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MMA realiza debate sobre metodologias de certificação de créditos de carbono florestal

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) promoveu a 4ª Reunião do Grupo de Trabalho Técnico sobre Mensuração Relato e Verificação (GTT MRV) da Comissão Nacional para REDD+ (CONAREDD+) no último mês. Na ocasião, foi dado mais um passo para a implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE).  

O grupo de trabalho iniciou a discussão de metodologias de certificação de créditos de carbono florestal, com o objetivo de avaliar sua integridade ambiental e contribuir para a implementação da Lei 15.042/2024, que institui o SBCE. O encontro também promoveu o nivelamento de conceitos, com vistas à construção de entendimentos que orientem decisões futuras com base em evidências e consistência metodológica.  

O colegiado é coordenado pelo MMA e tem como atribuição estabelecer diretrizes para o pagamento por resultados na redução de emissões de gases de efeito estufa (REDD+). 

Divididos em subgrupos, os participantes debateram aspectos como escopo das metodologias, definição de floresta, linhas de base, quantificação de emissões, riscos e sistemas de monitoramento – no contexto dos mecanismos de REDD+ nacional e de programas jurisdicionais. 

A secretária nacional substituta de Mudança do Clima do MMA, Marcela Raposo, destacou que o tema está no centro das discussões sobre mitigação da mudança do clima. “Sem integridade ambiental, não temos um sistema de MRV robusto. Nesse contexto, a CONAREDD+ passa a ter um papel ainda mais estratégico, especialmente no que se refere às contribuições técnicas sobre metodologias de mensuração e à relação entre programas jurisdicionais e projetos de carbono florestal desenvolvidos no país”, detalhou. 

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O GTT MRV deve se reunir novamente em junho e a expectativa é que, até o fim de 2026, o grupo subsidie a CONAREDD+ para que emita recomendações sobre o credenciamento de metodologias na geração de créditos de carbono oriundos de projetos de REDD+ e de programas jurisdicionais.  

Como funciona 

A partir da implementação do SBCE, será estabelecido um limite para emissões de gases de efeito estufa a agentes regulados. Os agentes que emitirem mais do que seus limites precisarão comprar direitos de emissão, gerando incentivos econômicos para as empresas cumprirem compromissos ambientais e emitirem cada vez menos. Esse acerto de contas pode ser pela compra de cotas de outros agentes regulados, que tenham emitido menos que seus limites, ou buscando essa compensação de agentes não regulados, como do setor florestal e de uso da terra. 

Nesse sentido, cabe à CONAREDD+ orientar a integração das estratégias de redução de emissões por desmatamento e degradação florestal com os instrumentos de mercado previstos na lei, além de assegurar que a implementação ocorra em conformidade com salvaguardas socioambientais, transparência e participação social.  

A regulação técnica ambiental e garantia da integridade ambiental do SBCE estão a cargo do MMA, enquanto a regulação econômica e financeira do SBCE está sob responsabilidade do Ministério da Fazenda. 

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Para a secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, Cristina Reis, o trabalho conjunto será fundamental para a regulamentação da lei. “A Fazenda e o MMA têm um desafio semelhante relacionado às metodologias e aos critérios de credenciamento e descredenciamento de metodologias para os certificados de redução e remoção verificada de emissões no mercado regulado. Teremos que trabalhar em sintonia, e isso é muito importante”, ressaltou.  

GTT MRV  

Instituído pela Resolução nº 15 de 2024 da CONAREDD+, o GTT MRV tem como objetivo fornecer dados e parâmetros técnicos para as submissões brasileiras de REDD+ no âmbito da UNFCCC.  

Também é de responsabilidade do grupo avaliar e propor diretrizes de MRV aplicáveis a iniciativas de financiamento florestal em escala nacional, subnacional e a projetos de carbono florestal aderentes à Estratégia Nacional para REDD+ (ENREDD+), contribuindo para o fortalecimento da credibilidade das informações, sua consistência metodológica e harmonização nos relatos nacionais.  

Fazem parte do GTT MRV representantes do governo federal, estados, sociedade civil, setor privado e academia.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected] 
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Ministério dos Transportes autoriza início de obras ferroviárias em Barra Mansa (RJ)

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A movimentação de cargas entre Rio de Janeiro e São Paulo ganhará mais eficiência com o início das obras de adequação do Pátio Anísio Brás, em Barra Mansa (RJ). Nesta sexta-feira (24), o ministro dos Transportes, George Santoro, e o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, assinaram a ordem de serviço que autoriza o início da Ferrovia EF-105/RJ.

“O que importa é o impacto na vida das pessoas. Aqui, vamos reduzir riscos nas operações ferroviárias, aumentar a segurança e melhorar a mobilidade”, afirmou o ministro.

Com investimento de R$ 24,9 milhões e prazo de execução de 22 meses, as obras serão conduzidas pelo Consórcio Rio-Vale em um trecho de 6,24 quilômetros. O contrato prevê a elaboração do projeto executivo de engenharia, a execução das obras civis, além de serviços especializados e da implementação de programas ambientais em toda a área do pátio.

“Estamos implantando uma solução logística que vai transformar o dia a dia das pessoas que moram na cidade, ao transferir o pátio ferroviário para uma área mais adequada, liberando o fluxo de carros e melhorando a circulação da população no município”, explicou o secretário Leonardo Ribeiro.

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A adequação do Pátio Anísio Brás amplia a capacidade operacional da ferrovia e melhora as condições de circulação dos trens no trecho, tornando mais eficiente o transporte de cargas entre os estados carioca e paulista. A intervenção também organiza o tráfego de cargas e reforça a segurança e a fluidez das operações.

“Essa ordem de início representa um marco histórico. É uma transformação, com urbanização completa que já começa a acontecer, dignidade e investimento para a população”, finalizou o prefeito de Barra Mansa, Luiz Antônio Furlani Filho.

Novo complexo viário no Rio de Janeiro

Durante agenda no estado, o ministro dos Transportes inaugurou, na manhã desta sexta-feira (24), o Complexo Viário em Barra do Piraí (RJ). A estrutura reúne uma ponte de 135 metros sobre o Rio Paraíba do Sul e um viaduto rodoviário de 94 metros sobre a linha férrea, além de calçadas, acessos para pedestres, sinalização, iluminação, paisagismo e readequações viárias. 

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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