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Agro

Ourofino Saúde Animal registra crescimento de 30% em receita, lucro e EBITDA em 2025

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Receita e lucro apresentam forte avanço

A Ourofino Saúde Animal registrou desempenho sólido em 2025, impulsionado por lançamentos de produtos, expansão internacional e um pipeline robusto de inovação. A receita líquida consolidada atingiu R$ 1,225 bilhão, crescimento de 19,5% em relação a 2024.

O EBITDA ajustado alcançou R$ 282,5 milhões, aumento de 27,4%, enquanto o lucro líquido ajustado cresceu 32,1%, chegando a R$ 172,4 milhões. O lucro bruto apresentou incremento de 22,3%, com margem bruta 1,2 ponto percentual maior, evidenciando a eficiência operacional da empresa.

Estratégia de inovação e novos produtos impulsiona resultados

Segundo o CEO Kleber Gomes, os resultados refletem a estratégia de investir em inovação e ampliar a presença em mercados estratégicos: “O resultado foi impulsionado pelo fortalecimento do portfólio, com seis novos produtos lançados em 2025, além da ampliação de parcerias estratégicas”, destaca.

A empresa direcionou 6,4% da receita líquida para pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&D&I), totalizando R$ 78,2 milhões em investimentos. Entre os lançamentos, destacam-se:

  • LeanVac: vacina imunocastradora para suínos, segunda solução do mundo com essa finalidade;
  • Wellpet: antipulgas e carrapatos em comprimido altamente palatável para cães;
  • SincroMais: multimineral injetável para bovinos, voltado à melhoria do desempenho reprodutivo;
  • Nexlaner: ectoparasiticida de dose única para controle de carrapatos, mosca-dos-chifres, bernes e miíases.
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Gomes reforça que o pipeline de produtos demonstra a capacidade de inovação e o potencial de geração de valor para os próximos anos.

Crescimento consistente em todos os segmentos

O crescimento foi observado em todas as áreas de atuação da empresa:

  • Animais de produção: receita avançou 21,9%, impulsionada por soluções de sanidade e produtividade na cadeia de proteína animal;
  • Animais de companhia: crescimento de 10,4%, com receita de R$ 172,4 milhões, consolidando presença no mercado pet;
  • Mercado internacional: evolução de 17,1%, reforçando a expansão da empresa na América Latina e o aumento do market share.

A Ourofino segue investindo na estruturação de equipes, marketing e vendas, além de parcerias estratégicas e biológicos, com foco na expansão do portfólio.

Eficiência operacional e geração de caixa

A geração de caixa operacional atingiu R$ 99,9 milhões em 2025, com disponibilidade de caixa de R$ 250,8 milhões ao final do período. A estrutura de capital se mantém equilibrada, com alavancagem financeira de 0,85x dívida líquida/EBITDA. Cerca de 89,3% da dívida está concentrada no longo prazo, com custo médio de 8,23% ao ano.

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Segundo a empresa, grande parte do endividamento está vinculada a linhas de crédito para inovação, com perfil alinhado ao ciclo de desenvolvimento tecnológico, garantindo sustentabilidade financeira e suporte às estratégias de crescimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do milho recua em maio com expectativa da segunda safra e pressão do mercado externo

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O mercado brasileiro de milho encerrou maio em ritmo de queda nos preços, refletindo a expectativa pela chegada da segunda safra ao mercado, estimada em mais de 99 milhões de toneladas, além da pressão exercida pelo cenário internacional e pelo câmbio mais valorizado ao longo do mês.

De acordo com levantamento da Consultoria Safras & Mercado, os produtores intensificaram a oferta de milho durante maio, embora ainda tentando sustentar preços mais elevados. Do outro lado, consumidores adotaram postura cautelosa, realizando apenas compras pontuais para reposição imediata, na expectativa de novas baixas nas cotações com o avanço da colheita da safrinha.

A colheita da segunda safra começa a ganhar ritmo em junho, o que tende a ampliar a pressão sobre os preços internos. Além disso, a valorização do real frente ao dólar reduziu a competitividade do milho brasileiro nos portos, impactando diretamente a formação dos preços domésticos.

Clima reduz preocupação com geadas, mas seca preocupa em Goiás e Minas Gerais

As previsões de geadas nas principais regiões produtoras não se confirmaram ao longo de maio, mantendo as lavouras de milho em boas condições na maior parte do país. O cenário climático acabou favorecendo o desenvolvimento da segunda safra e afastando temores de perdas mais significativas.

Entretanto, produtores de Goiás e Minas Gerais seguem em alerta devido à escassez de chuvas. A falta de precipitações pode comprometer a produtividade das lavouras e provocar perdas localizadas na reta final do ciclo.

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Bolsa de Chicago cai com clima favorável nos Estados Unidos

No mercado internacional, os contratos futuros do milho na Bolsa de Chicago registraram predominância de baixa, especialmente na segunda metade de maio. O avanço do plantio e as condições climáticas favoráveis no cinturão produtor dos Estados Unidos aumentaram as perspectivas de uma safra robusta no país.

Outro fator que influenciou negativamente as cotações foi a expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A possibilidade de um acordo ajudou a pressionar os preços do petróleo, reduzindo o suporte ao mercado de biocombustíveis e contribuindo para a queda do milho em Chicago.

Preços do milho registram queda em diversas regiões produtoras

O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 61,25 em 28 de maio, representando retração de 2,44% frente aos R$ 62,78 registrados no fim de abril.

No Paraná, a cotação em Cascavel caiu 4,76%, passando de R$ 63,00 para R$ 60,00 por saca. Em Campinas (SP), no mercado CIF, o milho recuou 5%, encerrando o mês em R$ 66,50.

Na região da Mogiana paulista, a desvalorização foi ainda mais intensa, com queda de 7,69%, saindo de R$ 65,00 para R$ 60,00 por saca.

Em Rio Verde, Goiás, o cereal fechou maio cotado a R$ 57,00, recuo de 5% em relação ao mês anterior. Já em Rondonópolis (MT), os preços permaneceram estáveis em R$ 52,00 por saca.

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No Rio Grande do Sul, Erechim registrou leve queda de 0,74%, com a saca negociada a R$ 67,50. Em Uberlândia (MG), os preços permaneceram estáveis em R$ 59,00.

Exportações de milho disparam em maio

As exportações brasileiras de milho apresentaram forte avanço em maio. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 201,735 mil toneladas do cereal nos primeiros 15 dias úteis do mês, com média diária de 13,449 mil toneladas.

A receita obtida com as exportações somou US$ 53,774 milhões no período, com média diária de US$ 3,585 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 266,60.

Na comparação com maio de 2025, houve crescimento de 314,1% no valor médio diário exportado e avanço expressivo de 625,5% no volume médio diário embarcado. Em contrapartida, o preço médio da tonelada apresentou desvalorização de 42,9%.

O mercado segue atento ao avanço da colheita da segunda safra no Brasil, ao comportamento do câmbio e às condições climáticas nos Estados Unidos, fatores que devem continuar determinando a direção dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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