Agro
Produção de trigo da Austrália deve cair para 29 milhões de toneladas na safra 2026/27, aponta USDA
A produção de trigo da Austrália deve registrar queda significativa na safra 2026/2027, com estimativa de 29 milhões de toneladas, segundo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume representa uma retração expressiva em relação às 36 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior.
Menor área e clima adverso explicam recuo
A redução da produção está diretamente ligada à diminuição da área plantada e à expectativa de menor produtividade. A área semeada com trigo deve cair de 12,4 milhões para 11,8 milhões de hectares, refletindo condições climáticas adversas e ajustes no planejamento agrícola.
Regiões importantes, como o sul de Queensland e o norte de New South Wales, enfrentam clima seco, o que impacta o potencial produtivo. Além disso, o aumento nos preços dos fertilizantes nitrogenados — influenciado por tensões geopolíticas — tem levado produtores a reavaliar o uso de insumos e a estratégia de plantio.
Produtividade segue acima da média, mas abaixo do último ciclo
A produtividade média do trigo australiano está projetada em 2,46 toneladas por hectare. Embora o índice permaneça acima da média dos últimos dez anos, ele fica abaixo do desempenho observado na safra anterior.
Mesmo com avanços em práticas agrícolas, como manejo de solo, rotação de culturas e maior eficiência no uso de insumos, o clima continua sendo o principal fator de risco. A possibilidade de eventos como o El Niño também permanece no radar do mercado.
Exportações acompanham queda da produção
Com menor oferta, as exportações australianas de trigo devem recuar para 23,5 milhões de toneladas no ciclo 2026/27, frente às 26 milhões embarcadas na temporada anterior.
A Austrália segue como um importante fornecedor global, com presença em mais de 50 mercados. A Indonésia permanece como principal destino do trigo australiano.
Cevada mantém relevância, mas também perde força
No caso da cevada, a produção está estimada em 13,6 milhões de toneladas. Apesar de ficar acima da média histórica, o volume representa queda em relação ao recorde do ciclo anterior.
A área plantada com cevada deve crescer cerca de 7%, impulsionada justamente pelo aumento dos custos dos fertilizantes, já que a cultura exige menor aplicação de nitrogênio.
Por outro lado, a produtividade tende a recuar para 2,67 toneladas por hectare, retornando a níveis mais próximos da média. As exportações também devem diminuir, com previsão de 7 milhões de toneladas após volumes recordes recentes.
A China continua como principal destino da cevada australiana, especialmente após a retirada das tarifas de importação que anteriormente limitavam o comércio.
Oferta global de grãos segue no radar
A queda na produção australiana de trigo reforça a atenção do mercado global em relação à oferta de grãos. Mesmo com volumes ainda relevantes, a redução pode influenciar fluxos comerciais e formação de preços internacionais.
O cenário para a safra 2026/27 será determinado, principalmente, pela evolução do clima e pelos custos de produção, fatores que seguem como decisivos para o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações de café do Espírito Santo crescem 97% em maio e acumulam mais de 2 milhões de sacas em 2026
As exportações de café do Espírito Santo seguem em ritmo acelerado em 2026, consolidando o estado como um dos principais polos exportadores do Brasil. Em maio, os embarques somaram 549 mil sacas, alta de 97% em relação ao mesmo período de 2025, reforçando o forte desempenho do setor no acumulado do ano.
No período de janeiro a maio de 2026, o volume total exportado ultrapassou 2,03 milhões de sacas, o equivalente a cerca de 48% de todo o volume exportado no ano anterior, evidenciando uma expansão consistente da demanda internacional pelo café capixaba.
Conilon lidera crescimento e impulsiona resultado do estado
O desempenho foi puxado principalmente pelo café conilon, que respondeu pela maior parte do volume embarcado. Em maio, foram exportadas 444 mil sacas da variedade, mesmo com leve queda de 4% frente ao mês anterior, mas com alta expressiva na comparação anual.
O café arábica também teve avanço relevante, com 67 mil sacas embarcadas em maio, crescimento de 26% na comparação mensal. Já o café solúvel somou 48 mil sacas, com alta de 51%, mostrando recuperação no segmento industrializado.
Em termos de receita, as exportações do mês ultrapassaram US$ 128 milhões, com destaque para o conilon, que respondeu por US$ 94 milhões, seguido pelo arábica com US$ 23 milhões e pelo solúvel com US$ 11 milhões.
Crescimento expressivo no acumulado de 2026
No acumulado de janeiro a maio de 2026, o Espírito Santo exportou mais de 2 milhões de sacas de café, um crescimento de 78% em relação ao mesmo período do ano passado.
O conilon liderou com 1,5 milhão de sacas (+122%), seguido pelo arábica com 287 mil sacas (+18%) e pelo solúvel com 166 mil sacas (-12%).
A receita total no período ultrapassou US$ 509 milhões, alta de 39% na comparação anual. O conilon respondeu por US$ 364 milhões (+65%), o arábica por US$ 107 milhões (+14%) e o solúvel por US$ 39 milhões (-28%).
Principais destinos do café capixaba
Em maio de 2026, os embarques tiveram como principais destinos mercados estratégicos da Ásia, Europa e Américas.
Entre os países compradores, destaque para:
- Espanha: 13% das exportações totais
- Estados Unidos: 13%
- México: 12%
- Alemanha: 10%
- Colômbia: 7%
- Turquia: 6%
- Itália: 6%
- Bélgica: 5,5%
- Argentina: 5%
- Indonésia: 3%
Esses mercados concentraram cerca de 80,5% de todo o café exportado pelo estado no mês.
Na segmentação por tipo de café, a Turquia liderou as importações de arábica, enquanto a Espanha foi o principal destino do conilon. Já o café solúvel teve como principal comprador os Estados Unidos.
No acumulado do ano, a Colômbia lidera as importações totais, seguida por México, Reino Unido, Espanha e outros mercados relevantes da Europa e América Latina.
Panorama do mercado internacional e bolsas globais
No cenário financeiro mais recente, os mercados internacionais operam com movimentos mistos, refletindo a cautela dos investidores diante de dados econômicos globais e expectativas sobre juros nas principais economias.
As bolsas da Europa apresentam variações moderadas, com investidores acompanhando indicadores de inflação e crescimento. Nos Estados Unidos, os índices futuros sinalizam ajustes após sessões de volatilidade, com o mercado atento à política monetária do Federal Reserve.
No Brasil, o mercado financeiro também registra comportamento cauteloso, com investidores monitorando o câmbio e os desdobramentos do cenário externo, fatores que influenciam diretamente o fluxo de exportações agrícolas, incluindo o café.
Perspectiva para o setor
O forte crescimento das exportações de café do Espírito Santo reforça a competitividade do estado no mercado internacional, especialmente no segmento de conilon, que segue ganhando espaço em importantes destinos globais.
A tendência é de manutenção de um ambiente favorável para exportações ao longo de 2026, sustentado pela demanda externa firme e pela diversificação de mercados compradores, mesmo diante de um cenário global de maior volatilidade financeira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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