Agro
Mercado de laranja enfrenta pressão com aumento de estoques e queda nas exportações
Estoques elevados pressionam o mercado de laranja
O mercado de laranja segue pressionado em 2026, com aumento expressivo dos estoques de suco e desaceleração da demanda internacional. De acordo com o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o volume armazenado no meio da safra 2025/26 atingiu 616,5 mil toneladas, o maior nível para o período desde 2021.
Esse avanço está diretamente ligado à maior produção da safra atual, estimada em 292,6 milhões de caixas, número 27% superior ao ciclo anterior, embora ainda abaixo da média histórica dos últimos anos.
Ao mesmo tempo, a redução da demanda — especialmente por parte da União Europeia — contribuiu para o desequilíbrio entre oferta e consumo, mantendo o mercado sob pressão.
Exportações recuam e impactam preços internos
O enfraquecimento da demanda externa também se reflete nas exportações brasileiras. Nos primeiros oito meses da safra, os embarques de suco de laranja para a União Europeia recuaram 18%, enquanto o total exportado globalmente caiu 3,8% em relação à safra anterior.
Esse cenário impacta diretamente o mercado interno. Segundo dados do Cepea, o preço da laranja caiu, com a caixa de 40,8 kg sendo negociada a R$ 32, valor cerca de 12% inferior ao registrado um mês antes.
A combinação de maior oferta e menor demanda reforça o viés de desvalorização no curto prazo, exigindo atenção dos produtores e da indústria.
EUA seguem dependentes do suco brasileiro
Apesar do recuo nas exportações totais, os Estados Unidos permanecem como um importante destino para o suco brasileiro. A produção de laranja na Flórida segue limitada, com previsão de 12 milhões de caixas na safra, queda de 1,6% em relação ao ciclo anterior.
Problemas estruturais como:
- envelhecimento dos pomares;
- incidência de doenças como o greening;
- impactos climáticos recorrentes, incluindo furacões;
- continuam restringindo a produção norte-americana.
Com isso, o Brasil mantém papel estratégico no abastecimento do mercado dos EUA. Nos primeiros meses da safra, os embarques para o país cresceram 22%, somando cerca de 256 mil toneladas.
Preços do suco caem na exportação, mas seguem altos no varejo
Outro destaque do relatório é o comportamento divergente dos preços ao longo da cadeia. O preço de exportação do suco de laranja caiu significativamente, atingindo cerca de US$ 2.658 por tonelada (equivalente FCOJ) em janeiro de 2026.
Por outro lado, no varejo norte-americano, os preços continuam em níveis elevados, com o produto sendo vendido a aproximadamente US$ 4,87 por lata de 473 ml, indicando que o consumo segue resiliente.
Esse descompasso sugere que os agentes da cadeia ainda não repassaram integralmente a queda dos preços internacionais ao consumidor final.
Perspectivas: mercado segue cauteloso
O cenário para o mercado de laranja permanece de cautela, diante do desequilíbrio entre oferta e demanda. A combinação de estoques elevados, exportações mais fracas e preços internos pressionados deve continuar influenciando as negociações no curto prazo.
Por outro lado, a dependência dos Estados Unidos pelo suco brasileiro e a resiliência do consumo internacional podem atuar como fatores de sustentação, evitando quedas mais acentuadas.
O acompanhamento da demanda externa, do ritmo de exportações e da evolução da safra será determinante para definir o comportamento dos preços ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Plataforma gratuita de treinamentos do Sindiveg impulsiona capacitação técnica no agronegócio brasileiro
A qualificação profissional tem se tornado um dos principais pilares para o avanço da produtividade, da sustentabilidade e da segurança operacional no agronegócio brasileiro. Com o objetivo de ampliar o acesso ao conhecimento técnico, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) disponibiliza uma plataforma gratuita de treinamentos on-line voltada aos profissionais que atuam no setor agrícola.
A iniciativa já reúne mais de 20 mil usuários cadastrados em todo o país e oferece cursos gratuitos com certificação digital, contribuindo para a formação contínua de produtores rurais, trabalhadores do campo, técnicos e demais integrantes da cadeia produtiva.
