Paraná
Teatro Guaíra recebe o ballet clássico “Giselle”, com participação de Ana Botafogo
Nos dias 15 e 17 de abril (quarta e sexta), às 20h, o tradicional palco do Teatro Guaíra recebe a montagem do clássico ballet “Giselle”, uma das mais consagradas de todo o mundo, contando com a participação de Ana Botafogo. Os ingressos para as apresentações da premiada Curitiba Cia. de Dança já estão à venda.
O espetáculo explora temas como amor, traição e as consequências da infidelidade e do poder redentor do amor verdadeiro, em uma celebração da técnica e da graça dos personagens. No segundo ato, o contraste entre o mundo dos vivos e o reino dos espíritos ganha vida, criando uma atmosfera de mistério e magia.
“O ballet é uma peça fundamental no repertório das principais companhias de ballet do mundo. Desde a sua estreia, no século XIX, ela segue sendo uma obra que desafia e inspira bailarinos e coreógrafos até os dias de hoje”, comenta Nicole Vanoni, diretora artística e fundadora da Curitiba Cia de Dança.
“É uma honra poder contar com a participação de Ana Botafogo em mais uma clássica apresentação de ‘Giselle’. Ela, que é uma das principais responsáveis por disseminar a arte da dança pelo Brasil, segue inspirado dançarinos e aspirantes por onde passa”, completa Nicole.
Com estreia em 1841, o ballet clássico “Giselle” foi coreografado por Jean Coralli e Jules Perrot, com a colaboração de Marius Petipa em algumas versões, e música composta por Adolphe Adam.
- Museu Oscar Niemeyer promove oficina de modelagem em argila em abril
- Orquestra Sinfônica do Paraná lança livro que contempla quatro décadas de trajetória
Giselle é uma jovem camponesa que se apaixona por Albrecht, um nobre disfarçado de camponês, que promete amor eterno à jovem, mas esconde sua verdadeira identidade e seu compromisso com outra mulher da nobreza. Ao descobrir a verdade, fica devastada e morre de desgosto. Ela se torna um “wili”, uma alma penada de jovens mulheres que morreram antes do casamento, condenadas a dançar à noite e atrair homens infiéis para a morte.
No segundo ato, Albrecht visita o túmulo de Giselle, onde é confrontado pelas wilis, lideradas pela Rainha Myrtha. Giselle intercede por ele, protegendo-o dos poderes malignos das almas até o amanhecer, quando é salvo pela força do amor de Giselle.
Ana Botafogo interpreta Bathilde, noiva de Albrecht. Além disso, o espetáculo também contará com a participação de Juliana Valadão e Cícero Gomes, primeira e primeiro bailarinos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, interpretando Giselle e Albrecht, respectivamente.
O espetáculo “Giselle” é um projeto realizado por meio da Lei Rouanet, com patrocínio da Sanepar, Festval, Quimagraf e Madero. A realização é da Curitiba Cia de Dança e Paraná Cultura, com apoio da Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura de Curitiba, Teatro Guaíra, Governo do Estado do Paraná e Festval, e apoio cultural do Ministério da Cultura – Governo do Brasil – Do Lado do Povo Brasileiro, Princesa dos Campos e Obatalá.
Serviço:
“Giselle”
Datas: 15 e 17 de abril (quarta e sexta), às 20h
Local: Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão) | Rua Conselheiro Laurindo,175, Centro, Curitiba/PR
Tempo de duração do espetáculo: 2h30 com intervalo de 15 minutos
Classificação etária: Livre
Especificação do espetáculo: Dança
Ingressos: R$ 90,00 (inteira) | R$ 45,00 (meia-entrada), à venda pelo DiskIngressos e na bilheteria do Teatro Guaíra
Fonte: Governo PR
Paraná
Operários da Ponte de Guaratuba festejam entrega da estrutura no Dia do Trabalhador
A Ponte de Guaratuba, um sonho de mais de 40 anos, será inaugurada nesta sexta-feira (1º) em uma data simbólica: o Dia do Trabalhador. Centenas de trabalhadores ajudaram a pôr fim a uma espera que ia muito além do tempo de travessia com o ferry boat. Era uma espera que segurava o desenvolvimento de Guaratuba e do Litoral do Paraná como um todo. A espera acabou.
Foram mais de mil trabalhadores que atuaram no pico da obra simultaneamente. Ao todo, são 3 milhões de homem/hora trabalhada – número de trabalhadores × hora trabalhadas – durante toda a obra, contribuindo para que fosse executada em tempo recorde. Pedreiros, carpinteiros, operadores de máquinas, armadores, soldadores, trabalhadores de Guaratuba ou de outras partes do Brasil. Todos em uma força-tarefa para concretizar o sonho dos paranaenses dentro do cronograma, seguido à risca.
Entre eles está Abrão de Oliveira, carpinteiro presente na obra desde o início, em abril de 2024. Morador de Guaratuba há 15 anos, ele sabe bem as dificuldades impostas durante anos pela falta da estrutura. “Muitas vezes eu passei perrengues aqui, indo para Paranaguá, encarando a fila da balsa. A ponte foi um bom projeto tirado do papel. Há muitos anos estávamos esperando por isso”, conta, orgulhoso por participar de um momento histórico para a cidade que o recebeu há mais de uma década.
