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Paraná

Estado nomeia 82 novos policiais civis e fortalece atuação da polícia judiciária

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) nomeou nesta quinta-feira (16) 82 novos policiais para reforçar os quadros da instituição e fortalecer os serviços de polícia judiciária prestados à população paranaense. O decreto de nomeação foi publicado em Diário Oficial.

Ao todo, serão 24 delegados, 20 agentes de polícia judiciária e 38 papiloscopistas que atuarão nas subdivisões policiais de todo o Estado. Os novos profissionais se somam aos 1.626 que foram contratados desde 2019.

“É um cenário de antes e depois. Hoje, temos uma Polícia Civil reestruturada, operações policiais diárias e índices de elucidação de crimes que são referência nacional. Isso é resultado de uma gestão estadual comprometida e que investiu desde o primeiro dia no fortalecimento do nosso efetivo”, afirmou o delegado-geral da PCPR, Silvio Jacob Rockembach.

As contratações fazem parte de uma iniciativa de renovação permanente dos quadros da PCPR e visam agilizar atendimentos e procedimentos nas unidades policiais, prestar serviço de excelência à população e ampliar a capacidade de resposta à criminalidade.

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A cerimônia de posse dos cargos deve acontecer em maio. Na sequência, os policiais contratados iniciarão o Curso de Formação Técnico Profissional na Escola Superior da Polícia Civil (ESPC), com duração de 18 semanas.

Os novos profissionais atuarão diretamente na investigação de crimes, lavratura de flagrantes, condução de inquéritos, execução de operações, perícias papiloscópicas e interlocução com o Poder Judiciário.

Durante toda a gestão do governador Ratinho Junior, iniciada em 2019, foram incorporados 1.708 novos policiais civis, sendo 309 delegados, 160 papiloscopistas, 974 investigadores e 265 escrivães. Os profissionais foram distribuídos entre as comarcas do Interior e as unidades policiais de Curitiba e Região Metropolitana.

A maior renovação do efetivo da história da PCPR aconteceu ao longo de 2025, com a contratação de 686 servidores.

Fonte: Governo PR

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MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré

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O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.

Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.

De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.

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Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.

Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.

Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.

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Processo 0007837-42.2025.8.16.0024

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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