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Cometa PanStarrs faz sua última aparição na Terra

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Um objeto celeste vai se mostrar no céu nos próximos dias. O nome? O cometa PanStarrs (C/2025 R3), um raro visitante vindo do Cinturão de Kuiper (uma região gelada e remota, que fica depois de Netuno). Ele estará mais brilhante e visível de 18 a 20 de abril. O Observatório Nacional (ON), unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), ajuda a explicar esse acontecimento.

Os cometas são pequenos corpos formados por gelo de substâncias diversas, como água, metano, gás carbônico e amônia. O astrônomo parceiro do ON Gabriel Hickel explica que cometas de regiões remotas aparecem, em média, a cada dois anos. Porém, provavelmente, esta será a última vez que o PanStarrs estará visível da Terra. De acordo com os estudiosos, a rota atual do cometa indica que ele segue para fora do Sistema Solar, e ficará vagando pela Galáxia. Estima-se que a última passagem do objeto celeste ocorreu a 170 mil anos atrás.

Pela posição do cometa no céu, as regiões Norte e Nordeste o observarão um pouco mais alto no horizonte. De 18 a 20, o PanStarrs vai estar no ponto mais próximo do Sol. “É recomendável utilizar binóculos para auxiliar nessa empreitada, mesmo que ele seja simples e de pequeno aumento” afirma Hickel.

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Já nos dias de 21 a 26, o astro estará muito junto ao Sol, isso vai impedir uma visibilidade mais clara. A partir do dia 27, até 1º de maio, há uma chance de o cometa ser visto novamente, uma hora após o pôr do Sol, muito próximo ao horizonte oeste, mas isso dependerá da quantidade de gás e poeira que ele produzirá ao aproximar-se do Sol.

Como eu acho o cometa no céu?
Para encontrar o PanStarrs no céu, é preciso procurar pelos três astros mais brilhantes na direção aproximada de onde o Sol nasce no horizonte todas as manhãs. Os planetas Mercúrio, Marte e Saturno estarão em uma conjunção de planetas, ou seja, parecerão estar mais próximos um do outro. O cometa aparecerá cerca de 20 graus à esquerda dessa formação.

Para medir essa distância no céu, estenda o braço, estique os dedos e mantenha a mão reta. A distância entre a ponta do polegar e a ponta do dedo mínimo é cerca de 20 graus. Dessa forma você vai conseguir se orientar. Para ter uma visão mais clara, fuja das luzes da cidade, elas impedem a observação do corpo celeste.

Como encontrar o PanStarrs
Como encontrar o PanStarrs
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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

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Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

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 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

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 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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