Paraná
G2 Cia de Dança fará apresentações em Francisco Beltrão e Telêmaco Borba
Após emocionar plateias em Maringá, Campo Mourão e Guarapuava na primeira circulação de 2026, a G2 Cia de Dança do Centro Cultural Teatro Guaíra retoma a turnê pelo Paraná neste mês de abril com duas novas apresentações do espetáculo “GAG – Uma livre adaptação de Heinrich Von Kleist sobre o Teatro de Marionetes”. A próxima parada será em Francisco Beltrão, no dia 17, seguida por Telêmaco Borba, no dia 21, ambas com entrada gratuita. As apresentações anteriores já reuniram cerca de mil espectadores nas primeiras três cidades.
Os ingressos devem ser retirados antecipadamente pelo Sympla. Além das apresentações, em parceria com as prefeituras, estão previstas atividades de integração dos membros da companhia com o público de pessoas idosas das cidades, como visitas aos ensaios e bastidores e sessões de bate-papo com os bailarinos.
Dirigido por Gabriel Villela e com direção adjunta de Ivan Andrade, o espetáculo tem se destacado pela força poética e a linguagem híbrida, que mescla dança contemporânea, teatro e referências do universo circense. “É um espetáculo muito bem-sucedido, que já realizou temporadas marcantes e vem emocionando pelo seu poder de comunicação e beleza cênica. Por ser uma temporada curta, é uma oportunidade única. Para quem já assistiu, rever o espetáculo, e para quem ainda não viu, aproveitar a chance de conhecer esta obra no palco”, afirma Andrade.
Livremente inspirado no ensaio “Sobre o Teatro de Marionetes”, de Heinrich von Kleist, o espetáculo também dialoga com as gags — esquetes humorísticas do universo circense — e com a peça “Os Gigantes da Montanha”, de Luigi Pirandello. Em cena, os bailarinos transitam entre o humano e o fantasmagórico, incorporando a metáfora das marionetes para refletir sobre a condição existencial do homem.
Como aponta o diretor artístico do Centro Cultural Teatro Guaíra, Áldice Lopes, a dramaturgia se assemelha ao trabalho de um tecelão. “Cada elemento é entrelaçado como fios de uma trama e cria um tecido cênico que se estende aos figurinos, adereços e cenografia. O resultado é uma visualidade singular, na qual diferentes referências se articulam em uma unidade estilística”, disse.
Outro destaque de “GAG” está nos figurinos, produzidos artesanalmente em Minas Gerais, com tecidos elaborados em teares manuais e tingidos com corantes naturais. Cada cartela de cores foi cuidadosamente pensada para potencializar a atmosfera poética do espetáculo.
25 ANOS DE DANÇA – Com maturidade técnica e sensibilidade artística, a G2 Cia de Dança é a única companhia sênior em atividade na América Latina e completou 25 anos em 2025. O grupo vem se consolidando como um espaço de experimentação e inovação na cena cultural da dança.
Inspirado em uma companhia pública holandesa formada por bailarinos master, o projeto surgiu com o propósito de explorar novos rumos e estéticas na linguagem da dança contemporânea, com liberdade criativa e valorização da maturidade artística dos bailarinos.
Atualmente, o elenco da G2 Cia de Dança é composto por nove bailarinos: Clionise de Barros, Júlio Mota, Rogério Halila, Leandro Nascimento, Cinthia Andrade, Grazianni Canalli, Neury Gaio, Daisy Wor e Ricardo Garanhani. Em GAG, eles compartilham o palco com o ator e músico convidado Renet Lyon.
Serviço:
G2 Cia de Dança – Centro Cultural Teatro Guaíra
“GAG – Uma livre adaptação de Heinrich Von Kleist sobre o Teatro de Marionetes”
Francisco Beltrão
17 de abril (sexta-feira), às 19h
Teatro Municipal Eunice Sartori (Rua Octaviano Teixeira dos Santos, 1.121, Centro)
Entrada gratuita | Os ingressos devem ser retirados antecipadamente pelo Sympla ou no Teatro
Telêmaco Borba
21 de abril (segunda-feira), às 19h
Teatro Casa da Cultura (Avenida Prefeito Cacildo Batista de Arpelau, 550, Centro)
Entrada gratuita | Os ingressos devem ser retirados antecipadamente pelo Sympla ou na Secretaria de Cultura da cidade.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ponte de Guaratuba aposenta ferry boat após mais de 60 anos de travessias
A liberação definitiva do tráfego de veículos pela Ponte de Guaratuba, na manhã deste domingo (3), significou também a aposentadoria do ferry boat que fazia a travessia da Baía de Guaratuba há mais de 60 anos. O serviço iniciou a operação na década de 1960 como uma alternativa para ligar as duas margens da baía, já que o acesso a Guaratuba só era possível por Santa Catarina ou utilizando embarcações menores apenas para pedestres.