“É um sentimento de muita honra. Estou feliz por isso e por ter ajudado o nosso Litoral, concluindo essa obra”, continua. E a família de Abrão em Reserva, sua cidade natal, já tem planos para vir conhecer a ponte que ele ajudou a construir. “Lembro dos parentes quando vinham para as praias, sempre me perguntavam ‘como é que está o andamento da obra?’. Todo mundo na expectativa para que quando acabasse não precisar encarar a fila do ferry boat”, comenta.
Presente desde as fases iniciais da construção da ponte, o pedreiro Walcir Andrade Tobias chegou para trabalhar na obra em setembro de 2024. Ele, que também é morador de Guaratuba, veio do Mato Grosso do Sul há mais de 30 anos. “Foi um grande privilégio poder construir essa ponte que é um sonho tanto nosso, enquanto trabalhadores, quanto de toda a população. Estamos aqui prestando um bom serviço, e creio que foi bom, porque estou até agora”, brinca.
Walcir enxerga na ponte a possibilidade de um futuro melhor para Guaratuba, sem esquecer da importância histórica que o ferry boat teve para a cidade. “Tinha que enfrentar esse abençoado ferry boat, e falo abençoado porque serviu não só a nós, mas a muita gente. Quando era para fazer viagem para lá, tinha toda aquela demora”, diz, apontando para o lado mais próximo de Matinhos.
“O nosso sonho sempre foi um dia falar que temos a ponte, mas ninguém de fato acreditava que esse dia chegaria e, graças a Deus, deu tudo certo”, complementa. “Faz mais de 30 anos que estou aqui e também estou incluído nesse sonho. Para mim, é um grande prazer ter essa ponte que veio para unir tudo aqui.”
E se engana quem pensa que apenas os paranaenses estavam ansiosos pela entrega da estrutura. “Todo ano meus irmãos vêm para cá e sempre me perguntam ‘e a ponte, vai sair?’. Hoje eles estão juntos na inauguração, então é um grande privilégio”, finaliza.
“PRIMEIRA PONTE” – Vindo de um pouco mais distante, a cerca de 1,2 mil km, o encarregado de montagem Alessandro Barreto saiu de Itumbiara, em Goiás, especialmente para trabalhar na Ponte de Guaratuba. Ele chegou em fevereiro de 2025 para atuar em um dos trechos mais icônicos da estrutura: o estaiado. “A minha trajetória foi no meio do mar, nos dois pilares centrais da ponte, apoio 4 e apoio 5”, explica.
“Por incrível que pareça, essa é a minha primeira ponte. Eu trabalhei a minha vida inteira em usinas hidrelétricas, então essa foi a primeira oportunidade que tive de trabalhar em uma estrutura como essa”, ressalta. Ele detalha a experiência de construir uma ponte estaiada. “A diferença é que aqui eu trabalho dentro do mar. Na hidrelétrica, trabalhamos primeiro na terra para depois encher e formar o rio da usina. Trabalhar na terra a gente já está acostumado. No mar foi a primeira vez, então achei mais interessante.”
E se a temperatura em Guaratuba pode passar dos 30ºC, a brisa do mar ajuda a diferenciar o calor daqui em comparação ao goiano. “Essas regiões mais frias eu já conhecia, pois trabalhei por aqui e em Santa Catarina também. Eu gosto muito dessa região e do frio, acho o clima bem gostoso. Quando surgiu a oportunidade de vir para o Paraná, eu não pensei duas vezes. Me adapto bem ao frio”, conta.
Agora, com a ponte entregue, o sentimento é de dever cumprido. “Fico muito feliz de ter participado desse projeto. Todo mundo aqui falava disso, só que eu não tinha conhecimento. A partir do momento que eu cheguei, as pessoas comentavam o quanto essa obra era esperada há anos, e hoje é um sonho que está acontecendo. Batalhamos muito para chegar no que está hoje para essa inauguração”, finaliza.
PONTE – Com investimento de mais de R$ 400 milhões do Governo do Estado, a obra ficou sob responsabilidade do Departamento de Estrada de Rodagens do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL), e foi executada pelo Consórcio Nova Ponte.
A Ponte de Guaratuba é uma das principais obras de infraestrutura do Paraná e conta com 1.244 metros de extensão, com quatro faixas de tráfego, duas faixas de segurança em cada sentido, calçadas com ciclovia e guarda-corpos. Contando com os acessos na PR-412, a obra compreende cerca de 3 quilômetros ao todo.
Fonte: Governo PR
-
Esportes6 dias agoInter empata com Botafogo em duelo movimentado no Beira‑Rio
-
Agro7 dias agoPreço do suíno cai no Brasil mesmo com exportações recordes e pressiona margens do produtor
-
Brasil6 dias agoÉ falso que o Ministério do Turismo vai monitorar dados pessoais de turistas; confira tudo sobre a Ficha Digital de Hóspedes
-
Esportes5 dias agoFlamengo atropela Atlético-MG por 4 a 0 no Brasileirão
-
Educação7 dias agoMEC promove Seminário Internacional de Gestão Educacional
-
Agro7 dias agoConsumo de diesel no Brasil deve bater recorde em 2026 com 70,8 milhões de m³, impulsionado pelo agronegócio
-
Polícial6 dias agoBaile do Espadim celebra início da formação de 101 cadetes da Polícia Militar do Paraná
-
Educação7 dias agoPé-de-Meia: estudantes podem conferir frequência nas aulas
