Connect with us


Paraná

Memória do Paraná: Francisco Beltrão entra em programa internacional de preservação de arquivos

Publicado em

A Prefeitura de Francisco Beltrão teve um projeto aprovado na Convocatória 2025 do Programa Iberarquivos, iniciativa internacional voltada ao financiamento de ações de preservação e difusão de acervos documentais. Intitulado “A colônia que o tempo quase esqueceu: salvaguarda do acervo histórico regional da Colônia Agrícola Nacional General Osório (CANGO)”, o projeto prevê a organização, preservação e ampliação do acesso ao acervo histórico da região Sudoeste do Paraná, contribuindo para a valorização da memória local e acesso da população e de pesquisadores. 

O Programa Iberarquivos reúne países ibero-americanos em uma rede de cooperação voltada ao apoio de arquivos, promovendo a preservação do patrimônio documental e o acesso público à informação. 

A secretária da Cultura do Paraná, Luciana Casagrande Pereira, destaca que a notícia foi recebida com muito orgulho pelo Estado, já que esta é uma ação ímpar pela preservação da memória e da história da região, além de refletir na prática a importância do fortalecimento das políticas públicas culturais no Paraná, especialmente no âmbito municipal. 

“O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura, tem atuado desde o início da gestão na estruturação completa dos chamados Sistemas Municipais de Cultura, garantindo estrutura e condições para que os municípios avancem em suas políticas públicas. O resultado em Francisco Beltrão é um exemplo concreto desse trabalho, que amplia o acesso a recursos e fortalece iniciativas estratégicas como a preservação da nossa memória documental”, afirma.

Segundo a secretária, o avanço institucional do município foi determinante para a aprovação do projeto. “No início da nossa gestão, Francisco Beltrão ainda não tinha seu sistema de cultura estruturado. Hoje, o município conta com todos os instrumentos instituídos, o que garante mais organização, mais oportunidades e mais cultura para artistas e para a população”, completa.

Leia mais:  Saúde promove mais uma etapa da oficina que busca ampliar a cobertura vacinal no Paraná

A diretora de Cultura de Francisco Beltrão, Franciele Thomaz, destaca que o município é agora uma referência internacional em preservação documental. “Ter o nosso projeto aprovado neste prêmio internacional não é apenas uma vitória administrativa, mas sim um resgate da nossa identidade. Estamos falando do DNA do Sudoeste do Paraná”, pontua. 

“Contando sempre com o apoio do Governo do Estado, do nosso Agente Regional de Cultura destinado pela Secretaria de Estado da Cultura, Gabriel Elvas, da secretária de Cultura Luciana Casagrande, eu diria que Francisco Beltrão amadureceu institucionalmente. A gente saiu de um cenário sem Sistema de Cultura estruturado para um município que hoje possui todas as ferramentas públicas necessárias para competir e vencer editais de nível internacional”, completa. 

Esta edição da convocatória também registrou crescimento na participação brasileira, com quatro projetos aprovados, um a mais do que no ciclo anterior, indicando o aumento da qualidade e da competitividade das propostas apresentadas pelo País.

HISTÓRIA – A Colônia Agrícola Nacional General Osório (CANGO) foi criada em 12 de maio de 1943, durante o governo de Getúlio Vargas, como parte da política federal de colonização e ocupação do interior do Brasil. Implantada na então Vila Marrecas, núcleo que daria origem ao município de Francisco Beltrão, a colônia teve papel decisivo na organização do território e no assentamento de famílias agricultoras, oferecendo infraestrutura inicial e apoio técnico aos migrantes.

Leia mais:  Justiça Federal do Paraná condena três acusados de esquema milionário em contratos da Petrobras à prisão

A partir da CANGO, estruturou-se o povoamento da região Sudoeste do Paraná, que também foi marcada por conflitos fundiários nas décadas seguintes, como a Revolta dos Posseiros, de 1957.

Segundo o historiador do Museu Paranaense, Felipe Villas Bôas, o episódio foi um marco na luta pelo direito à terra no contexto da agricultura familiar. “Se, por um lado, a CANGO organizou assentamentos, por outro gerou instabilidade fundiária com propriedades sem a devida titulação. Enquanto os agricultores formavam suas famílias e plantações, empresas adquiriram terras já ocupadas na região, dando início a conflitos”, explica.

SISTEMAS MUNICIPAIS DE CULTURA – Os chamados Sistemas Municipais de Cultura organizam a política cultural em cada cidade por meio de instrumentos como Conselho Municipal de Cultura, Conferência Municipal, Plano Municipal de Cultura e Fundo Municipal de Cultura. Essa estrutura assegura participação social, transparência na aplicação dos recursos e alinhamento das ações culturais às realidades locais.

Segundo dados do SIC.Cultura, plataforma oficial da SEEC, dos 399 municípios paranaenses, 369 aderiram ao Sistema Nacional de Cultura; 377 possuem Sistema Municipal de Cultura; 369 mantêm Conselho Municipal de Cultura ativo; 330 contam com Plano Municipal de Cultura; e 254 já possuem Fundo Municipal de Cultura com CNPJ próprio. Desse total, 321 municípios já operam com o sistema completo, o que representa cerca de 80,5% do total do Estado. 

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré

Published

on

O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.

Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.

De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.

Leia mais:  Produtores atendidos pelo IDR-Paraná se destacaram no Prêmio Queijos do Paraná

Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.

Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.

Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.

Leia mais:  Maringá mantém queda nos indicadores de criminalidade em 2026

Processo 0007837-42.2025.8.16.0024

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262