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Fundo Amazônia destina R$ 69 milhões para fortalecimento de cadeias agroextrativistas no Acre

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O Fundo Amazônia destinará R$ 69 milhões ao projeto “Cooperar com a Floresta – Consolidando Cadeias Agroextrativistas no Acre”, que beneficiará diretamente 2.500 famílias organizadas em 10 cooperativas da rede Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Cooperacre), com atuação em 12 municípios do estado. O anúncio ocorreu nesta quarta-feira (1º/4) durante cerimônia de lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) em Brasília (DF).

Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Fundo Amazônia apoia iniciativas voltadas ao fortalecimento da produção sustentável, à geração de renda e à promoção do desenvolvimento com base na floresta. As diretrizes para o uso de seus recursos são definidas pelo Comitê Gestor, espaço que garante a participação da sociedade civil na tomada de decisão.

Com prazo de execução de 48 meses, o projeto tem como objetivo consolidar cadeias produtivas estratégicas para as famílias extrativistas do Acre, especialmente nas áreas de polpa de frutas e café. A iniciativa vai ampliar a produtividade, melhorar a qualidade dos produtos e estruturar a logística para escoamento da produção, além de compatibilizar a produção das cooperativas com a expansão da capacidade de beneficiamento da Cooperacre, que já atua em cadeias como castanha e borracha e avança na diversificação para novos produtos.

“As famílias que integram a Cooperacre retiram seu sustento da floresta ao mesmo tempo em que promovem sua preservação em benefício de todo o povo brasileiro e da humanidade, já que a Amazônia é vital para a manutenção do regime de chuvas, regulação do clima e conservação da biodiversidade a nível global. O fortalecimento das atividades produtivas dessas famílias extrativistas com recursos do Fundo Amazônia representa o pleno funcionamento de um ciclo virtuoso criado pelo governo do presidente Lula, em que os bons resultados no controle do desmatamento e degradação se transformam em prosperidade para quem preserva”, destacou a ministra Marina Silva.

“O Fundo Amazônia tem um papel central na promoção do desenvolvimento sustentável na região. Esse projeto mostra como é possível estruturar cadeias produtivas, gerar renda e melhorar a qualidade de vida das famílias que vivem da floresta”, afirmou a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello.

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Entre as ações previstas estão a implantação de Sistemas de Produção Agroextrativistas (SPAs) em áreas degradadas, a construção de um viveiro central de mudas e a aquisição de máquinas e equipamentos para armazenagem adequada da produção nas cooperativas, com posterior beneficiamento industrial pela cooperativa central.

O projeto também contempla a implantação de um sistema logístico com entrepostos de armazenagem e transporte, etapa estratégica para reduzir perdas que hoje podem chegar a até 40% da produção e garantir maior eficiência no escoamento e na agregação de valor.

Além disso, serão estruturadas equipes próprias de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), com presença permanente nas cooperativas, e fortalecidas as áreas de gestão e inteligência de mercado da Cooperacre, ampliando sua capacidade de planejamento e comercialização.

A iniciativa também incorpora ações voltadas à promoção da segurança alimentar, à geração de renda e ao fortalecimento de gênero e juventude nas comunidades atendidas, além de incentivar o cooperativismo agroextrativista como estratégia de desenvolvimento territorial sustentável.

R$ 330 milhões já investidos no Acre

O Fundo Amazônia apoia projetos no Acre desde 2010 e já destinou R$ 330 milhões para 12 iniciativas no estado, incluindo projetos executados pelo poder público e por organizações da sociedade civil. Desse total, R$ 179,4 milhões foram direcionados a projetos com o governo estadual e R$ 150 milhões a iniciativas lideradas por organizações da sociedade civil.

Após um período de paralisação entre 2019 e 2022, o Fundo foi retomado em 2023 e entrou em um novo ciclo de expansão. Em apenas dois anos e meio, entre 2023 e 2026, já foram destinados R$ 224 milhões ao estado — mais que o dobro do volume apoiado entre 2010 e 2018, quando foram contratados R$ 105 milhões.

A atuação do Fundo alcança todos os 22 municípios do Acre, com presença em 25 das 31 terras indígenas (81%) e em 17 das 21 unidades de conservação (81%), além de apoiar 33 entidades locais, entre cooperativas, associações e organizações representativas.

