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Ministério do Turismo vai ampliar mapeamento de investimentos turísticos e atrair novos negócios para o Brasil

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O Ministério do Turismo está ampliando um importante mecanismo para atrair mais investimentos privados para o setor. Por meio de um mapeamento, o objetivo é identificar ao menos 30 novos projetos até o ano que vem e publicá-los no Portal de Investimentos. Com isso, investidores e grupos empresariais poderão identificar oportunidades e acelerar investimentos no turismo brasileiro de forma competitiva, transparente e sustentável.

A previsão de inserção no portal faz parte do Programa de Atração de Investimentos Privados para o Turismo, criado no último dia 18 de março pela Portaria MTur n.10 (acesse aqui na íntegra).

Os 30 projetos previstos para serem inseridos no Portal vão se somar a outros 73 já publicados, que representam um investimento de R$ 5,62 bilhões e expectativa de quase 100 mil empregos diretos.

O Portal traz, por exemplo, informações relevantes sobre o Polo Turístico Cabo Branco, na Paraíba, onde nesta quarta-feira (25), o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, prestigia a inauguração do Tauá Resort João Pessoa – o primeiro grande empreendimento na região.

O Programa de Atração de Investimentos Privados para o Turismo ainda tem, como objetivo:

  • Mapear e acompanhar oportunidades de investimentos em destinos turísticos estratégicos;
  • Fornecer inteligência de mercado;
  • Promover o Brasil como destino competitivo para investimentos nacionais e internacionais em turismo.
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Segundo o ministro, a iniciativa de implantar o programa integra uma agenda mais ampla do Governo do Brasil para fortalecer a economia e o turismo brasileiro.

“Atrair investimentos para o turismo é uma prioridade nossa e do governo do presidente Lula. Isso significa consolidar bases sólidas para o crescimento de um setor que impacta mais de 50 atividades produtivas em todo o país e, principalmente, gerar emprego, renda e dignidade para a população, um compromisso da atual gestão”, afirma Gustavo Feliciano.

O Programa de Atração de Investimentos também prevê seis Boletins de Inteligência de Mercado e realização ou participação de 16 ações promocionais voltadas à atração de investimentos em turismo — até 2027.

“O Brasil reúne hoje condições altamente favoráveis para o investimento no turismo. Vivemos um momento de fortalecimento do ambiente de negócios, com avanços institucionais importantes, como a nova Lei Geral do Turismo, além de uma oferta mais estruturada de projetos. Temos três fatores decisivos para o investidor: demanda crescente, ativos únicos e oportunidades bem estruturadas”, acrescenta Gustavo Feliciano.

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A iniciativa está alinhada ao Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024-2027, que estabelece diretrizes e metas para o desenvolvimento do setor em todo o território nacional.

Polo Turístico Cabo Branco

O Polo Turístico Cabo Branco, que está no Portal de Investimentos desde 2021, é um projeto que reúne 35 lotes para o desenvolvimento do maior complexo turístico planejado do Nordeste, que incluirá resorts, parque aquático, espaços de entretenimento e estabelecimentos comerciais e de serviços.

O Governo da Paraíba começou a desenhar o projeto no final dos anos 80, e na década de 90 definiu diretrizes visando a atrair grandes redes hoteleiras. Em 2008, a inauguração da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, projetada por Oscar Niemeyer, foi um marco na valorização da área.

Após anos de impasses jurídicos e questões ambientais, o Governo do Estado modernizou o Plano Diretor do Polo. O governo estadual passou a lançar editais de venda ou concessão de lotes, focando em resorts de alto padrão, parques temáticos e áreas comerciais. O projeto começou a se concretizar em 2019, 30 anos depois.

Fonte: Ministério do Turismo

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Brasil

MME publica diretrizes para leilão inédito de armazenamento de energia em baterias no Brasil

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O Ministério de Minas e Energia publicou, nesta quarta-feira (3/6), a Portaria Normativa que estabelece as diretrizes e a sistemática do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência, por meio de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias – LRCAP de 2026 – Armazenamento. A medida representa um marco para a modernização do setor elétrico brasileiro, ao viabilizar a contratação de sistemas de baterias em larga escala para reforçar a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN). 

Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a iniciativa une segurança energética, transição energética e a política industrial desenvolvida pelo governo liderado pelo presidente Lula. 

“O Brasil dá mais um passo decisivo para modernizar o seu sistema elétrico. O leilão de baterias vai permitir armazenar energia e entregá-la nos momentos em que o sistema mais precisa, aumentando a estabilidade, aproveitando melhor as fontes renováveis e estimulando a produção nacional de equipamentos estratégicos para a transição energética”, afirmou.

