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Discurso da ministra Marina Silva durante Segmento Presidencial da COP15

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Boa tarde a todos e a todas.

Quero cumprimentar com muita alegria e sentimento de profunda gratidão o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, por estar aqui entre nós numa demonstração do quanto essa agenda é valorizada por seu governo. 

Cumprimento também o excelentíssimo Presidente do Paraguai, Sr. Santiago Peña,

Quero cumprimentar também ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Sr. Fernando Hugo Carrasco. Muito obrigada. 

É muito bom ter dois presidentes da República aqui na nossa COP15. 

Secretária-Geral Adjunta das Nações Unidas e Diretora-Executiva Adjunta do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Sra. Elizabeth Mrema,

Secretária-Executiva da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias (CMS), Sra. Amy Frankel,

Sra. Primeira-Dama, Rosângela Lula da Silva, querida Janja. É uma alegria tê-la aqui e eu sei o quanto você é comprometida com os direitos animais. 

Governador do Estado do Mato Grosso do Sul, a quem agradecemos profundamente toda a cooperação, Sr. Eduardo Riedel. Biólogo. Ser um biólogo governador faz a diferença. 

Prefeita da Cidade de Campo Grande, Sra. Adriane Lopes. Muito obrigada pelo apoio e pela sensibilidade com essas agendas todas que temos aqui. 

A Convenção sobre Espécies Migratórias desafia a capacidade da humanidade de cooperar diante de um fato simples: a vida na Terra é interdependente.

E, neste momento da história, essa não é apenas uma constatação científica — é um imperativo ético e político, que exige respostas à altura das múltiplas crises que enfrentamos: climática, ecológica e de governança global — em que precisamos fortalecer o multilateralismo. 

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Ao participar deste Segmento Presidencial, convido vocês a tratarem essa COP-15 como um ponto de virada na gestão e preservação das espécies migratórias. Seus movimentos não são aleatórios — eles dependem de algo fundamental: conectividade.

E essa conectividade é não apenas negar que ela está cada vez mais ameaçada, sobretudo pela e pela mudança do clima e pela fragmentação de seus habitats.

Hoje estamos reunidos no país que abriga a maior biodiversidade do planeta, em uma região profundamente conectada aos fluxos da vida. Esse diferencial se faz acompanhar de uma grande responsabilidade.

Lançamos recentemente a Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade, que organiza mais de 200 ações envolvendo diversos setores do governo, alinhadas às metas globais para 2030. Criamos novas áreas protegidas, como daqui a pouco o senhor se referirá a cada uma delas, inclusive aqui assinando atos. 

Esses são passos importantes. Mas sabemos que não são suficientes se forem dados isoladamente. Nenhum país pode proteger sozinho uma espécie que atravessa continentes e oceanos.

A governança das espécies migratórias, ela não é territorializada exclusivamente. Ela se dá em fluxo, como se dá em fluxo a vida. 

A boa notícia é que a cooperação internacional tem mostrado que é possível reverter tendências de declínio. Precisamos de acordos, políticas integradas e compromisso conjunto. Precisamos alinhar estratégias e reconhecer que proteger essas espécies é proteger o equilíbrio global.

O Brasil reafirma a sua disposição de trabalhar com todos os países, especialmente com nossos irmãos paraguaios e bolivianos que se integram ao nosso Pantanal, para garantir que as rotas migratórias permaneçam seguras, e que os habitats sejam protegidos e que as próximas gerações possam herdar um planeta mais equilibrado. 

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A própria ideia de movimento nos traz uma noção de liberdade, mas também de evolução. Reconheçamos que estamos todos conectados — não apenas uns aos outros, mas a todos os seres vivos que compartilham este planeta. 

Deixemos que essa COP-15 contribua para que tenhamos uma direção clara a ser seguida nos próximos anos, período no qual a Presidência brasileira pretende avançar na cooperação regional, especialmente entre os países amazônicos, para fortalecer a conectividade ecológica em escala de paisagem. 

Que esta COP15 seja lembrada como um momento de avanço, de união e de esperança em um contexto geopolítico tão desafiador. 

Sejam muito bem vindos. Como eu já disse anteriormente, é uma imensa alegria o presidente Lula tê-lo aqui, sabendo o quanto o senhor tem contribuído para que essa agenda possa avançar em todas as direções: em relação aos oceanos, em relação às florestas tropicais, em relação a uma série de ganhos que temos alcançado. 

