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Com investimento do Estado, Maringá inaugura coworking público e anuncia hub de inovação

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Com apoio do Governo do Estado, Maringá implantou um novo Ambiente de Inovação, espaço que vai funcionar como um coworking público e gratuito no Terminal Intermodal, localizado na região central da cidade. A inauguração do espaço foi nesta nesta quarta-feira (1º). A implantação foi viabilizada por meio de convênio com a Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial (SEIA), no valor de R$ 1,65 milhão, com contrapartida municipal de R$ 150 mil do município. O investimento contempla tanto a estrutura física e tecnológica quanto a oferta de cursos gratuitos para a população.

O coworking público foi estruturado para oferecer suporte gratuito a empreendedores, startups, estudantes e à comunidade em geral. O ambiente será gerido pela Agência Maringá de Tecnologia e Inovação (Amtech). O espaço conta com três ambientes de coworking (sendo dois equipados com computadores), auditório, sala de reunião, laboratórios de informática, laboratório maker com impressoras 3D, sala de podcast e estrutura administrativa, todos equipados com mobiliário, internet e climatização. 

O secretário de Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, explica que o Estado tem investido em ambientes de inovação, com a abertura de coworkings públicos para democratizar o acesso à tecnologia no Estado. “Hoje é um dia muito importante para Maringá e para todo o ecossistema de inovação do Estado. Estamos entregando mais um espaço que materializa uma política pública que acreditamos profundamente: a inovação precisa estar acessível às pessoas, perto de onde elas vivem, estudam e empreendem”, destacou.

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Desde 2024, o espaço já vem sendo utilizado para capacitações em áreas como tecnologia, programação, robótica, empreendedorismo e inovação, tendo formado mais de 2 mil alunos. Para 2026, a previsão é ampliar o atendimento com novas turmas e a realização de uma jornada empreendedora voltada à criação de novos negócios inovadores.

O coworking funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, com cursos e atividades estendidas até as 22h. O acesso será gratuito, com uso organizado por meio de editais para startups e agendamento para estudantes e demais usuários.

TERMINAL HUB – Além da inauguração do novo espaço, também foi assinado o repasse de recursos para a implantação do Terminal HUB de inovação, que funcionará no Terminal Intermodal de Maringá. O investimento de  R$ R$ 6,8 milhões é do Estado, por meio das secretarias estaduais da Inovação e Inteligência Artificial e da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior para a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico (Fadec) da Universidade Estadual de Maringá (UEM). A universidade será responsável pela gestão junto ao Hub. O prazo de execução é de 44 meses. 

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O Terminal Hub será estruturado como um ambiente multifuncional, contando com 12 salas voltadas à inovação, incluindo espaços dedicados a diferentes verticais como saúde, educação, tecnologia, agro e economia criativa, além de área comum equipada, cabines individuais para reuniões, sala compartilhada, laboratório de robótica, espaço café, arquibancada para eventos e ambientes para exposições e feiras.

O projeto prevê, ainda, a implementação de trilhas de desenvolvimento para empreendedores, contemplando todas as etapas do negócio — da ideação à escala —, além da oferta de cursos de capacitação, programas de inovação aberta e ações de fomento ao empreendedorismo. A expectativa é a realização de 72 cursos, a criação de aproximadamente 200 novos CNPJs inovadores e o atendimento direto de cerca de 3 mil pessoas ao longo da execução.

AMBIENTES DE INOVAÇÃO – Além de Maringá, os municípios de Cascavel, Guarapuava, Umuarama e Ponta Grossa também receberam R$ 1,5 milhão para estruturação de ambientes de inovação que já estão em funcionamento. Já os municípios de Pato Branco, Ivaiporã e Jacarezinho seguem em fase de implantação e estruturação dos seus ambientes de inovação, com obras, adequações de espaços e organização dos modelos de gestão em andamento.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.

Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo

São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.

Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.

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O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.

Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.

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No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).

No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

Processo 0001353-95.2026.8.16.0211

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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