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Efeito da ponte: Guaratuba tem 40 prédios em construção e comércio no Litoral dobra de tamanho

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A poucos dias da inauguração da Ponte de Guaratuba, a Ponte da Vitória, marcada para 29 de abril, o sentimento que domina o Litoral do Paraná é de ansiedade, expectativa e esperança. Depois de mais de cinco décadas de espera, a estrutura que vai ligar diretamente Guaratuba e Matinhos já é vista como um divisor de águas para a economia, o turismo e a qualidade de vida em todo o Litoral do Paraná.

Mais do que resolver um gargalo histórico, simbolizado pela dependência do ferry boat, a obra de cerca de R$ 400 milhões representa o início de um novo ciclo de desenvolvimento. Esse movimento, segundo moradores, empresários e gestores públicos, já começou antes mesmo da entrega oficial e deve impactar todo o Litoral de forma integrada.

No setor imobiliário, os sinais dessa transformação são evidentes. Segundo o presidente da Associação de Corretores de Imóveis de Guaratuba, Willy Castro, a ponte deve impulsionar não apenas o município, mas toda a região. “A gente vê com bons olhos essa vinda da ponte, porque não é algo só para a nossa cidade. Ela vai unir os municípios do Litoral e criar um novo caminho também para Santa Catarina. Isso deve influenciar diretamente na economia, com mais gente circulando e mais interesse pela região”, diz.

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Ele destaca que a mobilidade sempre foi um fator decisivo para quem pensa em investir no Litoral. Com a nova ligação, esse cenário começa a mudar. “Muita gente deixava de investir aqui por causa do tempo de deslocamento. Agora, esse público está voltando. A gente já atende clientes que tinham imóvel em Santa Catarina e estão retornando para Guaratuba, buscando essa facilidade de acesso e um estilo de vida mais tranquilo”, relata.

O aquecimento também aparece nos dados oficiais. Em 2025, Guaratuba emitiu 401 alvarás de construção, uma média de três a cada dois dias. Em 2026, até meados de abril, já são 139.

O número de prédios acompanha esse avanço. Em 2023, eram 183 edifícios na cidade. Em 2025, esse total chegou a 207, um crescimento de cerca de 13% no período. Em 2026, o ritmo segue acelerado, com 40 empreendimentos em construção e outros em fase de aprovação. Ao mesmo tempo, há uma mudança no perfil dos imóveis, com o avanço de projetos de alto padrão que até pouco tempo eram raros na cidade.

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Esse movimento é percebido também por quem vive na região. O presidente da Associação de Moradores de Nova Coroados, Fernando Vicentini, afirma que a ponte deixou de ser vista como algo distante para se tornar realidade. “Era uma lenda, todo mundo achava necessário, mas não acreditava que ia acontecer. Agora virou até ponto turístico, todo mundo quer ver, tirar foto. A expectativa é das melhores”, afirma.

De acordo com ele, a procura por imóveis já cresceu de forma significativa. “A gente já vê uma movimentação grande, deve ter aumentado cerca de 30% na procura, e a tendência é crescer ainda mais com os investimentos chegando”, projeta. Ele também ressalta que a nova ligação representa o fim de um dos principais entraves da região. “A gente tira o gargalo do ferry boat, o que é um avanço significativo e melhora muito a mobilidade”, completa.

PONTE

Foto: Jonathan Campos/AEN

NEGÓCIOS – No comércio, a leitura é semelhante. De acordo com a presidente da Associação Comercial e Empresarial de Guaratuba, Cleide Vilalba Areco, a ponte representa uma virada de chave para o município. “Ela traz uma nova realidade de acesso, com mais agilidade e segurança, e isso impacta diretamente no desenvolvimento econômico. A expectativa é positiva, com aumento no fluxo de visitantes durante todo o ano, não só na temporada”, explica.