Muito obrigada.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Instituto do SUS no Rio de Janeiro é destaque no uso de tecnologia para tratamentos ortopédicos

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitaram, nesta sexta-feira (17), o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro. A unidade realiza consultas, exames, internações e cirurgias para usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Atualmente, conta com 101 leitos e seis salas cirúrgicas em funcionamento, além de 550 profissionais contratados por meio da Fiotec no primeiro semestre de 2026. Na visita, estiveram no Centro Cirúrgico e também conheceram o projeto de manufatura aditiva para a área da saúde, que usa tecnologia de impressão 3D para a produção de órteses, próteses, modelos anatômicos e dispositivos assistivos personalizados para reabilitação.

Reestruturação da Rede Federal

Informações apresentadas durante a visita dão conta que, com a reestruturação, o Instituto registrou aumento de 44% nas internações em comparação com 2025 e de 38% no número de cirurgias. A média mensal de procedimentos cirúrgicos passou de cerca de 400 para 1.100. O Into também se destaca como referência nacional em cirurgias de escoliose, atende pacientes de todo o país e lidera o desenvolvimento de tratamentos ortobiológicos pelo SUS.

A reestruturação da rede federal de saúde no Rio de Janeiro também incluiu a contratação de 1.400 novos profissionais para os institutos nacionais de Traumatologia e Ortopedia (Into), de Câncer (Inca) e de Cardiologia, além do reforço das equipes em outros seis hospitais federais. Ao todo, foram destinados R$ 2,4 bilhões em investimentos do Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio, o Grupo Hospitalar Conceição, a Fiocruz e outras instituições, com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento especializado na capital fluminense.

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Impressão 3D

Entre os avanços tecnológicos, o Into prepara a implantação da cirurgia robótica em ortopedia, apontada como um dos principais marcos da evolução da especialidade. A tecnologia será utilizada em conjunto com tratamentos ortobiológicos, que empregam células do próprio paciente para reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos, ampliando as possibilidades terapêuticas no SUS.

Outro destaque é o desenvolvimento de próteses produzidas por impressão 3D para pessoas amputadas. Personalizadas para cada paciente, elas são mais leves, têm menor custo e podem ser fabricadas em menos tempo. Além disso, oferecem maior resistência ao uso cotidiano, permitem contato com a água e podem ser refeitas com facilidade em caso de danos, ampliando a qualidade de vida dos usuários

Diagnóstico precoce de câncer

Ainda no Rio de Janeiro, o presidente e o ministro visitaram a Unidade Móvel de Saúde da Mulher instalada em Manguinhos, no Rio de Janeiro (RJ), no estacionamento da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz. Focada no diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero, a unidade móvel oferece mamografias, ultrassonografias mamária, transvaginal e pélvica, biópsia de nódulo na mama e do colo uterino, colposcopia (preventivo) e consultas com especialistas.

A unidade está em funcionamento desde 12 de junho e realizou 687 atendimentos de pessoas encaminhadas pela secretaria municipal de saúde. No total, foram realizados 745 procedimentos e 626 Ofertas de Cuidado Integrado (OCI), quando a paciente percorre um único fluxo, da consulta ao diagnóstico, em até 30 dias.

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O estado do Rio de Janeiro conta atualmente com 11 unidades móveis que oferecem procedimentos especializados para pacientes do SUS. São cinco unidades de saúde da mulher, quatro de exames de imagem e duas unidades especializadas em oftalmologia e cirurgias de catarata. As carretas atenderam mais de 13 mil pessoas e realizaram 31,6 mil procedimentos.

Saúde sexual e reprodutiva

A visita incluiu, ainda, o Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSE GSF), vinculado à Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fiocruz, onde são realizados procedimentos de inserção de contraceptivos subdérmicos, conhecidos como Implanon.

O Implanon é um método contraceptivo de longa duração e alta eficácia, que passou a ser ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele é seguro e possui baixas ocorrências de reações adversas. A inserção é feita por profissional capacitado, com orientação sobre os cuidados após o procedimento. Em caso de dor persistente ou alterações no local, a orientação é procurar uma unidade de saúde. A distribuição chega a todos os municípios brasileiros, incluindo os Distritos Sanitários Especiais Indígenas. Foram realizados de 1,8 milhão de implantes.

Além do Implanon, o SUS também disponibiliza preservativos externos e internos, DIU de cobre, pílulas anticoncepcionais, injetáveis hormonais e métodos definitivos, como laqueadura e vasectomia. Entre eles, apenas os preservativos oferecem proteção contra infecções sexualmente transmissíveis.

Taís Nascimento
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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