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MPA participa da abertura da COP15 sobre espécies migratórias em Campo Grande (MS)

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Nesta segunda-feira (23/03), em Campo Grande (MS), teve início a 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS). Esse é um dos principais fóruns internacionais voltados à proteção da biodiversidade. O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) está sendo representado pelo secretário-executivo, Edipo Araujo, e por uma equipe de servidores técnicos.   

 Ontem (22/03), o secretário participou da solenidade de abertura do evento, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de diversos ministros. Ele também participou do painel 2 de Alto Nível sobre Infraestrutura, moderado pelo secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA) e presidente designado da CMS COP-15 – Brasil, João Paulo Capobianco.  

 Em sua fala, Edipo destacou o papel central da pesca e da aquicultura na conservação da biodiversidade. “O pescador, o ribeirinho, a marisqueira são parte intrínseca de seus ecossistemas e, por isso, os primeiros a notar a mudança no curso de um rio ou o desaparecimento de um cardume. Portanto, proteger suas formas de vida é proteger as matas, as águas e suas espécies. Os pescadores são os guardiões de seus territórios”, declarou.  

 Conservação de espécies migratórias de peixes  

 O ponto central da fala do secretário-executivo foi a conservação das espécies migratórias de peixes. Afinal, segundo ele, “muitas espécies percorrem longas distâncias ao longo dos rios em busca de alimento e, principalmente, para se reproduzir. Esse movimento é essencial para a manutenção dos recursos naturais e para o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos”.  

 No entanto, essa dinâmica tem sido prejudicada pela ação humana, principalmente de grandes empreendimentos. “Ao modificar o fluxo natural dos rios, essas estruturas dificultam ou interrompem rotas migratórias, além de alterar as condições ambientais que sustentam a vida aquática. Esses impactos não se restringem à biodiversidade. Eles alcançam diretamente os modos de vida de comunidades tradicionais que dependem da pesca artesanal e de autoconsumo”, ressaltou Edipo 

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 Por fim, o secretário afirmou que são necessárias ações mais efetiva para prevenir os efeitos da ação humana na migração dos cardumes. “O Ministério da Pesca e Aquicultura defende uma abordagem de gestão que incorpore, de forma efetiva, as pressões externas sobre os recursos naturais. Não basta regular períodos de defeso, ou quaisquer outras medidas de manejo, se não enfrentarmos, ao mesmo tempo, fatores como a poluição e o barramento dos rios, que impedem a migração reprodutiva e trófica das espécies”, declarou.  

 Programação  

 O MPA segue participando da COP15 participando de diversas discussões. Confira a programação dos eventos promovidos pelo Ministério:  

  •  Segunda-feira, 23 de março, das 13h45 às 14h30, Sala 2  

Automonitoramento na pesca artesanal: uma ferramenta escalável para a conservação de espécies migratórias e a implementação da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS)  

Painel em português, com legendas em inglês  

Organizado por: Secretaria Nacional de Pesca Artesanal (SNPA) do Ministério da Pesca e Aquicultura do Brasil  

  •  Segunda-feira, 23 de março, das 14h45 às 15h35, Espaço Brasil  

 Respostas regionais a vulnerabilidades climáticas da dourada (Brachyplatystoma rousseauxii) e da piramutaba (Brachyplatystoma vaillantii), com lançamento dashboard sobre rotas migratórias e habitat da piraíba (Brachyplatystoma filamentosum 

Painel em português, com legendas em inglês  

Organizado por: Secretaria Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura (SERMOP), Secretaria Nacional de Pesca Industrial, Amadora e Esportiva (SNPI) e Assessoria Especial Internacional (ASIN) do Ministério da Pesca e Aquicultura do Brasil, em suporte ao Plano de Aceleração de Sistemas Alimentares Aquáticos como Soluções Climáticas da Agenda de Ação da COP30 da UNFCCC, com contribuições da iniciativa Transformação Azul da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), da Coalizão dos Alimentos Azuis Aquáticos da Cúpula das Nações Unidas dos Sistemas Alimentares e do Centro Internacional para a Gestão de Recursos Aquáticos Vivos (WorldFish).  

