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Banco do Brasil projeta R$ 3 bilhões em propostas na Agrishow 2026 e reforça liderança no crédito ao agro

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O Banco do Brasil projeta acolher cerca de R$ 3 bilhões em propostas de financiamento durante a 31ª edição da Agrishow, que acontece entre os dias 26 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP). A estimativa contempla operações voltadas à agricultura familiar, médios produtores e agricultura empresarial, com foco em investimentos que ampliem produtividade, eficiência e segurança no campo.

Presente em todas as edições da feira, o banco reforça sua posição como principal parceiro financeiro do agronegócio brasileiro. A atuação durante o evento inclui atendimento direto nas revendas e no estande institucional, facilitando o acesso dos produtores às principais linhas de crédito rural.

Segundo a instituição, há disponibilidade de recursos com taxas controladas do Plano Safra, permitindo financiar projetos em diversas frentes, como aquisição de máquinas e implementos, construção de estruturas de armazenagem, implantação de sistemas de irrigação e adoção de tecnologias no campo.

Linhas de crédito impulsionam investimentos no campo

Durante a Agrishow, o Banco do Brasil destacará soluções de crédito alinhadas ao perfil de cada produtor. Entre os principais programas disponíveis estão:

  • Moderfrota: voltado à modernização da frota de máquinas e equipamentos agrícolas
  • Pronamp Investimento: destinado a médios produtores
  • Pronaf Mais Alimentos: focado na agricultura familiar

Além disso, o banco oferece financiamento para armazenagem por meio do Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), além de linhas como Inovagro e RenovAgro, que incentivam práticas sustentáveis, recuperação de pastagens e inovação tecnológica.

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Condições para custeio já visam a safra 2026/2027

Em paralelo às linhas de investimento, o Banco do Brasil também disponibiliza crédito de custeio, acompanhando o período de planejamento da safra 2026/2027. As condições incluem:

  • Taxas do Plano Safra para agricultura familiar
  • Juros a partir de 8% ao ano para médios produtores
  • Taxas a partir de 11% ao ano para grandes produtores
Estratégia comercial começa antes da feira

A preparação para a Agrishow teve início em março, com a realização de mais de 180 eventos pré-feira em diversas regiões. A iniciativa fortaleceu o relacionamento com produtores e antecipou negociações.

Durante o evento, mais de 100 profissionais estarão dedicados ao atendimento no estande e nas revendas. A estrutura do banco ocupa uma área superior a 600 m², construída com materiais recicláveis e reutilizáveis, reforçando o compromisso com a sustentabilidade.

O espaço conta com salas de reunião, auditório, atendimento gerencial, além de सुविधas como recarga de celulares, café e ações promocionais.

Promoções e ativações ampliam relacionamento com clientes

O Banco do Brasil também aproveita a feira para intensificar ações de relacionamento e ofertas comerciais:

Cliente + Premiado

Promoção com duração até novembro de 2026, que oferece prêmios como scooters elétricas, smartphones, viagens e uma picape. A participação ocorre mediante contratação de produtos elegíveis.

  • BB Seguros: Descontos de 10% em seguros rurais, incluindo proteção agrícola, patrimonial e de penhor.
  • BB Consórcios: Condições especiais no consórcio agro, com descontos que podem chegar a 30%.
  • Rolê que Rende: Programação voltada ao público jovem, com debates sobre carreira, inovação e educação financeira.
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Plataforma digital ganha protagonismo

O ecossistema digital Broto será um dos destaques da participação do banco na feira. A plataforma apresentará soluções como o Barter Broto, que digitaliza operações de troca de insumos por grãos, além de novas condições para empresas no marketplace.

Também será promovido o Clube Broto, serviço de curadoria tecnológica que conecta produtores a soluções inovadoras com condições exclusivas.

Protagonismo no financiamento do agro

Com forte presença institucional e ampla oferta de crédito, o Banco do Brasil chega à Agrishow 2026 consolidando sua estratégia de ampliar o acesso a recursos financeiros e impulsionar a modernização do agronegócio brasileiro. A expectativa de R$ 3 bilhões em propostas reforça o papel da feira como um dos principais termômetros de investimentos do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito rural entra em nova era com exigência de monitoramento remoto e pressão sobre bancos

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A publicação da Resolução CMN nº 5.267/2025 marca uma mudança estrutural no modelo de fiscalização do crédito rural no Brasil. A nova regra amplia as exigências de monitoramento por sensoriamento remoto e impõe às instituições financeiras um novo padrão de controle técnico, rastreabilidade e conformidade nas operações agropecuárias.

