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Agro

Gerenciamento de Riscos Ocupacionais encerra série sobre Trabalho Sustentável na Cafeicultura

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A série de entrevistas sobre Trabalho Sustentável na Cafeicultura, promovida pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e pela Associação Alemã de Café (Deutscher Kaffeeverband – DKV), foi concluída nesta terça-feira (6), com a participação de Alexandre Furtado Scarpelli, diretor do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no programa “Café Completo”, apresentado pelo influenciador Gustavo Rennó.

Atualização da Norma Regulamentadora NR-31

Durante a entrevista, Scarpelli explicou de forma didática a construção e atualização da NR-31, enfatizando o caráter tripartite do processo, que envolve governo, empregadores e trabalhadores. Ele destacou que os setores produtivos, incluindo a cafeicultura, podem contribuir com propostas de aprimoramento da norma por meio de canais institucionais e representativos.

Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural

O diretor do MTE detalhou o Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural, ressaltando que os planos devem ser elaborados conforme a realidade de cada propriedade e executados por profissionais legalmente habilitados. Ele também mencionou ferramentas digitais disponibilizadas pelo governo para apoiar pequenos produtores na identificação e controle de riscos ocupacionais.

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Segurança no uso de agrotóxicos

A entrevista trouxe orientações sobre o uso correto de agrotóxicos, abordando medidas essenciais para proteger os trabalhadores, como treinamento, fornecimento de EPIs adequados e adoção de procedimentos seguros durante a aplicação.

Normas e cuidados com máquinas e equipamentos

No bloco sobre máquinas e equipamentos, Scarpelli esclareceu exigências normativas para ferramentas e equipamentos, incluindo derriçadeiras e colheitadeiras. Ele reforçou os principais riscos associados a máquinas de maior porte e a importância de capacitação, manutenção adequada e cumprimento de protocolos de segurança para prevenir acidentes no campo.

Série de entrevistas e alcance educativo

Essa foi a terceira e última entrevista da série com Gustavo Rennó, que abordou temas do Programa Trabalho Sustentável (PTS) do MTE, como formas de contratação de mão de obra, condições de alojamento e saúde e segurança no trabalho rural, sempre com uma abordagem educativa e preventiva.

O projeto teve início em janeiro com o episódio “Safra 2026: adequação do trabalho”, apresentado pelo influenciador Guy Carvalho no canal Papo de Cafeicultor, durante evento na cooperativa Cooxupé, em Guaxupé (MG).

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Ampliação da comunicação sobre boas práticas

Para Silvia Pizzol, diretora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade (RSS) do Cecafé, a parceria entre exportadores brasileiros e importadores alemães inovou na forma de comunicar temas sobre condições dignas de trabalho, aumentando o alcance das informações oficiais do MTE.

“Ao utilizar redes sociais e influenciadores digitais, a iniciativa tornou os conteúdos técnicos do PTS mais acessíveis e dinâmicos, fortalecendo a disseminação de boas práticas trabalhistas e cultura da prevenção no campo”, conclui Pizzol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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