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  •  Quarta-feira, 25 de março, das 13h45 às 14h30, Sala 2  

 Grandes bagres amazônicos: dados pesqueiros, rotas migratórias e desafios ambientais na Bacia Amazônica  

Painel em português e espanhol, com legendas em inglês  

Organizado por: Secretaria Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura (SERMOP) do Ministério da Pesca e Aquicultura do Brasil e WCS Brasil  

  • Quinta-feira, 26 de março, das 12h45 às 13h30, Sala 2  

 Pesca e conectividade: um Plano de Ação regional para os bagres migratórios da Amazônia  

Painel em inglês, com interpretação simultânea ao português  

Organizado por: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil (MMA), Ministério da Pesca e Aquicultura do Brasil (MPA), Aliança pelas Águas Amazônicas e Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA)  

  •  Sexta-feira, 27 de março, das 12h45 às 13h30, Sala 5  

 Mitigação da captura incidental de pequenos cetáceos: fortalecendo a cooperação na Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS)  

Painel em inglês, com legendas para português  

Organizado por: Assessoria Especial Internacional (ASIN) do Ministério da Pesca e Aquicultura do Brasil, em colaboração com a Comissão Internacional da Baleia (CBI) e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos da América  

 A programação completa está disponível no site da COP15. Clique neste link e acesse!

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Conheça Ouro Preto: o primeiro destino brasileiro reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO

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Primeiro bem brasileiro inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, em 1980, Ouro Preto (MG) preserva igrejas centenárias, casarões coloniais, museus e antigas minas de ouro que ajudam a contar parte da história do Brasil.

Fundada no fim do século XVII, Ouro Preto cresceu com a descoberta de ouro em Minas Gerais e se tornou um dos principais centros econômicos da colônia portuguesa. Também foi palco da Inconfidência Mineira e capital de Minas Gerais até 1897. Com o fim do ciclo da mineração, a cidade preservou seu conjunto urbano e hoje é um dos principais destinos de turismo histórico e cultural do país.

Ouro Preto recebeu o título de Patrimônio Mundial por preservar um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos do período colonial nas Américas. Igrejas, pontes, chafarizes, edifícios públicos e casarões históricos permanecem integrados ao traçado original da cidade, além de reunir obras de artistas como Aleijadinho e Mestre Ataíde.

O Ministério do Turismo reuniu dicas sobre o que fazer na cidade, para diferentes perfis de viajantes:

  • Praça Tiradentes: principal cartão-postal da cidade e ponto de partida para conhecer o Centro Histórico.
  • Igreja de São Francisco de Assis: considerada uma das principais obras de Aleijadinho, com pinturas de Mestre Ataíde.
  • Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar: famosa pelo interior ricamente decorado e pelas obras de arte sacra.
  • Museu da Inconfidência: conta a história da Inconfidência Mineira e da formação de Minas Gerais.
  • Museu Aleijadinho: reúne peças e documentos sobre a vida e a obra do artista.
  • Museu de Arte Sacra: abriga imagens, esculturas e objetos religiosos dos séculos XVIII e XIX.
  • Casa dos Contos: antigo casarão que apresenta exposições sobre a história da mineração e da administração colonial.
  • Casa de Tomás Antônio Gonzaga: imóvel ligado à história de um dos principais nomes da Inconfidência Mineira.
  • Minas de ouro: abertas à visitação, mostram como funcionava a extração do ouro durante o período colonial.
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Quem tiver mais tempo também pode conhecer os distritos de Lavras Novas e São Bartolomeu, conhecidos pelas paisagens naturais, gastronomia típica e produção artesanal.

Quando visitar

Ouro Preto pode ser visitada durante todo o ano, mas alguns eventos tornam a experiência ainda mais especial:

  • Carnaval: um dos mais tradicionais de Minas Gerais, reúne blocos de rua, festas universitárias e programação cultural.
  • Semana Santa: celebração marcada por procissões, concertos e os tradicionais tapetes ornamentais confeccionados nas ruas do Centro Histórico.
  • Semana da Inconfidência: realizada em abril, relembra um dos principais movimentos da história brasileira com cerimônias cívicas e atividades culturais.
  • Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana: um dos mais tradicionais do país, reúne apresentações de música, teatro, dança, cinema, literatura e artes visuais.
  • Semana do Aleijadinho: homenageia o maior nome do barroco brasileiro com exposições, palestras e visitas guiadas.

Além desses eventos, o calendário turístico da cidade inclui festivais gastronômicos, encontros culturais, apresentações musicais e celebrações religiosas ao longo do ano.

Como chegar

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O acesso principal é pela capital mineira, distante cerca de 100 quilômetros. Para quem chega de avião, o aeroporto mais próximo é o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (Confins). De lá, o trajeto até Ouro Preto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado turístico, em cerca de duas horas.

Quem viaja de carro pode acessar a cidade pelas rodovias BR-040 e BR-356, enquanto linhas regulares de ônibus fazem diariamente o trajeto entre Belo Horizonte e Ouro Preto.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela UNESCO por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 25 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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