Agro
Agrodefesa atualiza regras fitossanitárias para transporte interestadual de banana em Goiás
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) orienta produtores sobre as novas regras fitossanitárias para o transporte interestadual de banana, após a exclusão da Sigatoka-negra da lista oficial de Pragas Quarentenárias Presentes. A mudança foi oficializada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) por meio da Portaria SDA/Mapa nº 1.577, de 18 de março de 2026.
Segundo o gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, a decisão foi motivada pela ampla disseminação do fungo no território nacional, com registros em 24 estados. “Mesmo com a exclusão da Sigatoka-negra da lista de pragas quarentenárias, a Agrodefesa continuará mantendo as Áreas Livres e as Áreas sob Sistema de Mitigação de Risco, garantindo a comercialização da banana para estados exportadores”, afirma.
Certificação Fitossanitária e PTV permanecem obrigatórias
Macedo destaca que a Certificação Fitossanitária de Origem (CFO) e a Permissão de Trânsito de Vegetais (PTV) continuam obrigatórias devido à presença da praga quarentenária Ralstonia solanacearum raça 2, conhecida como moko da bananeira, conforme estabelece a Instrução Normativa Federal nº 17/2009.
Orientações aos produtores goianos
O coordenador do Programa Estadual da Banana, Juracy Rocha Braga Filho, reforça que os produtores devem seguir medidas preventivas para reduzir a disseminação de doenças na cultura. Entre as principais recomendações estão:
- Cadastro obrigatório das propriedades junto à Agrodefesa;
- Não utilização de mudas clandestinas;
- Evitar multiplicação de mudas próprias sem controle técnico;
- Transporte da produção em caixas plásticas higienizadas, sempre acompanhadas da documentação exigida.
Normas para trânsito e comercialização em Goiás
Para mudas, frutos e partes de plantas de banana e helicônia, permanecem vigentes:
- Instrução Normativa Federal nº 17/2005;
- Instrução Normativa Estadual nº 12/2018, que estabelece normas técnicas para produção, transporte e comercialização;
- Instrução Normativa Estadual nº 007/2016, que regulamenta a emissão de documentos fitossanitários no estado, incluindo a Autorização de Trânsito Vegetal (ATV), a Autorização de Trânsito Vegetal Consolidada (ATVC) e a Ficha de Inspeção Fitossanitária (FIF).
Sigatoka-negra: impactos e cuidados na banana
A Sigatoka-negra é considerada uma das pragas mais severas da bananicultura mundial. Detectada pela primeira vez no Brasil em fevereiro de 1998, no Amazonas, atualmente ocorre na maior parte do país. Causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis, a doença provoca:
- Lesões nas folhas que reduzem a área fotossintética;
- Comprometimento da produtividade, com perdas que podem chegar a 100% em áreas sem controle;
- Surgimento de estrias iniciais na face inferior das folhas, evoluindo para manchas escuras e necrose.
A disseminação da Sigatoka-negra é favorecida por condições de alta umidade, temperaturas elevadas e vento, afetando principalmente as variedades prata e cavendish. Em regiões onde é introduzida, pode substituir a Sigatoka-amarela em poucos anos, exigindo atenção constante dos produtores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações de carne bovina batem recorde em 2026 e reforçam força da pecuária brasileira no mercado global
As exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo histórico em 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), mostram que os embarques da proteína atingiram volume recorde entre janeiro e maio, consolidando o mercado externo como um dos principais sustentáculos da pecuária nacional.
Nos cinco primeiros meses do ano, o Brasil exportou 1,36 milhão de toneladas de carne bovina, o maior volume já registrado para o período desde o início da série histórica da Secex, em 1997. O resultado representa crescimento de 14,4% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e avanço de 26,6% frente aos embarques registrados em 2024.
Receita com exportações supera R$ 40 bilhões
Além do recorde em volume, as vendas internacionais também alcançaram um desempenho sem precedentes em faturamento. A receita acumulada entre janeiro e maio somou R$ 40,2 bilhões, alta de 20,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o setor havia registrado R$ 33,4 bilhões.
Segundo pesquisadores do Cepea, o resultado foi favorecido pela valorização do dólar frente ao real ao longo do período e pelo aumento do preço médio pago pela carne bovina brasileira no mercado internacional.
O valor médio da tonelada exportada atingiu aproximadamente R$ 29,5 mil no acumulado do ano, contribuindo para ampliar a rentabilidade das operações externas.
Maio registra maior faturamento mensal de 2026
Considerando apenas o mês de maio, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 290,45 mil toneladas, crescimento de 2,5% em relação a abril e avanço de 17,2% na comparação com maio de 2025.
O faturamento mensal chegou a R$ 9,04 bilhões, o maior registrado em 2026 até o momento. O montante representa aumento de 5,35% frente ao mês anterior e salto de 28,08% em relação ao mesmo mês do ano passado.
O preço médio da proteína exportada em maio atingiu R$ 31.135,21 por tonelada, reforçando o cenário de valorização da carne bovina brasileira no comércio internacional.
Mercado externo ganha importância estratégica para o setor
De acordo com o Cepea, o forte desempenho das exportações ocorre em um momento de desafios para o mercado doméstico. O setor atravessa a transição entre safra e entressafra, período marcado pelo aumento gradual da oferta de animais terminados para abate e por um consumo interno mais moderado.
Ao mesmo tempo, proteínas concorrentes, como carne de frango e carne suína, seguem competitivas no mercado brasileiro, ampliando a disputa pela preferência do consumidor.
Nesse contexto, o mercado internacional tem desempenhado papel fundamental para sustentar a demanda pela produção nacional e garantir maior equilíbrio ao setor pecuário.
Perspectivas seguem positivas para a carne bovina brasileira
O cenário atual reforça a posição do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de carne bovina. A combinação entre forte demanda externa, preços historicamente elevados e competitividade da produção nacional continua favorecendo o desempenho das exportações.
Para analistas do setor, a manutenção desse ritmo poderá garantir novos recordes ao longo de 2026, consolidando a relevância da carne bovina brasileira no abastecimento global e fortalecendo a geração de divisas para o agronegócio nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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