Educação
Painel Educação valoriza a trajetória feminina nas artes
O edifício-sede do Ministério da Educação (MEC), em Brasília, guarda uma obra de grande valor para a arte de Brasília e do Brasil: é o Painel Educação, que segue em processo de restauro no nono andar. A obra histórica criada pela artista Gilda Reis (1928-2017) é um afresco, uma pintura feita diretamente na parede, e foi encomendada pelo arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) em 1960, durante a construção da capital federal.
Na obra, a artista carioca apresentou duas realidades distintas. De um lado, estudantes uniformizados e sorridentes e, do outro, uma mãe e seus filhos descalços, com olhares distantes e sem esperança. Décadas atrás, o mural de 15 metros quadrados ficava em lugar de destaque no gabinete do ministro, sendo um símbolo do compromisso com a educação pública, contudo, no decorrer dos anos, a pintura passou por períodos de descaso e negligência.
A restauração do painel ficou a cargo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). A parceria do MEC com a universidade acontece por meio de um termo de execução descentralizada (TED) e integra o Programa Multiações para o Patrimônio Cultural, do curso de conservação e restauração de bens culturais móveis da universidade. A finalização da restauração e a entrega da obra estão previstas para o segundo semestre de 2026.
Visibilidade – O professor de história da arte no Departamento de Museologia, Conservação e Restauro (DMCOR), do Instituto de Ciências Humanas (ICH) da UFPel, Roberto Heiden, ressalta que a restauração do Painel Educação representa uma contribuição importante para a história da arte brasileira e para a preservação do patrimônio nacional. “É fundamental salientar que se trata da obra de uma artista mulher e que, no contexto da história da arte no Brasil, não faltam exemplos de invisibilização de trajetórias femininas”, afirma o representante da universidade.
De acordo com o especialista, muitas vezes, ao longo de sua carreira, a pintora Gilda Reis foi exaltada pela imprensa da época por sua beleza. No entanto, ela revelava desconforto ao ver sua produção artística ser relegada a segundo plano diante de seu aspecto físico. Heiden destaca que essa inversão de valores é característica de uma sociedade em que o machismo estrutural se manifesta de múltiplas formas.
“Durante o período em que Gilda Reis pintou o mural Educação, do Ministério da Educação, esse aspecto ganhou contornos inesperados. O convite para a realização da obra, feito por Niemeyer, chegou a Gilda por intermédio de seu irmão, o arquiteto Wilson Reis Neto, então integrante de sua equipe. Em entrevista ao Correio Braziliense (8 mar. 2009, p. 1), Gilda declarou: ‘Niemeyer não sabia que o Wilson era meu irmão e muito menos que eu era uma mulher. Ficou com os olhos daquele tamanho ao me ver pintando o mural, mas não disse nada’”, exemplifica.
Sobre a parceria entre eles, Heiden enfatiza que o atual projeto de restauração do mural tem colaborado para a revalorização da obra de Gilda Reis. “Esse é um fato significativo, sobretudo porque é pouco comum encontrar mulheres atuando na pintura mural no Brasil ao longo do século XX”, pontua.
Perfil – Nascida no Rio de Janeiro, Gilda Reis Neto teve longa trajetória artística e participou de mais de cinquenta exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Estudou com Ivan Serpa e André Lhote no Brasil e, em Paris, foi bolsista do governo francês na Académie de la Grande Chaumière e no Ateliê Kokoschka. Em Brasília, pintou murais na Escola Parque da 307/308 Sul, no Plano Piloto, entre 1959 e 1961, e no Iate Clube de Brasília, em 1962. Todos foram destruídos. Outros murais da artista encontram-se no Museu Casa dos Pilões, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, e em uma residência particular em Anápolis (GO).
Gilda foi condecorada com a medalha de bronze no 33º Salão de Artes Plásticas da Associação dos Artistas Brasileiros no Rio de Janeiro em 1962; participou da VII Bienal de São Paulo em 1963; e foi artista convidada do 2º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal em Brasília em 1966. Entre 1967 e 1982, viveu e trabalhou nos Estados Unidos e na Argentina, retornando ao Brasil em 1982. Continuou a expor até 1999, quando fez sua última exposição individual no Rio de Janeiro.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
Educação
MEC autoriza reforma no Campus Franco da Rocha do IFSP
O Ministério da Educação (MEC) autorizou, nesta sexta-feira, 3 de julho, o início das obras no Campus Franco da Rocha do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). Ao todo, estão previstos R$ 42,1 milhões em investimentos para a reforma de uma área tombada de 14 mil m² e aquisição de equipamentos e mobiliários para a unidade, que faz parte do plano de expansão dos institutos federais. A assinatura do termo de autorização ocorreu no Complexo Hospitalar do Juquery, no município de Franco da Rocha (SP), com a presença do ministro da Educação, Leonardo Barchini.