Capacitação fortalece eficiência e boas práticas no campo
O avanço das tecnologias agrícolas e a crescente demanda por sistemas produtivos mais sustentáveis têm ampliado a necessidade de capacitação técnica dos profissionais do agro.
Segundo o gerente de Assuntos Regulatórios do Sindiveg, Fábio Kagi, o acesso à informação qualificada é fundamental para fortalecer a competitividade do setor.
“A capacitação técnica tem papel estratégico para o desenvolvimento da agricultura. Em um cenário que exige cada vez mais eficiência, produtividade e adoção de boas práticas, ampliar o acesso ao conhecimento contribui diretamente para a evolução das atividades realizadas no campo”, destaca.
A plataforma foi desenvolvida para facilitar o acesso a conteúdos técnicos atualizados e aplicáveis à rotina das propriedades rurais.
Curso sobre uso correto e seguro de defensivos é destaque
Entre os treinamentos disponíveis, um dos mais procurados é o curso “Uso Correto e Seguro”, que aborda aspectos fundamentais relacionados à aplicação de defensivos agrícolas.
O conteúdo reúne módulos sobre:
- Tecnologia de aplicação;
- Segurança do trabalhador rural;
- Prevenção de acidentes e primeiros socorros;
- Aquisição, transporte e armazenamento de defensivos;
- Aviação agrícola;
- Combate aos defensivos agrícolas ilegais;
- Manejo fitossanitário;
- Controle biológico.
O objetivo é disseminar práticas que aumentem a eficiência das operações agrícolas, reduzam riscos e promovam o uso responsável dos insumos.
Colmeia Viva® promove integração entre agricultura e apicultura
A plataforma também oferece treinamentos relacionados ao programa Colmeia Viva®, iniciativa reconhecida por estimular a convivência harmoniosa entre a produção agrícola e a atividade apícola.
Os conteúdos abordam temas como:
- Técnicas agrícolas amigáveis às abelhas;
- Manejo adequado de apiários;
- Proteção das colmeias;
- Uso correto de defensivos agrícolas;
- Comunicação entre agricultores e apicultores.
A proposta é reduzir riscos de incidentes envolvendo polinizadores e fortalecer a cooperação entre diferentes atividades produtivas presentes no meio rural.
Programa Aplicador Legal qualifica operadores de pulverização
Outro destaque da plataforma é o Programa Aplicador Legal, voltado à capacitação de profissionais responsáveis pela aplicação de defensivos agrícolas.
Os treinamentos contemplam temas relacionados à segurança operacional, eficiência da pulverização, proteção ambiental e uso responsável dos produtos.
Além do conteúdo básico, o programa oferece módulos específicos sobre diferentes equipamentos utilizados no campo, incluindo:
- Pulverizador costal;
- Turbopulverizador;
- Pulverizador tratorizado com barras.
As aulas abordam regulagem, manutenção, funcionamento e procedimentos operacionais, contribuindo para aplicações mais precisas e eficientes.
Conhecimento acessível fortalece agricultura sustentável
Para a analista de Uso Correto e Seguro do Sindiveg, Isabela Rivato, ampliar o acesso à informação técnica é uma ferramenta importante para fortalecer a sustentabilidade e a profissionalização do agronegócio.
Segundo ela, a democratização do conhecimento contribui diretamente para a adoção de práticas mais seguras e eficientes em toda a cadeia produtiva.
“Quanto mais orientações técnicas estiverem disponíveis para os profissionais do setor, maiores serão as oportunidades de promover uma agricultura cada vez mais responsável, produtiva e alinhada às boas práticas de manejo”, ressalta.
Formação contínua ganha importância no agro moderno
Com a crescente exigência por eficiência produtiva, sustentabilidade ambiental e conformidade regulatória, programas de capacitação on-line têm se consolidado como ferramentas estratégicas para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.
Ao oferecer acesso gratuito a conteúdos especializados, o Sindiveg contribui para a qualificação da mão de obra rural e para a disseminação de práticas que fortalecem a competitividade, a segurança e a sustentabilidade das atividades agrícolas em todo o país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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