Agro
Rotas do Vinho de São Paulo chegam a 87 atrativos e impulsionam enoturismo e produção regional
Governo de SP lança segunda edição das Rotas do Vinho
O Governo de São Paulo lançou, nesta quinta-feira (26), a segunda edição do programa Rotas do Vinho de São Paulo, iniciativa que visa fortalecer a vitivinicultura paulista e promover o enoturismo.
Coordenado pela Casa Civil e InvestSP, o programa é desenvolvido pelas secretarias de Turismo e Viagens (Setur-SP), Desenvolvimento Econômico (SDE), Agricultura e Abastecimento (SAA) e Cultura, Economia e Indústrias Criativas.
A atualização inclui 87 atrativos voltados a experiências em vinícolas, sendo 22 enodestinos, distribuídos em cinco rotas e 38 municípios do estado.
Valorização da vitivinicultura e incentivo ao enoturismo
A segunda edição do programa consolida uma política pública estruturada para organizar territórios, estruturar a oferta turística e estimular investimentos em infraestrutura, qualificação profissional e promoção integrada.
O secretário de Turismo e Viagens, Roberto de Lucena, destaca:
“Os vinhos paulistas estão cada vez mais competitivos. A produção só aumenta e o reconhecimento dos nossos vinhos já pode ser celebrado mundo afora. Isso é resultado de um programa estruturado, fruto da parceria entre governo, produtores, sociedade civil e turistas, que validam as experiências em vinícolas.”
Resultados positivos para vinícolas e turismo
Levantamento do Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), realizado em setembro do ano passado, indicou que 73,7% das vinícolas participantes avaliam os resultados do programa como positivos.
Entre os principais impactos:
- 82% das vinícolas registraram aumento no número de visitantes, com crescimento médio de 27% no fluxo turístico
- Gasto médio por visitante: R$ 204, beneficiando diretamente a economia local e as propriedades produtoras de vinho
- Investimentos em infraestrutura: 92% das vinícolas iniciaram ou planejam melhorias, sendo 38,5% motivadas pelo aumento da demanda turística
- Geração de empregos: 67,9% das vinícolas contrataram novos funcionários, com 52,6% das contratações ligadas ao crescimento de visitantes
Diversificação de experiências para turistas
O programa também tem estimulado a ampliação da oferta turística nas vinícolas:
- 96% criaram ou expandiram experiências como degustações guiadas, passeios em vinhedos e eventos culturais e gastronômicos
- Mais da metade (55,6%) dessas iniciativas foi motivada pelo aumento da procura desde o início do programa
Com isso, as Rotas do Vinho de São Paulo reforçam o papel do enoturismo como vetor de desenvolvimento regional, valorizando a produção de vinhos e consolidando a experiência turística no interior paulista.
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Justiça Federal concede 10 anos para produtor pagar dívidas com a Caixa
A 2ª Vara Federal Cível e Criminal de Cáceres (MT) determinou que a Caixa Econômica Federal reestruture o pagamento de uma dívida de crédito rural de R$ 925,6 mil, concedendo ao produtor um prazo de 10 anos para a quitação, com a primeira parcela fixada para março de 2027. A decisão, proferida pela juíza federal Ana Lya Ferraz da Gama Ferreira no dia 1º de julho de 2026, suspende a execução extrajudicial que estava em curso pelo banco e blinda o produtor contra restrições cadastrais, ao mesmo tempo em que veda a cobrança de juros moratórios ou multas sobre o saldo devedor.
O despacho afasta a mora — a inadimplência técnica — e obriga o banco a reformular o contrato, fundamentando-se na comprovação técnica de uma quebra superior a 50% na produtividade da safra de soja na propriedade. Ao analisar o pedido, o Judiciário entendeu que o contrato original, diante dos prejuízos climáticos, tornava-se inexequível, ameaçando a continuidade da atividade agrícola. A decisão rejeitou o argumento da Caixa, que invocava o princípio da liberdade contratual e a nova regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN) para recusar o alongamento da dívida.
Impactos e desdobramentos
A decisão ocorre em um momento de tensão regulatória. No mesmo dia da sentença, entrou em vigor a Resolução nº 5.314 do CMN, que alterou o Manual de Crédito Rural (MCR) para conferir às instituições financeiras maior autonomia para decidir sobre prorrogações de dívidas, sob o critério de “conveniência e decisão” bancária. A sentença de Mato Grosso, portanto, não é apenas um caso isolado de cobrança, mas um sinal de alerta para o mercado financeiro: a autonomia concedida pelo CMN aos bancos não é absoluta perante o Judiciário.
Embora o efeito desta decisão não seja automático para outros produtores — ou seja, não se trata de uma lei que obriga todos os bancos a alongarem dívidas em todo o país —, o caso funciona como um “leading case” ou precedente persuasivo. Advogados do setor agropecuário devem utilizar este entendimento em outros tribunais para demonstrar que, quando há comprovação de frustração de safra, o direito ao alongamento da dívida de crédito rural deve prevalecer sobre normas administrativas de conveniência bancária.
O novo cenário de judicialização
Para o setor produtivo, a decisão abre uma porta de saída, mas exige cautela. O precedente demonstra que o Judiciário não agirá como um “cancelador” de dívidas. A magistrada só concedeu o benefício porque a defesa apresentou laudos técnicos irrefutáveis sobre a quebra de produtividade. Isso sinaliza que produtores que buscam o Judiciário para evitar a falência precisarão de governança impecável: contabilidade em dia, monitoramento climático e provas técnicas de que a inadimplência é fruto do clima, não de má gestão.
Para o sistema financeiro, a notícia traz um aumento no risco de “judicialização” do crédito rural. Se os tribunais consolidarem o entendimento de que a prorrogação de 10 anos é uma medida de justiça social e econômica, os bancos serão forçados a recalibrar suas carteiras de risco. O efeito prático disso pode ser uma maior seletividade na concessão de crédito, com exigências mais rigorosas de garantias, ou até mesmo um aumento nas taxas de juros para compensar a possibilidade de, em caso de quebra de safra, o pagamento ser alongado judicialmente por uma década.
O caso segue para as instâncias superiores, já que a Caixa Econômica Federal deve recorrer da decisão. Até que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) pacifique o tema, o cenário será de insegurança jurídica, com produtores buscando amparo nos tribunais federais para garantir a viabilidade das lavouras em anos de insucesso climático.
Fonte: Pensar Agro
-
Agro5 dias agoMonitoramento via satélite passa a ser exigência para exportações do agronegócio brasileiro
-
Brasil6 dias agoMinistério dos Transportes inicia nova etapa das obras do Arco Metropolitano de Maceió
-
Brasil6 dias agoSaúde amplia acesso a cuidados especializados com inclusão da infectologia no programa Agora Tem Especialistas
-
Brasil5 dias agoMinistério dos Transportes, ANTT e Arteris firmam protocolo para acelerar melhorias na BR-116/376/PR e BR-101/SC
-
Paraná5 dias agoStartup incubada no Tecpar desenvolve tecnologia para aprimorar produção farmacêutica
-
Agro4 dias agoCafé dispara nas bolsas com clima, atraso na colheita e atuação dos fundos; mercado volta a ganhar força
-
Paraná4 dias agoSanepar publica edital para implantação de sistema de abastecimento integrado no Norte do Paraná
-
Esportes4 dias agoFrança domina Suécia e carimba passaporte para as oitavas de final da Copa do Mundo
