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MAC Paraná promove palestra com o artista visual Tom Lisboa na Quarta Pública

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O Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC Paraná) promove nesta quarta-feira (15), às 14h30, a palestra “Quando o fim é um começo: a obra como processo”, com o artista visual Tom Lisboa. A atividade integra o projeto Quarta Pública, que oferece programação especial às quartas-feiras, dia em que a entrada no museu é gratuita. As vagas são limitadas e, para participar, é necessário fazer inscrição prévia por meio de formulário on-line.

Durante a palestra, Tom Lisboa apresenta um conjunto de obras que têm o processo como elemento central, deslocando o foco do resultado final para aquilo que se constrói ao longo do tempo. Serão compartilhados projetos que evidenciam esse entendimento, revelando como decisões, desvios e contingências passam a integrar o próprio trabalho. A proposta é aproximar o público de práticas que operam em estado de continuidade, nas quais o fim não se apresenta como conclusão, mas como ponto de inflexão para novos desdobramentos.

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O ARTISTA – Tom Lisboa é artista visual e atua com fotografia, instalação, escultura e intervenção urbana, práticas atravessadas por uma mesma orientação, o entendimento da obra como processo em curso. Sua produção investiga situações em que o trabalho não se encerra em um resultado final, mas se desdobra ao longo do tempo, incorporando deslocamentos, interrupções e reconfigurações que fazem da própria experiência um campo de elaboração contínua.  

MAC PARANÁ – Fundado em 1970, o Museu de Arte Contemporânea do Paraná possui um acervo com mais de 2 mil obras de artistas paranaenses, brasileiros e estrangeiros. A instituição conta com um Centro de Pesquisa e Documentação, com acervo especializado em arte moderna e contemporânea, além de um Setor Educativo responsável por visitas mediadas e oficinas gratuitas.

Serviço:

Quarta Pública | Palestra “Quando o fim é um começo: a obra como processo”, com Tom Lisboa

Data: 15/04 (quarta-feira), das 14h30 às 16h

Inscrições AQUI

MAC no MON – Sala 08 (Rua Marechal Hermes, 999)

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção

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24/08 - Audiência Pública STF - Lei Antifacções

O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.

Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.

Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.

Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.

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Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.

Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.

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Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.

Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.

As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.

Assessoria de Comunicação
Informações para a imprensa
[email protected]
(41) 3250-4264

 

Fonte: Ministério Público PR

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