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I Plano Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia avança em articulação interministerial

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Brasília, 10/02/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), coordenou, na quarta-feira (4), reunião interministerial para avançar na consolidação do I Plano Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (I PlaNaMigra). O encontro foi conduzido pela Coordenação-Geral de Política Migratória do Departamento de Migrações da Senajus e reuniu cerca de 50 representantes de ministérios, órgãos públicos, do Ministério Público Federal e de organismos internacionais.

O objetivo da atividade foi apresentar a sistematização das contribuições recebidas e discutir ajustes na elaboração do Plano, que será submetido à consulta pública. Ao iniciar as discussões, a coordenadora-geral de Política Migratória, Sarah Lemos, destacou a importância do trabalho conjunto entre os órgãos. “A pauta migratória é ampla e complexa, e precisamos avançar juntos para que ninguém fique para trás”, disse.

Construção do Plano

O I PlaNaMigra foi elaborado por meio de um processo técnico e participativo, que segue o compromisso do Governo Federal de ampliar a participação da sociedade. Um passo importante desse processo foi a 2ª Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (2ª Comigrar). Em novembro de 2024, o evento reuniu mais de 700 representantes do poder público, da sociedade civil e de organismos internacionais. A conferência gerou 60 propostas para melhorar as políticas públicas voltadas a migrantes, refugiados e apátridas.

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Com base nessas proposições, aliadas a uma ampla pesquisa e orientadas pelas diretrizes e princípios da Política Nacional de Migração, Refúgio e Apatridia, a Coordenação-Geral de Política Migratória, com apoio técnico da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e da Organização Internacional para Migrações (OIM), elaborou a primeira versão do Plano. Atualmente, em fase de pactuação interministerial, o documento foi debatido em oficinas interinstitucionais realizadas em novembro de 2025, no Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), da Universidade de Brasília (UnB).

O I PlaNaMigra está organizado em cinco eixos estratégicos, que orientam as ações do Estado na área migratória:

• Fortalecimento da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia;
• Articulação entre órgãos e parceiros;
• Promoção de direitos e integração comunitária;
• Desenvolvimento e inserção socioeconômica;
• Proteção de direitos.

Durante a reunião, foram discutidos ajustes para fortalecer a governança, melhorar os dados migratórios, ampliar o acesso a políticas públicas e incluir recortes de gênero, raça e etnia nas ações previstas. O grupo também debateu experiências estratégicas, como a Operação Acolhida, citada no Plano como exemplo de boas práticas a serem adaptadas a outros contextos, respeitando as normas vigentes.

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No campo da inserção socioeconômica, destacaram-se ações voltadas à ampliação da participação de mulheres migrantes em políticas públicas, como o Programa Mulheres Mil, e ao apoio à implementação de cuidotecas — espaços seguros e lúdicos para crianças de 3 a 12 anos — em áreas com maior concentração de população migrante.

Próximos passos

Com as contribuições incorporadas até o momento, o Plano passa a contar com 28 estratégias de implementação, 114 ações e 291 indicadores. Ao final do encontro, foram pactuados os próximos encaminhamentos.
A consulta pública do I PlaNaMigra está prevista para 19 de fevereiro, por meio da Plataforma Brasil Participativo. As sugestões recebidas nessa etapa subsidiarão a consolidação da versão final do documento.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministério da Saúde inicia distribuição emergencial de medicamento oncológico em todo o país

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O Ministério da Saúde iniciou, nesta quarta-feira (23), a distribuição, de forma excepcional, do medicamento ciclofosfamida para todas as regiões do país, garantindo a continuidade do tratamento de pacientes com câncer no SUS. A aquisição do fármaco é, em geral, realizada diretamente pelos estados e centros de referência oncológicos. No entanto, após o único fornecedor nacional apresentar dificuldades técnicas na produção, o Governo do Brasil interveio e iniciou a compra internacional de 140 mil unidades, sendo 100 mil comprimidos de 50 mg e 40 mil frascos-ampola de 1 g , utilizando o poder de negociação e compra do sistema público de saúde.

O primeiro lote, com 7 mil ampolas, foi entregue ao almoxarifado do Ministério da Saúde na quinta-feira (22), com investimento federal de mais de R$ 1 milhão. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), localizado no Rio de Janeiro, está entre os primeiros contemplados, com 377 frascos-ampola. O envio do medicamento às demais instituições de referência será realizado de forma gradativa, conforme agendamento prévio. Caso necessário, poderão ser adquiridos de forma imediata mais 40 mil comprimidos e 40 mil frascos-ampola, de modo a evitar o desabastecimento da rede pública.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, reforçou que a ação estratégica assegura o abastecimento dos estoques no SUS até julho, prazo estabelecido pela fornecedora brasileira para a regularização da oferta, bem como o cuidado integral e em tempo oportuno às pessoas.

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“Para uma aquisição assertiva, realizamos um estudo com base na necessidade apresentada por cada centro de referência e no uso médio mensal do medicamento. Não há desabastecimento na rede pública. O Ministério da Saúde agiu de forma estratégica para assegurar o estoque diante da dificuldade de produção apresentada pela empresa responsável, reforçando o compromisso com o cuidado de todos os pacientes assistidos no SUS”, disse a secretária.

A intervenção emergencial do Ministério da Saúde foi realizada com máxima agilidade, efetivando-se em menos de um mês, por meio do Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A necessidade de cada unidade de saúde para o envio de novas remessas será monitorada em parceria com as secretarias estaduais de saúde e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

A ciclofosfamida é um quimioterápico indicado para o tratamento de diversos tipos de câncer, como mama, ovário, linfomas e leucemias. Com a regularização do cenário de oferta, a aquisição e a disponibilização do medicamento voltarão a ser realizadas pelos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) e pelas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), por meio da Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade (APAC), conforme pactuação estabelecida entre os entes federativos na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).

Priorização de Análise na Anvisa

Em conformidade aos esforços de manter a assistência interrupta no SUS e realizar compras do medicamento no mercado externo, o Ministério da Saúde solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) celeridade na análise nos processos de importação excepcional e a avaliação de mecanismos que garantiram a maior celeridade na liberação de lotes importados. A pasta mantém diálogo semanal com o órgão, apresentando o cenário dos estoques e capacidade de oferta do mercado nacional para atender a necessidade da rede pública de saúde.

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Reestruturação da assistência oncológica no SUS

O Governo do Brasil vem fortalecendo o cuidado aos pacientes oncológicos por meio de iniciativas estruturantes, com a implementação do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), que representa uma importante atualização no financiamento e no acesso a medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS). O novo modelo substitui o repasse fixo por procedimento por três modalidades de financiamento, com foco em mais eficiência, transparência e cuidado integral ao paciente.

Com a nova política, a aquisição dos medicamentos oncológicos incorporados ao SUS, incluindo o ciclofosfamida, passa a ser realizada diretamente pelo Ministério da Saúde, ampliando o investimento federal e permitindo negociações nacionais para melhores preços. Entre os próximos passos estão a regulamentação dos protocolos prioritários e a adaptação dos sistemas de regulação, com previsão de período de transição para garantir a continuidade da assistência aos pacientes.

Ana Freitas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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