Agro
Regulação dos bioinsumos entra em fase decisiva e pode definir liderança global do Brasil
O avanço da regulamentação dos bioinsumos no Brasil entra em um momento estratégico e pode definir o papel do país na liderança global desse mercado nos próximos anos. Para a ANPII Bio, a consolidação das regras da Lei nº 15.070/2024 será determinante para garantir inovação, competitividade e segurança jurídica no setor.
Regulamentação será decisiva para o futuro do setor
A regulamentação da Lei dos Bioinsumos, cujo decreto preliminar foi estruturado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, é considerada um marco para o desenvolvimento tecnológico da agropecuária brasileira.
O texto foi elaborado após meses de discussões em um Grupo de Trabalho (GT) que reuniu cerca de 25 representantes de diferentes segmentos da cadeia produtiva. Nesse processo, a ANPII Bio atuou como a única entidade voltada exclusivamente à indústria de bioinsumos.
Segundo a associação, o desafio é construir um marco regulatório moderno, alinhado à ciência e às boas práticas internacionais, capaz de sustentar o crescimento do setor de forma econômica e ambientalmente viável.
Brasil tem potencial para consolidar liderança global
O país reúne condições consideradas únicas para avançar no uso e na produção de bioinsumos, incluindo capacidade científica, parque industrial e um dos maiores mercados agrícolas do mundo.
Na avaliação da entidade, uma regulamentação eficiente pode consolidar o Brasil como referência global no segmento, ampliando o acesso a tecnologias mais sustentáveis e eficazes no campo.
Cinco pilares regulatórios são considerados essenciais
A ANPII Bio elencou cinco eixos prioritários que devem ser incorporados ao decreto para garantir o desenvolvimento equilibrado do setor.
1. Registro de bioinsumos multifuncionais e híbridos
A entidade defende o reconhecimento da multifuncionalidade dos produtos biológicos, já que muitos microrganismos exercem diferentes funções agronômicas, como controle de pragas, nutrição e estímulo ao crescimento vegetal.
A proposta busca evitar burocracia duplicada e insegurança jurídica, permitindo que um único produto seja registrado de forma mais eficiente, desde que suas funções sejam comprovadas tecnicamente.
Também é defendida a criação de regras específicas para produtos híbridos, que combinam bioinsumos com fertilizantes ou defensivos, além do reconhecimento de unidades produtivas multifuncionais com controle e rastreabilidade.
2. Harmonização de terminologias e combate ao desvio de uso
Outro ponto considerado estratégico é o alinhamento das definições técnicas com padrões internacionais e científicos.
A medida visa evitar interpretações divergentes, reduzir fraudes e garantir maior transparência para o produtor rural. A definição clara de categorias, como biofertilizantes e bioestimulantes, é vista como essencial para assegurar concorrência justa e coerência regulatória.
3. Critérios objetivos e prazos definidos nas análises
A previsibilidade regulatória é apontada como fundamental para atrair investimentos e estimular a inovação.
A entidade defende que os processos de registro e classificação sejam conduzidos com base em critérios técnicos claros, regras estáveis e prazos definidos. Também propõe maior transparência nos processos administrativos, conforme a Lei nº 12.527/2011.
Outro ponto é a possibilidade de que o titular do registro não precise ter estrutura produtiva própria, desde que cumpra exigências legais e mantenha responsabilidade sobre a produção.
4. Regras para produção on farm com controle e rastreabilidade
A produção de bioinsumos dentro das propriedades rurais, conhecida como “on farm”, também é tema central no debate regulatório.
A ANPII Bio avalia que o texto preliminar ainda carece de regras claras que garantam controle sanitário e biossegurança equivalentes aos exigidos da indústria.
Entre as propostas estão a exigência de responsável técnico, uso de cepas autorizadas, registro das unidades produtivas, rastreabilidade completa e definição de protocolos de segurança, além de mecanismos que evitem o uso indevido de tecnologias sem remuneração aos desenvolvedores.
5. Estímulo à inovação com rigor no controle de qualidade
O quinto pilar busca equilibrar incentivo à inovação com responsabilidade técnica e ambiental.
A entidade propõe a implementação de sistemas robustos de controle de qualidade, incluindo participação obrigatória em programas interlaboratoriais, para garantir a confiabilidade científica dos produtos.
Também defende a adoção gradual de sistemas de logística reversa, considerando o perfil de risco dos bioinsumos, além de regras que assegurem transparência na comunicação de eficácia de produtos, inclusive no segmento de uso veterinário.
Marco regulatório pode impulsionar sustentabilidade e produtividade
A definição das regras para os bioinsumos é vista como uma oportunidade estratégica para o agronegócio brasileiro. Um ambiente regulatório equilibrado pode estimular o desenvolvimento tecnológico, ampliar a sustentabilidade da produção e fortalecer a competitividade do país no cenário global.
Para o setor, o momento exige decisões que conciliem inovação, segurança jurídica e viabilidade econômica, garantindo que o Brasil mantenha sua posição de destaque em um dos segmentos mais promissores do agro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Agrishow 2026 registra R$ 11,4 bilhões em negócios e queda de 22% reflete cenário desafiador do agro
A Agrishow encerrou sua 31ª edição com R$ 11,4 bilhões em intenções de negócios, resultado que representa uma queda de 22% em relação ao ano anterior. O desempenho reflete o atual momento do mercado de máquinas agrícolas, pressionado por juros elevados, volatilidade cambial e preços menos favoráveis das commodities.
Apesar da retração nos negócios, o evento manteve forte presença de público, reunindo 197 mil visitantes ao longo de cinco dias, volume semelhante ao registrado na edição anterior. No feriado de 1º de maio, último dia da feira, a organização antecipou a abertura dos portões para atender à alta demanda.
Cenário econômico impacta vendas de máquinas
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o resultado acompanha o desempenho do setor ao longo do ano. No primeiro trimestre de 2026, as vendas internas de máquinas e equipamentos agrícolas registraram queda de 19,9% na comparação com o mesmo período de 2025.
Entre os principais fatores que explicam o recuo estão:
- Taxas de juros elevadas
- Oscilações no câmbio
- Queda na rentabilidade de algumas commodities
Esse conjunto de variáveis tem reduzido o ritmo de investimentos por parte dos produtores, especialmente em bens de maior valor agregado.
Resiliência do agro sustenta investimentos
Mesmo diante do cenário desafiador, lideranças do setor destacam a continuidade dos investimentos e a confiança no potencial do agronegócio brasileiro.
A avaliação é de que o momento atual faz parte de um ciclo mais adverso, comum ao setor, mas que não compromete as perspectivas de médio e longo prazo. A agricultura brasileira segue sendo vista como um dos principais motores da economia nacional.
Tecnologia e inovação seguem como prioridade
A edição de 2026 da Agrishow reforçou a busca por soluções tecnológicas voltadas à produtividade, eficiência e sustentabilidade. Máquinas mais modernas, sistemas de irrigação e soluções de armazenagem continuaram no centro das atenções, indicando que a inovação permanece como prioridade estratégica.
Perspectiva para o setor
A expectativa do mercado é de recuperação gradual à medida que fatores macroeconômicos, como juros e câmbio, se estabilizem. O comportamento das commodities também será determinante para destravar novos investimentos.
Enquanto isso, o desempenho da Agrishow evidencia um setor que, mesmo pressionado, mantém sua capacidade de adaptação e segue preparado para aproveitar os próximos ciclos de crescimento do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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