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Agro

Brasil avança nas exportações de gergelim e já figura entre os principais fornecedores da China em 2025

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A relação comercial entre o Brasil e a China segue em expansão no agronegócio, com a inclusão de novos produtos na pauta de exportações. Tradicionalmente forte na compra de soja, milho e proteínas animais, o mercado chinês agora amplia o interesse por grãos como gergelim, feijões e pulses.

China amplia demanda e diversifica compras do agronegócio brasileiro

A China permanece como um dos principais destinos das exportações agropecuárias brasileiras. O país asiático concentra entre 60% e 70% das aquisições de soja do Brasil, além de liderar as compras de carne bovina e manter participação relevante em produtos como milho, carne de frango e suína, celulose, açúcar e algodão.

Mais recentemente, itens como gergelim e diferentes variedades de feijões passaram a ganhar espaço nas negociações bilaterais, refletindo mudanças no padrão de consumo e na estratégia de abastecimento chinesa.

Brasil conquista espaço no mercado de gergelim em tempo recorde

Com a abertura do mercado chinês ao gergelim brasileiro ao longo de 2025, o país registrou um avanço expressivo nas exportações. Em apenas três meses, foram embarcadas 159,8 mil toneladas, volume suficiente para posicionar o Brasil como o terceiro maior fornecedor do produto para a China.

O desempenho destaca a rápida adaptação do setor produtivo nacional às novas oportunidades comerciais e reforça o potencial de expansão dessa cadeia.

China lidera produção, consumo e importação de gergelim

A China ocupa posição central no mercado global de gergelim. O país é o maior produtor mundial, com cerca de 150 mil toneladas cultivadas em aproximadamente 280 mil hectares, além de ser o maior consumidor, com demanda anual superior a 1,3 milhão de toneladas.

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No comércio internacional, também lidera as importações. Em 2025, foram adquiridas cerca de 1,4 milhão de toneladas do grão, com o Brasil respondendo por aproximadamente 11% desse total. Outros fornecedores relevantes incluem países africanos e asiáticos, que seguem com participação significativa no abastecimento.

Mercado internacional favorece expansão do gergelim brasileiro

Atualmente, mais de 40% das exportações brasileiras de gergelim têm como destino a China, consolidando o país como principal parceiro nesse segmento. Outros mercados importantes incluem Índia, Turquia e Vietnã.

A capacidade de garantir fornecimento consistente e cumprir contratos em cenários de volatilidade tem sido apontada como um dos diferenciais do Brasil no comércio internacional do produto.

Estratégia chinesa busca ampliar origens de importação

O governo chinês tem adotado medidas para diversificar seus fornecedores de gergelim, com o objetivo de ampliar a segurança de abastecimento. Entre as iniciativas, está a ampliação de acordos comerciais com países exportadores.

A partir de maio de 2026, por exemplo, um grupo de nações africanas passará a contar com tarifa de importação zerada para o envio de gergelim à China, o que deve aumentar a competitividade no mercado global.

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Cresce demanda por pulses e novas variedades de feijão

Além do gergelim, outros grãos ganham relevância no mercado chinês, especialmente os pulses. A importação de feijão-mungo-verde tem apresentado crescimento contínuo, com volumes em expansão nos últimos anos.

O consumo anual desse tipo de feijão gira em torno de 1,2 milhão de toneladas na China, sendo amplamente utilizado na produção de alimentos e outros produtos industrializados. Outras variedades, como feijão-de-corda, feijão-vermelho e feijão-roxo, também registram aumento de demanda.

Produção sustentável de pulses amplia oportunidades para o Brasil

A crescente busca global por proteínas vegetais reforça o papel dos pulses na segurança alimentar. Esses grãos são considerados eficientes do ponto de vista ambiental, exigindo menos recursos para a produção de proteína em comparação a outras fontes.

Nesse contexto, o Brasil se destaca pelo potencial produtivo e pela sustentabilidade, com sistemas agrícolas que podem atender à demanda internacional por alimentos mais eficientes e de menor impacto ambiental.

A ampliação das exportações de gergelim e pulses sinaliza uma nova frente de crescimento para o agronegócio brasileiro, com oportunidades estratégicas em mercados de alta demanda como o chinês.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Lagartas nas pastagens preocupam pecuaristas e elevam risco de perdas na produção de forragem no Brasil

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O avanço de lagartas em áreas de pastagens tem acendido um alerta no setor pecuário brasileiro. Antes consideradas pragas ocasionais, espécies como a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) vêm registrando aumento de ocorrência nos últimos anos, impulsionadas pela intensificação dos sistemas produtivos e pela expansão de áreas agrícolas transgênicas.

