aquicultura. A norma substituirá a Resolução Conama nº 413/2009 e atualiza os critérios de enquadramento dos empreendimentos, adequando o licenciamento às características atuais do setor.
Entre os principais avanços da nova resolução está a definição do porte dos empreendimentos com base na produção. A modalidade de licenciamento também passa a considerar o porte da atividade: empreendimentos de pequeno porte poderão ser enquadrados na Licença por Adesão e Compromisso (LAC); os de médio porte, na Licença Ambiental Única (LAU); e os de grande porte estarão sujeitos ao licenciamento ordinário, conforme o enquadramento.
A nova regra também estabelece que o cultivo de espécies exóticas não altera, por si só, a modalidade de licenciamento. Além disso, o monitoramento ambiental deverá ser adequado ao porte do empreendimento, permitindo maior proporcionalidade entre as exigências ambientais e a escala da atividade.
A resolução incorpora ainda conceitos relacionados à realidade atual da aquicultura, como boas práticas aquícolas, adensamento, escapes em massa, espécies ornamentais, sistemas de cultivo integrado ou consorciado e sistemas de produção fechados.
Construção da nova resolução
A revisão da Resolução Conama nº 413/2009 foi conduzida por um Grupo de Trabalho coordenado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e contou com a participação de diferentes órgãos públicos, instituições de pesquisa, representantes do setor produtivo, entidades estaduais e municipais de meio ambiente, especialistas e sociedade civil.
O grupo realizou reuniões ordinárias e extraordinárias entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, período em que foram discutidas e construídas as propostas de atualização da regulamentação.
Entre os temas analisados esteve a atualização dos conceitos utilizados na regulamentação, buscando incorporar a evolução dos sistemas e das práticas de produção aquícola. Também foi discutido um novo modelo de enquadramento dos empreendimentos, considerando porte e sistema de produção.
A proposta também retirou o chamado grau de severidade da espécie como critério. Para o cultivo de espécies exóticas, alóctones ou híbridas, permanecem previstas medidas específicas de prevenção e mitigação de potenciais impactos ambientais, incluindo ações para evitar escapes e mecanismos de biossegurança.
Com a aprovação da nova resolução pelo Conama, a Aquicultura ganha muito com critérios mais justos e respeito a cadeia.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]
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