O contrato de concessão do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) com a empresa responsável pelo serviço permanece por mais 90 dias. Com o encerramento da travessia, as áreas de entorno, que eram utilizadas para a atracagem, serão fechadas para finalização da obra. “Agora é a aposentadoria do ferry boat. Depois de mais de 60 anos ele está em condições de se aposentar porque as pessoas vão passar por cima da ponte”, disse o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti.
O primeiro ferry boat a fazer a travessia na Baía de Guaratuba é de 1960, criado pelo governador Moisés Lupion. A embarcação, de madeira, media 27 metros de comprimento por 10 metros de largura e contava com dois motores GM de 130 cavalos. A balsa transportava 12 veículos e cerca de 100 pessoas e não comportava ônibus.
Com a construção da ponte, que tem 1.240 metros de extensão e recebeu investimento de R$ 400 milhões do Governo do Estado, as estruturas que abrigam hoje o ferry boat terão nova função. O governo planeja uma revitalização completa do local e construir um complexo náutico para fomentar o turismo no Litoral.
HISTÓRICO – Antes da implantação do ferry boat, o acesso dos moradores de Guaratuba a Caiobá, às demais praias do Estado e também a Curitiba era muito precário. Era preciso dar a volta por Garuva, em Santa Catarina, usando uma estradinha de terra que ficava praticamente intransitável quando chovia. O asfalto só chegou em 1966. Outra opção, mais rápida, era fazer a travessia por barcos, serviço que era operado por pequenas lanchas da Empresa Balneária, ou tomar ônibus em Caiobá e Matinhos.
De acordo com o DER/PR, a primeira embarcação para o transporte de veículos foi construída pelo imigrante português João Lopes Rodrigues, com motor e material doado pelo Estado, e era semelhante às antigas caravelas portuguesas. Ela foi batizada com o nome de Ayrton Cornelsen, em homenagem ao então diretor do DER/PR.
O serviço foi aprimorado ao longo dos anos, com a modernização e ampliação no número de embarcações e melhorias também nos atracadouros. Atualmente, a travessia era feita por seis embarcações: os ferry boats Piquiri, Guaraguaçu, Nhundiaquara e os conjugados Balsa Vitória/ Rebocador Inter XV, Balsa Grega II / Rebocador Granfino e Balsa Equip400/Rebocador Sol de Verão.
COMPLEXO NÁUTICO – A previsão é de que as obras do Complexo Náutico de Guaratuba iniciem em 2027 por meio de um contrato de concessão do terreno à iniciativa privada. O prazo de execução é de até cinco anos, mas ele poderá ser antecipado pela futura concessionária a ser contratada.
O projeto vem sendo trabalhado pela Secretaria do Estado do Planejamento (Sepl) desde o ano passado. Ele prevê a construção de um complexo com cerca de 12 mil metros quadrados de área construída, em um terreno de mais de 30 mil metros quadrados – que inclui o atual canteiro de obras da ponte –, com a maior parte destinada ao uso público.
A marina, principal estrutura do empreendimento, contará com 303 vagas molhadas (para embarcações atracadas na baía) e 400 vagas secas (para embarcações alocadas internamente). Também está previsto estacionamento para 208 veículos, espaços de convivência, lazer e serviços, incluindo restaurantes, lojas e estrutura para eventos.
O investimento será de aproximadamente R$ 100 milhões, por meio da cessão do terreno para a instalação do futuro complexo. As obras deverão ser custeadas pela concessionária do espaço, a ser definida via processo licitatório. Também caberá à empresa vencedora a manutenção do local pelo período do contrato, com duração de 30 anos.
A licitação será feita na modalidade de concorrência pública, o que deve gerar uma economia de R$ 20 milhões para o Estado ao longo das três décadas, segundo os estudos da Sepl, além de garantir maior competitividade entre os interessados. Após a conclusão do projeto, o processo de concessão e a fiscalização do contrato serão conduzidos pela Secretaria da Infraestrutura e Logística (Seil), já que as áreas do ferry boat pertencem ao Estado e são administradas pelo DER/PR.
Fonte: Governo PR
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