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Entre os projetos recentes, destacam-se iniciativas voltadas ao combate ao desmatamento, à produção sustentável e à inclusão social. Em 2024, foi contratado o projeto “Rumo ao Desmatamento Ilegal Zero no Acre”, com investimento de R$ 98 milhões para fortalecer ações de prevenção, controle e combate a ilícitos ambientais.

Também estão em andamento projetos voltados a povos indígenas e comunidades tradicionais, como a iniciativa da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ), com investimento de R$ 33 milhões e atuação em 13 terras indígenas, beneficiando cerca de 11 mil pessoas.

Outras ações incluem o programa Amazônia na Escola, com R$ 24 milhões para fortalecer a produção sustentável de alimentos pela agricultura familiar e sua inserção na alimentação escolar, e o Sanear Amazônia, que destina cerca de R$ 9 milhões ao estado para ampliar o acesso à água e promover segurança alimentar em comunidades tradicionais.

Os investimentos refletem a estratégia do Fundo Amazônia de ampliar sua presença no território, integrando conservação ambiental, desenvolvimento produtivo e melhoria das condições de vida da população.

Fundo Amazônia 

O Fundo Amazônia é a maior e mais transparente iniciativa para a redução de emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD+) baseada em resultados do mundo. Criado em 2008, tem como objetivo viabilizar o apoio nacional e internacional a projetos para a conservação e o uso sustentável das florestas na Amazônia Legal.

Em 2025, o Fundo Amazônia atingiu o maior volume anual desde sua criação, com cerca de R$ 2 bilhões em projetos aprovados. O mecanismo ampliou sua escala de atuação, avançou na restauração de áreas degradadas, expandiu o apoio a atividades produtivas sustentáveis e fortaleceu ações de combate e prevenção a incêndios florestais, inclusive no Cerrado e no Pantanal.

Entre 2023 e 2025, o Fundo aprovou e contratou R$ 4 bilhões em projetos em 50 projetos — o equivalente a 56% de todo o volume apoiado desde sua criação, consolidando sua retomada operacional e ampliação de capacidade de execução.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil

Governo do Brasil ingressa em programa internacional para reduzir emissões de metano no setor de petróleo e gás

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Governo do Brasil anunciou, nesta segunda-feira (22/6), a adesão ao Programa de Regulação de Combustíveis Fósseis (FFRP, na sigla em inglês), iniciativa internacional que apoia governos no fortalecimento de marcos regulatórios para reduzir as emissões de metano no setor de energia. O projeto é conduzido pelas organizações Coalização Clima e Ar Limpo (CCAC, na sigla em inglês) e Clean Air Task Force (CATF). 

Representado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o país comunicou a integração ao grupo, assim como fizeram Egito, Bósnia e Herzegovina, durante a London Climate Action Week.   

iniciativa se soma a uma agenda regulatória e de cooperação técnica já em andamento na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que tem a regulamentação das emissões de metano entre os temas da Agenda Regulatória 20252026, e vem trabalhando em cooperação com órgãos internacionais como o Banco Mundial, a UNEP, e o CATF 

Em 2024, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabeleceu, por meio da Resolução nº 8, diretrizes para a descarbonização das atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural, incluindo a redução de emissões de metano em linha com o Compromisso Global do Metano, do qual o Brasil é signatário desde 2021.  A agenda dos superpoluentes – os poluentes climáticos de vida curta – vem sendo incorporada ao Plano Clima e ao plano nacional de ação específico para esses poluentes, que está em elaboração, sob coordenação do MMA. 

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O secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf, também copresidente da CCAC, apresentou a experiência brasileira sobre o assunto, durante a programação da London Climate Action Week.  

“O Brasil vem coordenando a construção do seu plano nacional para os poluentes climáticos de vida curta, que incorpora a agenda dos superpoluentes ao Plano Clima. Como copresidente da CCAC, o MMA buscou apoio internacional para o aperfeiçoamento regulatório das emissões fugitivas de metano. Esse processo está avançando e deve apresentar resultados até a COP31″, afirmou Maluf. 

Contexto 

A redução do metano é considerada uma das formas mais rápidas e custo-efetivas de conter o aquecimento global no curto prazo, com ganhos para a qualidade do ar e a saúde pública. O setor de energia concentra parte das oportunidades de abatimento de menor custo.  

Os primeiros resultados da cooperação entre Brasil e FFRP devem ser apresentados ao longo de 2026, com expectativa de divulgação até a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), que ocorrerá em novembro, na Turquia. Lançado em setembro de 2024, o FFRP atende a países de baixa e média renda e passa a contar, com o novo grupo, com sete programas em seis países.  

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Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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