A novidade é que o certame será estruturado em dois leilões distintos, nos dias 2 e 4 de dezembro. O primeiro, denominado LRCAP de 2026 – Armazenamento Nacional, será destinado a sistemas de armazenamento de energia em baterias que atendam aos requisitos mínimos de nacionalização, conforme critérios de credenciamento no âmbito do Sistema CFI do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). O segundo, denominado LRCAP de 2026 – Armazenamento, será aberto a todos os projetos de sistemas de armazenamento em baterias. 

Os leilões terão como objetivo contratar disponibilidade de potência, em megawatts (MW), a partir de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias eletroquímicas. Esses equipamentos poderão armazenar energia elétrica e devolvê-la ao sistema quando houver necessidade operativa, contribuindo para o atendimento da demanda nos horários de maior consumo. Em paralelo, também contribuem para a gestão de excedentes de geração renovável e para o aumento da flexibilidade do SIN.

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Armazenamento Nacional

O LRCAP de 2026 – Armazenamento Nacional, por ser realizado primeiro, terá a prioridade no atendimento da demanda a ser definida, observada a capacidade produtiva nacional apurada e a quantidade definida para atendimento às necessidades de potência do Sistema Interligado Nacional – SIN. 

Quem poderá participar do leilão

Somente poderão participar do leilão novos Sistemas de Armazenamento de Energia – SAEs, ou seja, baterias novas, conectadas ao Sistema Interligado Nacional – SIN.

Esses empreendimentos poderão ter ponto de conexão próprio ou compartilhar o ponto de conexão e as instalações de interesse restrito com outros agentes. A regra amplia as possibilidades de participação, favorece o melhor aproveitamento da infraestrutura elétrica existente ou planejada e assegura que os projetos contratados representem nova capacidade de armazenamento para atendimento ao sistema elétrico.

Contratos

Em ambos os casos, os contratos terão 15 anos de duração, com início de suprimento em 1º de agosto de 2028. 

A contratação será feita por meio de Contratos de Potência de Reserva de Capacidade (CRCAPs), com remuneração pela disponibilidade da potência contratada. Os empreendimentos vencedores deverão atender aos comandos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para recarga e descarga, tanto na programação diária quanto na operação em tempo real.

Critérios

Entre os principais requisitos técnicos previstos estão a disponibilidade mínima de 30 MW, capacidade de operação contínua por pelo menos quatro horas, eficiência total mínima de 85%, tempo máximo de recarga completa de seis horas e atendimento aos requisitos técnicos de conexão definidos por ONS e EPE, incluindo funcionalidades de grid-forming. 

O cadastramento dos projetos junto à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) será realizado entre 15 de junho de 2026 e 31 de julho de 2026. Excepcionalmente, a apresentação de Licença Prévia, Licença de Instalação ou Licença de Operação não será requisito para a habilitação técnica, cabendo ao edital definir o prazo para obtenção do licenciamento ambiental pelos projetos vencedores. 

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Para o leilão com conteúdo nacional, a assinatura do contrato ficará condicionada à apresentação de documentação comprobatória emitida pelo BNDES, referente ao credenciamento do sistema de armazenamento no Sistema CFI. A medida busca compatibilizar a contratação de potência para segurança do sistema elétrico com o estímulo à indústria nacional de equipamentos para armazenamento de energia.

A portaria também prevê mecanismos de competitividade locacional. Projetos conectados em pontos do SIN que proporcionem benefícios sistêmicos adicionais poderão fazer jus, exclusivamente para fins de competição no leilão, à aplicação de bonificação locacional, conforme estudos da EPE e do ONS. Esses pontos estão definidos no Anexo II da  Portaria.

Esse mecanismo busca valorizar empreendimentos cuja localização contribua de forma mais eficiente para a operação e a expansão do sistema elétrico, considerando aspectos como a redução de restrições de transmissão, o alívio de carregamentos em áreas críticas, o aumento da confiabilidade do atendimento e a melhor integração dos recursos contratados às necessidades elétricas do SIN.

Com a publicação da portaria, o MME consolida as bases para a primeira contratação estruturada de sistemas de armazenamento em baterias. A iniciativa reforça o papel das baterias como tecnologia estratégica para a transição energética brasileira, ao ampliar a confiabilidade do sistema e permitir maior integração de fontes renováveis variáveis à matriz elétrica nacional.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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