A reforma tem investimento previsto de R$ 37,1 milhões e abrange o conjunto de prédios que foram cedidos para uso do IFSP, denominado Área Central, e o Complexo Hospitalar do Juquery. A iniciativa também contará com aporte de R$ 5 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) para a aquisição de equipamentos e mobiliário.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou os investimentos e ampliação dos Institutos Federais pelo país.
“Em 1909, quando foi criado o primeiro Instituto Federal, existiam apenas 140 escolas no país. O estado de São Paulo tinha três. Hoje, o Brasil passa de 140 para 799 Institutos Fede, só nesse governo. Isso é resultado de decisão política e da prioridade dada à educação.”
Leonardo Barchini, ministro da Educação
Até a conclusão da sede definitiva, as atividades do campus serão realizadas em um espaço provisório cedido pela Prefeitura de Franco da Rocha. A estrutura conta com quadra poliesportiva, duas salas de aula com capacidade para 40 estudantes cada, laboratório de informática com instalação prevista para 40 computadores, cozinha, área de convivência, banheiros feminino e masculino, sala da direção e sala dos professores.
Expansão e consolidação – Por meio do Novo PAC, o governo federal está investindo R$ 2,7 bilhões para expansão dos institutos federais, implantando mais de 100 novas unidades em todo o país. A previsão é criar mais de 155 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica, principalmente de cursos técnicos integrados ao ensino médio. Cada campus recebe investimento médio de R$ 25 milhões e terá capacidade de atender, em média, 1.400 estudantes. O MEC destina, por meio do Novo PAC, R$ 370 milhões para a implementação e aquisição de equipamentos e mobiliário das unidades de São Paulo – Jardim Ângela; São Paulo – Cidade Tiradentes; São Paulo – Jaçanã; Osasco; Santos; Diadema; Ribeirão Preto; Sumaré; Franco da Rocha; Cotia; Carapicuíba; São Vicente; Mauá; Guarujá; Serrana; e São Bernardo do Campo.
O Novo PAC também prevê recursos para a consolidação dos institutos federais, com investimento de R$ 1,6 bilhão. Essa ação tem como foco os campi que ainda não possuem infraestrutura completa. Durante a consolidação, as prioridades para investimento são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em instalações definitivas. Para o IFSP, os investimentos na ação de consolidação somam R$ 247,7 milhões. No período de 2023 a 2026, já foram repassados R$ 167 milhões. Ainda estão previstos outros R$ 80 milhões no âmbito do Novo PAC. Para os valores descentralizados, já estão inclusos os aditivos, no valor de R$ 24,9 milhões.
Institutos Federais – Cada instituição é composta por estruturas multicampi que atuam como unidades descentralizadas de ensino, pesquisa, extensão e inovação, garantindo a presença da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica em todo o território nacional. Além de ofertarem cursos de educação profissional e tecnológica (EPT), essas unidades promovem o desenvolvimento local e regional, alinhadas às vocações e aos setores produtivos.
A Rede Federal é composta atualmente por 730 unidades, vinculadas a 39 institutos federais, a dois Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), à Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), a 22 escolas técnicas vinculadas às universidades federais e ao Colégio Pedro II.
Resumo | Mais educação para São Paulo
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)
Fonte: Ministério da Educação
-
Agro7 dias agoPlano Safra 2026/27 será lançado terça e deve ficar entre R$ 570 e R$ 652 bi
-
Agro7 dias agoGoverno Federal lança Plano Safra 26/27 nesta terça-feira (30)
-
Brasil7 dias agoMinistério da Saúde inaugura primeira UTI inteligente do SUS no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ)
-
Agro4 dias agoMonitoramento via satélite passa a ser exigência para exportações do agronegócio brasileiro
-
Brasil5 dias agoMinistério dos Transportes inicia nova etapa das obras do Arco Metropolitano de Maceió
-
Paraná6 dias agoParaná é o primeiro estado da força-tarefa brasileira a entrar em operação na Venezuela
-
Paraná6 dias agoConstrução de complexo religioso em Piraquara reforça turismo da fé no Paraná
-
Brasil5 dias agoSaúde amplia acesso a cuidados especializados com inclusão da infectologia no programa Agora Tem Especialistas