Esse novo momento já se reflete no comportamento dos empresários. Em menos de um ano, a entidade mais que dobrou o número de associados, passando de 106 para 238. “Isso mostra que o empresário está acreditando. A gente tem incentivado a preparação para esse novo ciclo, com investimento em estrutura e qualificação, porque o atendimento vai fazer a diferença”, diz.

E não é só Guaratuba que vive essa expectativa nos dias que antecedem a inauguração. Em Matinhos, o cenário também é de preparação para um novo momento de crescimento.

O presidente da Associação Comercial e Empresarial do município, Felipe Nascimento, afirma que o impacto será imediato e já começa a ser percebido. “Já estamos vendo um boom imobiliário, mas isso vai além. Restaurantes, lojas e o comércio do dia a dia esperam um aumento de cerca de 30% no movimento, principalmente fora de temporada. O setor já está se estruturando para atender essa nova demanda”, salienta.

Do ponto de vista da gestão pública, a ponte é tratada como parte de uma estratégia mais ampla de desenvolvimento regional. O prefeito de Matinhos, Eduardo Dalmora, avalia que a integração entre os municípios cria uma nova dinâmica econômica. “Vejo a inauguração da ponte como o nascimento de um novo polo regional. A integração entre Matinhos, Guaratuba e Pontal cria uma nova força econômica no Paraná”, afirma.

Ele destaca que os investimentos em infraestrutura ajudam a consolidar esse cenário. “Com a infraestrutura que estamos preparando, Matinhos se posiciona como um destino de excelência tanto para o descanso quanto para o investidor. A facilidade de acesso e a interligação logística abrem oportunidades no comércio e nos serviços”, diz.

Já o prefeito de Guaratuba, Mauricio Lense, reforça o impacto simbólico e prático da obra para a população. “Essa ponte não é apenas uma obra de concreto e aço, ela representa esperança, progresso e dignidade. Foram décadas de espera e agora estamos vivendo esse momento tão sonhado se tornar realidade”, afirma. “Essa ligação vai transformar Guaratuba, abrir portas para o desenvolvimento, fortalecer o turismo, gerar empregos e melhorar a qualidade de vida”.

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Foto: Felipe Henschel/AEN

OBRA E INVESTIMENTOS – A Ponte de Guaratuba é a maior obra de infraestrutura em execução no Paraná e integra um pacote mais amplo de investimentos de aproximadamente R$ 1,7 bilhão voltado à transformação do Litoral. Além da própria ponte, o Estado avança em uma série de intervenções estruturantes que ajudam a sustentar esse novo ciclo de crescimento.

Entre elas está a duplicação da PR-412 no trecho entre Matinhos e o balneário de Praia de Leste, em Pontal do Paraná, com 14,28 quilômetros de extensão e investimento de R$ 274 milhões, melhorando a principal ligação entre os municípios. No sentido sul, o Governo do Estado também executa a duplicação da PR-412 até Garuva, em Santa Catarina, com aporte de cerca de R$ 365 milhões, além de um acordo com o estado vizinho para dar continuidade à obra pela SC-417 até a BR-101, solucionando um impasse histórico e ampliando a integração logística da região.

Outro destaque foi a revitalização da orla de Matinhos, conduzida pelo Instituto Água e Terra (IAT), com investimento de R$ 354,4 milhões. A obra incluiu engorda da faixa de areia, sistemas de drenagem e urbanização ao longo de mais de seis quilômetros, além da instalação de 145 superpostes com iluminação em LED e sistemas de energia solar. Em Pontal do Paraná, também estão em andamento a requalificação da orla, a reestruturação do molhe e a implantação de um radar meteorológico.

Em Guaratuba, o pacote inclui a revitalização da orla histórica, com investimento estimado em R$ 24 milhões, além da engorda da faixa de areia. Outro projeto é a ampliação do aeródromo municipal, com repasse de R$ 39,4 milhões, que permitirá receber aeronaves maiores e ampliar a capacidade de operação regional.

