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Porto de Paranaguá bate recorde no embarque de milho com novo calado

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O Porto de Paranaguá, no Paraná, registrou um novo recorde de embarque de milho com a atracação do navio MV Minoan Pioneer, que transportou 77 mil toneladas na primeira semana de dezembro. O desempenho é resultado da recente ampliação do calado operacional, que passou de 13,1 m para 13,3 m em berços destinados a granéis sólidos.

Segundo a Portos do Paraná, o aumento de 20 centímetros permite que cada embarcação transporte até 1,5 mil toneladas a mais, aumentando a eficiência e a competitividade do porto para exportações.

“Nosso objetivo é receber navios maiores, capazes de embarcar mais mercadorias, mantendo a excelência no atendimento. Este recorde é prova de que estamos no caminho certo”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Milho lidera movimentação e supera volume de 2024

Entre janeiro e novembro de 2025, os granéis sólidos, especialmente milho, registraram crescimento expressivo nos portos paranaenses. Foram movimentadas 4,57 milhões de toneladas, um aumento de 351% em relação ao mesmo período de 2024 (1,01 milhão de toneladas).

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O aumento da produtividade está ligado a safras recordes e à demanda internacional crescente, especialmente de países da Ásia e do Oriente Médio. No cenário nacional, o Brasil deve fechar 2025 com mais de 140 milhões de toneladas colhidas, das quais aproximadamente 40 milhões serão exportadas, com grande parte embarcada em Paranaguá.

“A possibilidade de navios mais carregados, aliada à eficiência operacional, consolida o Porto de Paranaguá como ponto estratégico para o agronegócio brasileiro no mercado internacional”, destaca Gabriel Vieira, diretor de Operações Portuárias.

Canal de Acesso: próximo passo para aumentar calado e capacidade

O recorde alcançado pelo MV Minoan Pioneer é apenas uma prévia do que está por vir com a concessão do Canal de Acesso. O leilão realizado em outubro na B3 deu a operação do canal ao Consórcio Canal da Galheta Dragagem (FTS Participações, Deme Concessions e Deme Dredging), que investirá R$ 1,2 bilhão nos cinco primeiros anos.

Entre os compromissos da concessionária está o aprofundamento do canal, que permitirá aumentar o calado para 15,5 metros, acrescentando capacidade de até 14 mil toneladas de granéis sólidos ou mil contêineres por navio. O canal, com 34,5 km de extensão, também terá manutenção regular garantida pelo consórcio, assegurando eficiência e segurança operacional a longo prazo.

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Impactos estratégicos para o agronegócio brasileiro
  • Maior eficiência logística: navios mais carregados reduzem o custo por tonelada;
  • Capacidade para grandes safras: essencial para anos de produção recorde;
  • Competitividade internacional: amplia o fluxo para mercados de grande demanda;
  • Planejamento de longo prazo: concessão garante manutenção e estabilidade do canal.

O Porto de Paranaguá se consolida assim como hub estratégico do agronegócio brasileiro, com capacidade de atender à crescente demanda por grãos e consolidar a presença do Brasil no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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