Brasil
Governo do Brasil aprova R$ 190 milhões para recuperação ambiental das bacias do São Francisco e Parnaíba
O Governo do Brasil aprovou investimento de R$ 190 milhões para sete projetos de recuperação ambiental de bacias hidrográficas. Lideradas pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), as iniciativas representam um dos maiores aportes já destinados à revitalização de áreas degradadas nas bacias dos rios São Francisco e Parnaíba, além das áreas de influência dos reservatórios do sistema Furnas.
A deliberação ocorreu em 1º de abril durante reunião extraordinária dos Comitês Gestores das Contas dos Programas de Revitalização dos Recursos Hídricos (CPRs), vinculados à desestatização da Eletrobras (atual Axia Energia).
A restauração das áreas degradadas, incluindo Áreas de Preservação Permanente (APPs), amplia a capacidade dos ecossistemas de reter água no solo, contribui para a recarga das vazões afluentes dos rios, minimiza erosão e assoreamento, reduz os impactos de eventos extremos e desastres a eles associados, como as enchentes, fortalece a segurança hídrica e aumenta a resiliência das bacias hidrográficas, colaborando para a adaptação dos territórios aos impactos da mudança do clima. É, portanto, medida que promove o uso múltiplo da água e a proteção da biodiversidade e da vida das brasileiras e brasileiros, além das atividades econômicas e infraestrutura.
Entre as iniciativas, três projetos elaborados pelo MMA concentram a maior parte dos investimentos, somando R$ 167,9 milhões. As ações preveem a recuperação de 5.537 hectares em duas regiões: no Alto São Francisco (MG), em área que se estende pelas sub-bacias dos rios das Velhas e do Rio Pará; e na bacia do Parnaíba, nos municípios de Gilbués e Barreiras do Piauí (PI), abrangendo as sub-bacias dos rios Uruçuí-Vermelho e Gurguéia. Esta última concentra a maior área em processo de desertificação do país.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, reitera que os benefícios ambientais a serem viabilizados pelos investimentos terão efeito prático sobre a vida das pessoas. “A recuperação de áreas degradadas em bacias hidrográficas contribui para o equilíbrio do ciclo hidrológico, beneficiando a evapotranspiração, a recarga de águas subterrâneas e o aumento da resiliência hídrica, além de fortalecer a adaptação à mudança do clima“, destaca. “Este aporte inédito demonstra o compromisso do Governo do Brasil com a revitalização das bacias hidrográficas e a preservação da segurança hídrica, fator crucial para a vida de nossa população.”
A carteira inclui ainda dois projetos indicados pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBH-SF) e pelo MMA no valor de R$ 10,7 milhões, voltados à recuperação ambiental em Sergipe, na região do médio e baixo São Francisco.
O projeto de matchfunding Floresta Viva, proposto conjuntamente pelo ministério e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também foi aprovado. A iniciativa tem atuação nas áreas de influência dos reservatórios de Sobradinho e Itaparica e contará com aporte de R$ 10 milhões dos fundos da Axia Energia (antiga Eletrobras) e contrapartida de R$ 10 milhões do BNDES.
Outro projeto será desenvolvido em parceria com o Sindicato Rural de Cruzeiro e Lavrinhas, no valor de R$ 1,95 milhão, na bacia do rio Paraíba do Sul (SP), com benefícios diretos para o reservatório de Funil-Furnas.
Em 2025, já haviam sido aprovados projetos indicados pelo CBH-SF em parceria com o MMA, dos quais quatro já estão em execução nos estados de MG, BA e PE, no valor estimado de R$ 25 milhões. Naquele mesmo ano, Furnas foi contemplada com projeto de recuperação do manancial de Patrocínio (MG) e a iniciativa matchfunding Floresta Viva, também contando com aporte de R$ 10 milhões dos fundos da Axia Energia e contrapartida de R$ 10 milhões do BNDES.
Com os novos aportes, somados aos R$ 70 milhões aprovados em 2025, a carteira de projetos de revitalização ambiental de bacias do MMA com recursos dos programas da Axia Energia totalizam R$ 256,2 milhões. Também está prevista a captação de recursos adicionais do fundo para a implementação de 55 projetos do CBH-SF, atualmente em fase de detalhamento, que totalizam cerca de R$ 275 milhões.
O secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf, pontua que os recursos contribuirão para dar escala às ações de recuperação ambiental no país. “O componente ambiental do ciclo hidrológico é fundamental para fortalecer a segurança hídrica e energética do país, e com a aprovação desses sete projetos, o MMA garantiu investimentos nesse componente”, afirmou.
Comitês gestores
Os recursos são oriundos do processo de desestatização da Eletrobras e geridos por comitês gestores responsáveis por sua destinação.
Esses comitês gestores, regulamentados pelo Decreto nº 10.838/2021, estão vinculados aos Programas de Revitalização dos Recursos Hídricos das bacias do rio São Francisco e do rio Parnaíba (CPR São Francisco e Parnaíba) e da área de influência dos reservatórios das usinas hidrelétricas de Furnas (CPR-Furnas), e são instâncias colegiadas que deliberam sobre a aplicação dos recursos em ações de revitalização de bacias hidrográficas.
As iniciativas têm como foco a recuperação de áreas degradadas, o aumento da disponibilidade hídrica e a melhoria da operação dos reservatórios, e contam com a participação de diferentes órgãos federais, entre eles o MMA.
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Brasil
Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS
Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.
Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.
Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.
Caminhos da inovação aplicada
Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.
O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.
Tecnologia que transforma
A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.
O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.
Conexões
A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.
Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.
Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil
Janine Russczyk
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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