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Em Franca (SP), ministro Luiz Marinho prestigia abertura da safra do café e discute redução de jornada e pejotização na Câmara Municipal

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Ao prestigiar nesta sexta-feira (20) em Franca, no noroeste paulista, região grande produtora de café do país, a abertura da safra do café em São Paulo, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reafirmou com as entidades patronais e de trabalhadores locais a importância dos compromissos firmados no Pacto do  Café. Na Câmara Municipal o ministro debateu temas trabalhistas atuais, como a redução da jornada, o fim da escala 6×1 e a pejotização.

O Estado de São Paulo é um dos maiores produtores de café do país e tem na cafeicultura uma de suas principais atividades agrícolas.  “O Pacto busca promover o trabalho decente e o aperfeiçoamento das relações e condições de trabalho nas lavouras de café, por meio da disseminação de orientações e informações que promovam um ambiente de trabalho saudável, seguro e com observância das normas legais”, lembrou o ministro aos participantes do encontro.

Segundo o ministro, o Pacto é uma iniciativa  coletiva com participação das entidades para combater a precarização. “É preciso cuidar da qualidade do trabalho, trazer segurança jurídica nas relações do trabalho e a terceirização é muito comum nas contratações durante o período da safra”. Marinho ressaltou que o Pacto busca consolidar uma cultura de trabalho decente na atividade. Ele citou a importância do programa Bolsa Família, que, segundo afirmou, “não cria óbice para a permanência no programa daqueles que conseguem trabalho formal nas lavouras. Quem recebe o Bolsa Família e for demitido  após o fim da safra, pode retornar normalmente ao programa e receber seu benefício após o fim do seu contrato, desde que atendidos os requisitos estabelecidos pela Medida Provisória nº 1.164”, frisou.

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Saulo Faleiros, da Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas de Franca, salientou que o Pacto é uma oportunidade de levar ao governo as dificuldades setoriais. “Representamos 6200 famílias e exportamos para  26 países. É importante o olhar do governo para o nosso setor e ouvir os envolvidos com a atividade”, disse.

Marcos Matos, do Conselho dos Exportadores de Café, salientou que o setor exporta para 150 países. “Só nas exportações  foram 16 bi de dólares no ano passado. Enaltecemos a iniciativa do MTE de fazer o Pacto para promover a formalização e avançar na cultura do trabalho decente no setor”.

Firmado pelo MTE com várias entidades do Estado e com apoio da OIT, o Pacto tem como principal objetivo viabilizar a cooperação entre governo, entidades sindicais de empregadores e trabalhadores para o aperfeiçoamento das condições de trabalho na cafeicultura e promover o trabalho decente por meio de campanhas de orientação e comunicação.

Redução da jornada e pejotização

Na Câmara Municipal de Franca, Luiz Marinho participou a tarde de uma audiência pública para debater com vereadores e entidades locais temas como pelotização e a redução da jornada de trabalho. Luiz Marinho ressaltou que “a pejotização é um perigo de desmonte da Previdência Social”.

Segundo o ministro, ela é um ataque a robustez da Previdência e o enfraquecimento de fontes de investimentos, como o FGTS – já que o PJ não contribui para a Previdência Social. É a Previdência que, afirmou o ministro, garante direitos trabalhistas e políticas públicas, como o FGTS que protege o trabalhador no infortúnio do desemprego e mantém programas de habitação, como o Minha Casa Minha Vida. “A terceirização é uma fraude trabalhista, pois não se contrata trabalhadores e sim uma pessoa jurídica, o que é uma ilegalidade”.

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O governo, disse o ministro, está aberto ao diálogo e quer discutir tema de interesse da sociedade, quer humanizar a relação de trabalho. “Temos de acabar com essa precarização. O negociado sobre o legislado, não pode valer para tirar direitos”, ressaltou.