O cenário preocupa produtores porque o ataque dessas pragas pode comprometer rapidamente a formação das pastagens, reduzindo a disponibilidade de forragem e impactando diretamente o desempenho do rebanho.

Pressão de lagartas se intensifica em áreas integradas com lavouras

Segundo especialistas, a maior frequência de infestações está relacionada à proximidade entre lavouras e pastagens, além das condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do inseto em diferentes regiões do país.

O engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Gustavo Corsini, destaca que o problema deixou de ser pontual e passou a exigir atenção preventiva dos pecuaristas.

“Muitos ainda tratam as lagartas como uma ameaça secundária, mas hoje vemos ataques mais frequentes e agressivos, principalmente em áreas próximas às lavouras. Em altas infestações, elas podem consumir praticamente toda a área foliar em poucos dias, prejudicando o estabelecimento da pastagem”, explica.

Alta capacidade de consumo acelera danos nas forrageiras

Dados técnicos indicam que cada lagarta pode consumir cerca de 140 cm² de folhas durante seu ciclo de desenvolvimento, com maior intensidade nos estágios finais, quando ocorre aproximadamente 85% da ingestão total de alimento.

Esse comportamento torna o controle precoce um fator decisivo para reduzir prejuízos. O especialista reforça que o período ideal de intervenção ocorre logo após a eclosão dos ovos.

“O controle nos primeiros cinco a dez dias faz toda a diferença. O monitoramento de mariposas adultas também é uma ferramenta importante para antecipar surtos populacionais, especialmente em períodos de chuva”, afirma Corsini.

Ciclo da lagarta exige atenção redobrada no estabelecimento das pastagens

A fase mais crítica ocorre durante a formação das pastagens, quando as plantas ainda apresentam baixa capacidade de recuperação após o ataque das pragas.

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A lagarta-do-cartucho passa por quatro fases — ovo, larva, pupa e adulto — com ciclo completo relativamente curto, o que favorece explosões populacionais.

Após a postura, os ovos eclodem em cerca de três a quatro dias. A fase larval, responsável pelos danos às plantas, dura de 16 a 20 dias. Em seguida, o inseto entra em fase de pupa no solo por aproximadamente 10 dias, reiniciando o ciclo com novos adultos capazes de depositar entre 300 e 1.000 ovos.

Esse potencial reprodutivo explica a rápida disseminação da praga em áreas de pastagem, especialmente quando não há monitoramento constante.

Manejo integrado é fundamental para reduzir perdas na pecuária

De acordo com especialistas, o monitoramento antecipado de mariposas pode indicar a possibilidade de aumento populacional com até duas ou três semanas de antecedência, permitindo ações preventivas no campo.

A recomendação técnica é iniciar o controle quando há entre 50 e 100 lagartas por metro quadrado, principalmente em áreas recém-estabelecidas ou em formação.

Outro ponto de atenção é o comportamento migratório da praga, que pode se deslocar em massa em busca de alimento, ampliando rapidamente a área infestada.

“O controle do foco inicial é essencial para evitar a disseminação. Quanto mais cedo a intervenção, menor o impacto econômico e maior a preservação da produtividade da pastagem”, destaca Corsini.

O manejo integrado, aliado ao uso racional de inseticidas e ao monitoramento contínuo, é apontado como a estratégia mais eficiente para manter o equilíbrio do sistema produtivo e reduzir perdas.

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Integração lavoura-pecuária amplia risco de disseminação de pragas

A interação entre agricultura e pecuária também contribui para a migração de pragas entre diferentes culturas. Em regiões com produção de milho, por exemplo, parte das populações pode se deslocar para áreas de braquiária e panicum, ampliando o desafio do controle fitossanitário.

“Hoje o manejo precisa ser pensado de forma regional. O problema não está apenas dentro da propriedade, mas também no entorno”, reforça o agrônomo.

Cigarrinha-das-pastagens também preocupa produtores rurais

Além das lagartas, a cigarrinha-das-pastagens segue como outro importante fator de risco para a pecuária brasileira. O inseto reduz a qualidade e a quantidade da forragem ao injetar toxinas nas gramíneas, provocando amarelecimento e seca das folhas.

Em infestações severas, as perdas podem chegar a até 70% da disponibilidade de alimento, afetando diretamente o ganho de peso e a capacidade de lotação das áreas.

Segundo produtores, a pressão da praga tem aumentado nas últimas safras, especialmente em períodos chuvosos, quando as condições favorecem sua multiplicação.

“Na época das águas, o produtor espera alta produtividade do pasto. Quando a cigarrinha entra forte, o impacto é imediato e significativo”, conclui Corsini.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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