Fonte: Governo PR

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Cultivo de abobrinha movimenta R$ 101 milhões no Paraná, que é o 4º maior produtor

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A abobrinha tem sido um dos destaques da resiliência e do dinamismo do agronegócio do paranaense. Segundo o boletim semanal do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, divulgado nesta quinta-feira (23), a cultura está presente em 358 municípios do Estado e, em 2024, a atividade movimentou um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 101,6 milhões, com a colheita de 50,5 mil toneladas em 2,9 mil hectares. O Paraná é o 4º maior produtor do Brasil, com 9,3% da colheita nacional.

O Núcleo Regional de Curitiba concentra 56,2% da produção estadual (28,4 mil t), com destaque para Cerro Azul, São José dos Pinhais e Colombo. Em Cerro Azul, no Vale do Ribeira, os cultivos em 250 hectares proporcionaram uma colheita de 4,8 mil t e R$ 9,5 milhões de VBP, representando 8,6% da área e 9,4% dos volumes e da renda bruta. Londrina (6,9%) e Maringá (6,2%) são as outras duas cidades com destaque para quantidade colhida.

Segundo o Deral, em se tratando de preços, o setor enfrenta desafios climáticos. Os dados apontam que a estiagem recente elevou as cotações nas Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa) em 33,3%, com a caixa de 20 kg da abobrinha verde extra AA chegando ao valor de R$ 80,00. Na semana anterior e no mesmo período do mês passado, os valores foram de R$ 60,00 a caixa, representando um aumento de 33,3%.

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O engenheiro agrônomo e analista do Deral, Paulo Andrade, explica que a variação se dá pela menor oferta, mas que a cultura é sólida e deve se recuperar. “A nossa produção ocorre o ano inteiro. Observamos os aumentos de preços, geralmente, ao final de maio e no início de julho, em pleno inverno. Nos próximos dias, se não houver uma regularização das chuvas, os preços devem se manter altos. Por outro lado, a partir do segundo semestre, os preços reduzem sistematicamente ao caminhar de uma lavoura normal”, afirma.

SOJA E TRIGO – No setor de grãos, o complexo soja mantém o protagonismo na pauta exportadora paranaense. No primeiro trimestre de 2026, o Estado exportou 3,41 milhões de toneladas, gerando uma receita de US$ 1,47 bilhão — um crescimento de 2% em faturamento, apesar de uma leve retração de 4% no volume físico em relação a 2025.

A China segue como o principal destino, absorvendo 58% das compras. Em contraste, a cultura do trigo está voltada quase integralmente para o mercado interno devido à alta demanda industrial local e à menor área plantada. Na última safra, o Paraná produziu 2,87 milhões de toneladas, das quais apenas 4 toneladas foram exportadas desde agosto de 2025.

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O Paraná voltou a atender quase que exclusivamente o mercado interno na última safra de trigo. Os triticultores paranaenses obtiveram 2,87 milhões de toneladas em 2025. Destas, apenas 4 toneladas foram vendidas para outros países, considerando o período de agosto de 2025 até o presente momento. Esse volume foi escoado para o Equador em dezembro e, desde então, não houve mais registros de embarques de trigo paranaense para outros países.

Essa tendência de manutenção do trigo no mercado interno deve se verificar também neste ano, para a safra de 2026.

CARNE BOVINA – O setor de carne bovina registrou um desempenho histórico nacional em março, com 265 mil toneladas exportadas pelo Brasil. Entre os estados, o Paraná acompanhou a tendência de valorização, registrando o embarque de 3,6 mil toneladas no mês passado, o que gerou US$ 20,3 milhões em receita.

O preço médio do quilo apresentou alta, passando de US$ 4,76 em 2025 para US$ 5,54 em 2026. Assim como na soja, a China também é o destino principal da carne brasileira, recebendo 38,5% do volume comercializado. 

Fonte: Governo PR

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