Ele garantiu que a economia brasileira está madura para redução de jornada para 40 horas semanais e o fim da 6×1, porém, “temos de ter responsabilidade, para não engessar setores da economia”. O governo, disse o ministro, “é a favor do debate para a redução de jornada para 40 horas”, mas é preciso dialogar e chegar a um acordo que atenda as partes. “A redução é sustentável, pode ser suplantada, é saudável”, mas é preciso uma análise ao impacto de custos às empresas. “A jornada de 40 horas melhora a qualidade e a produtividade do trabalhador”, afirmou, ao lembrar a redução ocorrida em 1988 – de 48 para 44 horas semanais. “Nenhuma empresa fechou na época pela redução da jornada de trabalho”, finalizou, salientando que o ano eleitoral não é óbice para o andamento da proposta no Congresso. “Gostaríamos que o Congresso encarasse esse debate e tramitasse a proposta de redução de jornada, tão pedida pela sociedade”.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Pesquisa e sustentabilidade ganham espaço na agenda da pesca na Amazônia

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quinta-feira (24), em Manaus (AM), uma série de compromissos voltados ao fortalecimento da pesquisa, da inovação e do desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura na Amazônia. A agenda incluiu reunião com a Reitoria da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), encontro com professores de Engenharia de Pesca e participação na abertura do II Congresso de Engenharia, Agronomia e Tecnologia do Amazonas (II CENATEC).

Durante a visita à UFAM, o ministro se reuniu com a reitora Tanara Lauschner para tratar de ações da universidade relacionadas aos impactos do El Niño na região. Segundo Edipo “o Governo Federal vem atuando em todas as frentes para salvaguardar a população ribeirinha e o povo da Amazônia”.

A agenda também teve diálogo com professores do curso de Engenharia de Pesca, com destaque para a análise dos resultados de dois Termos de Execução Descentralizada (TEDs) firmados entre o MPA e a instituição. Os projetos contemplam o Manejo Pesqueiro de Espécies Amazônicas Migratórias, e a Pesca Ordenada e Sustentável da Piracatinga. As iniciativas reforçam a cooperação entre governo e universidade na produção de conhecimento e no desenvolvimento de estratégias para o manejo sustentável dos recursos pesqueiros amazônicos.

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A programação do ministro também incluiu a cerimônia de abertura do II CENATEC, que reúne estudantes, profissionais, pesquisadores, professores, empresas e representantes de instituições públicas e privadas das áreas de Engenharia, Agronomia e Tecnologia. No congresso, que também aborda temas relacionados à inovação, ao desenvolvimento tecnológico e à sustentabilidade na Amazônia, o ministro destacou as políticas públicas do Governo Federal no Amazonas e a representatividade feminina no setor e na liderança do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA- AM).

“O Governo Federal dedica uma atenção muito especial ao Amazonas. Ao acompanharmos os debates sobre as BRs 319 e 174, além dos investimentos e realizações do Novo PAC na região — como as entregas das pontes sobre os rios Cruzá e Autaz-Mirim —, fica evidente que essas políticas dialogam com a verdadeira essência da engenharia. Nosso papel é sair da zona de conforto e construir um país melhor para a população.” afirmou Edipo.

Pesca e aquicultura no Amazonas

A agenda ocorre em um estado de grande relevância para a atividade pesqueira brasileira. O Amazonas possui 151.426 pescadores registrados, dos quais 44% são mulheres, além de 749 aquicultores registrados. O estado também contabiliza 82 indústrias de pescado registradas e produção anual de mais de 12 mil toneladas de pescado, segundo dados de 2024.

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O estado também registrou a emissão de 551 licenças para pescadores esportivos, segmento que integra as diferentes atividades relacionadas ao uso sustentável dos recursos pesqueiros e ao desenvolvimento econômico da região.

Próximos compromissos

A agenda do ministro em Manaus continua nesta sexta-feira (25), com visita a uma fazenda de piscicultura e atividades relacionadas ao contrato de águas da União. Na sequência, Edipo Araujo terá visita institucional no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), ampliando o diálogo com instituições de pesquisa que atuam no desenvolvimento científico e tecnológico da região.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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