Agro
Brasil colhe primeira safra de batata de baixo carbono com redução de até 40% nas emissões
Parceria inédita leva batata de baixo carbono ao mercado brasileiro
O Brasil já colhe a primeira safra de batatas com baixíssima pegada de carbono, resultado de uma parceria entre a Yara e a PepsiCo. A iniciativa utiliza fertilizantes de menor intensidade de carbono e representa um avanço inédito no país para a cultura da batata.
Com isso, batatas destinadas à produção de chips já começam a chegar ao mercado, com potencial de reduzir em até 40% a pegada de carbono na produção agrícola. O projeto também integra uma estratégia mais ampla, que envolve outros países da América Latina, com foco na agricultura regenerativa.
Fertilizantes de baixa emissão são destaque do projeto
O diferencial da iniciativa está no uso de fertilizantes do portfólio Yara Climate Choice, desenvolvidos com tecnologias que reduzem significativamente as emissões de gases de efeito estufa (GEE).
Ao contrário dos fertilizantes convencionais, produzidos com base em gás natural, esses insumos utilizam fontes de menor emissão, reduzindo entre 60% e 90% os gases gerados no processo de fabricação.
Além disso, as formulações são otimizadas para melhorar a absorção de nutrientes pelas plantas, aumentando a eficiência produtiva. Dependendo das condições de cultivo, a redução da pegada de carbono nas lavouras pode variar entre 20% e 40%.
Projeto piloto no Paraná envolve produtores e tecnologia
O projeto piloto foi implementado no Paraná, com a participação de seis agricultores em uma área aproximada de 130 hectares destinados à produção de batata para chips.
A iniciativa inclui:
- Apoio na aquisição de fertilizantes de menor impacto ambiental;
- Assistência técnica especializada;
- Incentivo à adoção de práticas agrícolas sustentáveis.
A expectativa é que o programa seja ampliado no Brasil nos próximos anos, incluindo outras culturas e regiões.
Sustentabilidade alinhada à estratégia global
A ação está conectada à plataforma global PepsiCo Positive (pep+), que orienta as estratégias da PepsiCo com foco em sustentabilidade e responsabilidade socioambiental.
A companhia ampliou suas metas agrícolas e pretende impulsionar práticas de agricultura regenerativa em cerca de 4 milhões de hectares até 2030, abrangendo áreas onde são cultivadas suas principais matérias-primas.
Além da batata, a Yara também vem expandindo parcerias em cadeias como café, cacau e citros, com o objetivo de acelerar a descarbonização no campo.
Produção mais eficiente e impacto na qualidade dos alimentos
A adoção de práticas sustentáveis na produção de batatas não traz apenas benefícios ambientais, mas também impacta diretamente a qualidade dos produtos finais, como snacks de marcas amplamente conhecidas no mercado.
Segundo as empresas envolvidas, a integração entre produtores, indústria e fornecedores de insumos é fundamental para viabilizar a transição para uma agricultura de baixo carbono, mantendo competitividade e rentabilidade no campo.
Monitoramento das emissões garante transparência
A mensuração das emissões de gases de efeito estufa geradas no projeto será realizada por meio da ferramenta Cool Farm Tool, que fornece métricas padronizadas para avaliação de impacto ambiental.
A plataforma considera indicadores como emissões, biodiversidade, uso de água e desperdício de alimentos, com base em metodologias reconhecidas internacionalmente, incluindo diretrizes do IPCC.
Caminho para uma agricultura mais sustentável no Brasil
A iniciativa reforça o avanço da agricultura regenerativa no Brasil, mostrando que é possível conciliar produtividade, redução de emissões e geração de valor ao produtor.
Com a expansão desse modelo, a tendência é de que novas cadeias produtivas adotem soluções semelhantes, contribuindo para uma produção agrícola mais sustentável e alinhada às demandas globais por menor impacto ambiental.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Consumo de máquinas e equipamentos avança 1,2% em março e atinge maior nível de importações da história
O consumo de máquinas e equipamentos no Brasil registrou crescimento de 1,2% em março de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) durante a Agrishow, maior feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina.
O levantamento também aponta um recorde nas importações, que alcançaram US$ 3,1 bilhões no mês — o maior valor desde o início da série histórica, em 1999. O avanço foi puxado principalmente pela entrada de componentes industriais e máquinas destinadas à extração de petróleo.
Importações impulsionam resultado no trimestre
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o consumo do setor apresentou alta de 4,2%. O desempenho foi sustentado, sobretudo, pela maior demanda por máquinas rodoviárias e equipamentos voltados à movimentação e armazenagem de materiais.
Nesse período, as importações desses segmentos cresceram de forma expressiva, com avanço de 20% em máquinas rodoviárias e de 28% em equipamentos logísticos, refletindo investimentos em infraestrutura e armazenagem.
Indústria opera próxima de 80% da capacidade
Outro indicador relevante foi o aumento no nível de utilização da capacidade instalada da indústria de máquinas e equipamentos. Em março, o índice atingiu 79,9%, alta de 1,4% em relação a fevereiro e 2,3 pontos percentuais acima do registrado no mesmo mês de 2025.
O resultado indica que o setor industrial segue operando próximo do seu limite produtivo, sinalizando uma recuperação gradual da atividade.
Emprego segue em alta no setor
Mesmo diante de oscilações nas vendas, o setor mantém trajetória positiva na geração de empregos. Nos últimos 12 meses, foram criados 122,5 mil postos de trabalho, o que representa crescimento de 6,5% em relação ao período anterior.
De acordo com a avaliação da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, as empresas têm optado por preservar seus quadros de funcionários, apostando em uma recuperação no curto prazo.
Expectativa é de retomada com expansão do agro
A perspectiva do setor está diretamente ligada ao crescimento do agronegócio brasileiro. A ampliação das exportações de alimentos, estimada em até 30%, depende do aumento da área plantada e, consequentemente, da demanda por máquinas agrícolas.
Nesse contexto, a avaliação é de que o atual momento de desaceleração nas vendas seja temporário. A manutenção da mão de obra qualificada é vista como estratégica, já que profissionais treinados são considerados ativos essenciais para sustentar a retomada do crescimento.
Fonte: Portal do Agronegócio
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