Na avaliação de Vitor Ozaki, CEO da Picsel e professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), a medida representa um divisor de águas para o setor, ao transformar o uso de imagens de satélite e inteligência geoespacial em requisito regulatório obrigatório para parte relevante das operações de crédito rural.

Segundo o Voto 78/2025-CMN, que fundamenta a resolução, a obrigatoriedade será aplicada, de forma cumulativa, às operações de custeio e investimento contratadas a partir de 1º de março de 2026, vinculadas a empreendimentos com área superior a 300 hectares.

O objetivo é ampliar o uso do sensoriamento remoto em operações nas quais a tecnologia já apresenta maior confiabilidade operacional, escala e redução de custos de observância para os agentes financeiros.

Nova regra amplia pressão operacional sobre instituições financeiras

Embora a exigência represente avanço regulatório, o sistema financeiro já vinha sendo preparado gradualmente para esse movimento. A Resolução nº 4.427/2015 autorizou o uso do sensoriamento remoto para fiscalização das operações de crédito rural e determinou o registro das coordenadas geodésicas dos empreendimentos financiados no Sicor.

Agora, porém, a principal mudança é que a tecnologia deixa de ser apenas uma possibilidade operacional e passa a integrar o conjunto obrigatório de mecanismos de fiscalização.

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A medida amplia significativamente o peso operacional sobre bancos, cooperativas e demais instituições que atuam no financiamento do agronegócio brasileiro.

Risco de retração no crédito preocupa setor agropecuário

O cenário acende um alerta para possíveis impactos no acesso ao crédito rural, especialmente em regiões menos estruturadas tecnologicamente ou entre produtores com menor disponibilidade de dados georreferenciados.

O Plano Safra 2024/2025 anunciou R$ 400,59 bilhões para o crédito rural empresarial. No entanto, entre julho de 2024 e junho de 2025, o volume efetivamente concedido ficou em R$ 369,8 bilhões.

Para especialistas, a exigência de evidências técnicas contínuas pode tornar a concessão de crédito mais criteriosa e elevar os custos operacionais das instituições financeiras, aumentando o risco de retração em determinados perfis de operação.

A busca por maior transparência e rastreabilidade tende a fortalecer a governança do sistema, mas também pode ampliar desigualdades já existentes no acesso ao financiamento rural.

Tecnologia passa de diferencial competitivo para exigência regulatória

Com a nova resolução, o uso de dados satelitais, inteligência geoespacial e monitoramento digital deixa de ser um diferencial competitivo e passa a integrar o núcleo básico de conformidade regulatória.

Grandes instituições financeiras possuem maior capacidade para absorver investimentos em tecnologia e infraestrutura analítica. Já cooperativas de crédito e agentes menores tendem a depender de fornecedores externos especializados para atender às novas exigências do Conselho Monetário Nacional.

Esse movimento pode acelerar a concentração de mercado no sistema de crédito rural, historicamente sustentado pela diversidade de agentes financeiros.

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Interpretação de dados será desafio estratégico no agro

O desafio, contudo, não está apenas na coleta de imagens por satélite. A interpretação correta dos dados, validação de ciclos produtivos, identificação de inconsistências e elaboração de relatórios técnicos confiáveis serão fatores decisivos para o cumprimento das novas regras.

Nesse contexto, empresas especializadas em inteligência geoespacial ganham relevância ao oferecer metodologias, integração de dados satelitais e modelos analíticos voltados à realidade do agronegócio brasileiro.

Mesmo assim, especialistas alertam que a adoção dessas soluções tende a ocorrer de forma desigual entre os diferentes agentes financeiros.

Regulação moderna expõe gargalos estruturais do crédito rural

Para Vitor Ozaki, a Resolução CMN nº 5.267/2025 moderniza o monitoramento do crédito rural ao incorporar critérios técnicos compatíveis com a complexidade do agronegócio nacional.

Por outro lado, a medida também evidencia uma contradição estrutural: o avanço regulatório ocorre antes da plena preparação operacional do sistema financeiro para executar as novas exigências em larga escala.

O resultado deverá ser um período de forte adaptação tecnológica e operacional, no qual instituições financeiras precisarão reformular processos internos rapidamente para evitar que uma medida criada para ampliar a transparência se transforme em uma nova barreira de acesso ao crédito rural brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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