Agro
Senar lança cartilha sobre produção de chocolate e incentiva agregação de valor ao cacau
Senar disponibiliza cartilha sobre produção de chocolate
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural lançou a cartilha “Agroindústria: produção de chocolate da árvore à barra”, com orientações técnicas que abrangem todas as etapas da cadeia produtiva do cacau e do chocolate.
O material está disponível gratuitamente na plataforma digital Senar Play, em formato interativo, permitindo acesso a conteúdos complementares.
Foco na geração de renda do produtor rural
A iniciativa foi desenvolvida com o objetivo de ampliar as oportunidades de renda para os produtores de cacau.
Segundo o assessor técnico do Senar, Mateus Tavares, a cartilha propõe duas estratégias principais:
- Melhoria da qualidade das amêndoas
- Incentivo ao empreendedorismo no meio rural
A proposta é permitir que o produtor alcance mercados mais exigentes, com maior valor agregado, reduzindo a dependência das oscilações típicas das commodities.
Qualidade do cacau abre portas para mercados premium
O aprimoramento da qualidade das amêndoas é um dos pilares do material. Com melhores práticas, o produtor pode acessar nichos mais valorizados, que remuneram melhor pela qualidade e origem do produto.
Além disso, a cartilha incentiva a transformação da matéria-prima dentro da propriedade, com a produção de chocolate artesanal, criando novas alternativas de comercialização.
Conceitos de “tree to bar” e “bean to bar” ganham destaque
O material apresenta conceitos importantes para a cadeia do cacau, como os modelos tree to bar (da árvore à barra) e bean to bar.
O conceito tree to bar propõe que o próprio produtor realize todas as etapas, desde o cultivo do cacau até a produção do chocolate final. Isso permite maior controle de qualidade e a criação de produtos diferenciados no mercado.
Essa estratégia é especialmente relevante em períodos de baixa nos preços da commodity, pois possibilita rotas alternativas de comercialização com maior valor agregado.
Cartilha aborda todas as etapas da produção
O conteúdo reúne orientações práticas que vão desde o campo até a indústria, incluindo:
- Pré-processamento do cacau: colheita, fermentação e secagem
- Processamento industrial: torra, refino, conchagem, temperagem e moldagem
- Avaliação da qualidade das amêndoas
- Identificação de defeitos no produto final
- Ingredientes utilizados nas formulações
- Legislação brasileira para chocolates
Plataforma Senar Play reúne conteúdos interativos
A cartilha está disponível na plataforma Senar Play, que oferece acesso a diversos materiais educativos voltados ao agronegócio.
O formato interativo permite ao usuário navegar por links e conteúdos complementares, ampliando o aprendizado sobre a cadeia do cacau.
Além da publicação, o Senar disponibiliza cursos e capacitações específicas para produtores interessados em aprimorar a produção e agregar valor ao produto final.
Capacitação fortalece a cadeia do cacau no Brasil
A iniciativa reforça o papel da capacitação técnica e do empreendedorismo no fortalecimento da cadeia produtiva do cacau no país.
Ao incentivar a produção de chocolate dentro das propriedades, o Senar contribui para diversificação de renda, valorização do produto nacional e desenvolvimento sustentável do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Déficit de armazenagem de grãos no Brasil exige R$ 148 bilhões em investimentos e acende alerta logístico para safra 2025/26
O Brasil precisará investir cerca de R$ 148 bilhões para zerar o déficit de armazenagem de grãos na safra 2025/26, segundo estimativa da Kepler Weber, referência na América Latina em soluções de pós-colheita. O gargalo estrutural ameaça a eficiência logística do agronegócio e amplia os custos ao longo de toda a cadeia produtiva.
De acordo com dados da consultoria Cogo Inteligência de Mercado, a produção brasileira deve alcançar 357 milhões de toneladas de grãos na temporada 2025/26. No entanto, a capacidade estática de armazenagem no país está estimada em apenas 223 milhões de toneladas, gerando um déficit expressivo de aproximadamente 135 milhões de toneladas.
Gargalo histórico impacta competitividade
O CEO da Kepler Weber, Bernardo Nogueira, destaca que o problema é estrutural e já se tornou um dos principais entraves do agronegócio brasileiro.
Segundo ele, o volume que o país não consegue armazenar se aproxima da produção total de grãos da Argentina, evidenciando a dimensão do desafio. Apesar da alta eficiência produtiva dentro das propriedades rurais, o déficit no pós-colheita reduz a competitividade e gera perdas financeiras relevantes.
Crescimento da produção supera expansão da armazenagem
Outro ponto crítico é o descompasso entre o avanço da produção e a expansão da infraestrutura. Enquanto a capacidade estática cresce cerca de 2,4% ao ano, a produção de grãos avança em ritmo superior, na casa de 4,4% ao ano.
Esse cenário agrava o déficit ao longo do tempo, principalmente em regiões estratégicas como o Mato Grosso, maior produtor de grãos do país e que concentra o maior número de unidades armazenadoras.
Armazenagem nas fazendas ainda é limitada
O levantamento também aponta a baixa participação das estruturas dentro das propriedades rurais. Atualmente, apenas 16% da capacidade de armazenagem brasileira está localizada nas fazendas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Em comparação, nos Estados Unidos esse percentual chega a cerca de 65%, o que garante maior autonomia ao produtor, melhora a gestão da comercialização e reduz a pressão sobre a logística.
Custos logísticos aumentam e pressionam o sistema
A falta de armazenagem adequada faz com que alternativas improvisadas sejam adotadas, como o uso de caminhões e estruturas temporárias. Na prática, isso transforma o transporte em extensão da armazenagem, elevando custos com frete, pressionando portos e comprometendo a eficiência operacional.
Especialistas alertam que, sem um avanço consistente nos investimentos em infraestrutura de armazenagem — especialmente dentro das propriedades — o Brasil continuará enfrentando perdas, gargalos logísticos e redução de competitividade no mercado global de grãos.
Perspectiva para o setor
O cenário reforça a necessidade de políticas públicas, crédito direcionado e maior participação da iniciativa privada para ampliar a capacidade estática no país. A modernização do sistema de armazenagem é vista como etapa fundamental para sustentar o crescimento da produção agrícola brasileira nos próximos anos e garantir maior rentabilidade ao produtor rural.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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