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Paraná investe no funcionalismo, amplia contratações e reforça áreas estratégicas

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O Governo do Paraná anunciou um novo pacote de medidas voltadas à valorização dos servidores públicos e ao reforço da estrutura administrativa e operacional do Estado. As ações envolvem promoções e progressões funcionais, contratações e a regulamentação para concessão de funções estratégicas, com impacto direto na melhoria dos serviços prestados à população.

Um dos principais pontos é a concessão de promoções e progressões funcionais para 48.396 servidores ativos da Administração Direta e Autárquica do Poder Executivo. A medida passa a valer a partir da publicação dos atos de concessão e representa um investimento de R$ 347,4 milhões em 2026, com impacto anual de R$ 384,7 milhões. A iniciativa reconhece o desempenho e o tempo de serviço dos profissionais, além de contribuir para a valorização das carreiras públicas.

“Esse pacote se soma ao reajuste de 5% que anunciamos ontem [segunda-feira], formando um conjunto robusto de valorização do funcionalismo. Estamos garantindo recomposição salarial, avanço nas carreiras e reforço das equipes em áreas estratégicas. É um investimento responsável, que melhora a vida de quem trabalha pelo Paraná e de toda a população que depende dos serviços públicos”, afirmou o governador Ratinho Junior.

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Outro destaque é a autorização para a contratação de 2.833 servidores civis. Desse total, 370 vagas serão abertas por meio de concursos públicos e outras 2.463 vagas por ampliação em concursos vigentes. As oportunidades contemplam áreas estratégicas como educação, fazenda, segurança socioeducativa, universidades estaduais e órgãos como Detran, Agepar, Adapar e Procuradoria-Geral do Estado.

O investimento previsto para essas contratações é de R$ 199,1 milhões em 2026, com impacto anual de R$ 386,8 milhões, fortalecendo a capacidade do Estado em áreas essenciais como ensino, arrecadação, fiscalização e atendimento à população.

Também foi anunciada a regulamentação de Funções Privativas Transitórias (FPTs), que permitirá a designação e avaliação do desempenho de 560 funções voltadas a profissionais técnicos como engenheiros e arquitetos do Quadro Próprio do Poder Executivo (QPPE). Essas funções serão destinadas a chefias de Unidades Técnicas de Engenharia e Arquitetura (UTEAs) e a servidores que cumprirem metas de desempenho em planejamento, gestão e fiscalização de obras públicas.

A medida representa um investimento de R$ 20,1 milhões em 2026 e busca aumentar a eficiência e a qualidade na execução de obras públicas em todo o Estado.

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FORÇAS DE SEGURANÇA – Na área da segurança pública, o Governo autorizou a contratação de 3.890 profissionais para dar maior estrutura às forças estaduais. Serão 1.300 vagas por concurso público, sendo 1.000 para a Polícia Militar e 300 para o Corpo de Bombeiros, além da ampliação de 2.590 contratações de concursos anteriores, contemplando também carreiras da Polícia Civil, Polícia Científica, Polícia Penal e áreas administrativas vinculadas à segurança, incluindo o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar.

“A autorização para contratar além do previsto nos concursos reforça uma diretriz contínua de fortalecimento das forças de segurança estaduais. Estamos ampliando o efetivo de forma integrada em todas as corporações, com planejamento e coordenação, o que representa mais um avanço concreto na estrutura do Estado”, afirmou o secretário da Segurança Pública do Paraná, coronel Hudson Leôncio Teixeira.

O investimento previsto é de R$ 154,2 milhões em 2026, com custo anual estimado em aproximadamente R$ 396 milhões, fortalecendo o policiamento, a capacidade de resposta e a estrutura do sistema de segurança pública.

Fonte: Governo PR

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Em Araucária, MPPR denuncia 18 pessoas na Operação Cartão Fidelidade por tráfico de drogas e requer afastamento de policial militar envolvido nos crimes

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, ofereceu denúncia contra 18 pessoas investigadas na Operação Cartão Fidelidade. O grupo é acusado da prática dos crimes de associação para o tráfico, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva.

Áudio da Promotora de Justiça Adriana Cordeiro Galvão

A investigação desarticulou uma organização que promovia a venda ilícita de entorpecentes na modalidade de entrega em domicílio, via aplicativo de mensagens, operando sob o nome fantasia Bob TV ou Pão de Queijo do Tio Bob. A estrutura ilícita contava com a distribuição de cartões físicos de fidelização com carimbos para os usuários. A fase ostensiva da operação, deflagrada em 19 de agosto de 2026, resultou na apreensão de estoques de entorpecentes do grupo, incluindo mais de 73 quilos de maconha, além de comprimidos de ecstasy, cocaína e haxixe.

Policial envolvido – Entre os denunciados, está um policial militar acusado de corrupção passiva e lavagem de bens e valores. Segundo a denúncia, o agente público recebia vantagens financeiras indevidas dos líderes do esquema para fornecer informações privilegiadas sobre investigações, realizar consultas não justificadas em sistemas restritos de segurança e facilitar as rotas de distribuição do narcotráfico. O MPPR apurou que o policial movimentou mais de dois milhões de reais em suas contas, valor totalmente incompatível com seus rendimentos como servidor público, tendo utilizado parte do dinheiro ilícito, recebido em repasses diretos, para adquirir um imóvel à vista no bairro Capela Velha. O Ministério Público requereu a suspensão cautelar do exercício da função pública do agente policial, além da decretação da perda do cargo em caso de condenação.

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Para dissimular a origem do dinheiro do tráfico, a organização operava uma complexa rede de lavagem de capitais, utilizando contas bancárias de terceiros e empresas de fachada para integrar os recursos ilícitos à circulação econômica formal. Diante disso, o MPPR também solicitou ao Judiciário a suspensão das atividades de uma das empresas utilizadas no esquema de mescla de capitais ilícitos e lícitos.

Além das condenações pelos crimes cometidos, a Promotoria de Justiça requer a fixação de um valor mínimo para a reparação dos danos morais coletivos causados pela atuação da organização criminosa em Araucária, bem como a manutenção da prisão preventiva dos réus que já se encontram detidos, visando à garantia da ordem pública e a interrupção definitiva das atividades da organização.

Processo 0002613-86.2026.8.16.0025

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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