Economia
MDIC promove evento sobre regulamentação do mercado de carbono no Brasil
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) participou, nesta quinta-feira (19), do seminário “Do Marco Legal à Implementação: Diálogos sobre o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões”, promovido em parceria com a ICC Brasil.
MDIC e ICC Brasil vem atuando juntos no desenvolvimento do relatório “Carbon Markets Framework Assessment to Support the Federal Government” (Avaliação do Marco dos Mercados de Carbono para Apoiar o Governo Federal). O estudo reúne experiências internacionais e apresenta diretrizes técnicas que podem contribuir para a regulamentação do mercado regulado de carbono do Brasil, com foco em credibilidade, transparência e alinhamento internacional.
Durante o evento, a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cruz, destacou a importância do estudo, desenvolvido em parceria com a ICC Brasil, e defende a construção de uma indústria adaptada às necessidades do mundo atual.
“O que MDIC propõe é uma política industrial que seja sustentável. O que pretendemos com o Nova Indústria Brasil é transformar a sustentabilidade numa vantagem e explorar isso, consolidando uma indústria preparada para os desafios do século XXI”, defende Julia Cruz.
“Nossa meta é transformar o custo das emissões em um incentivo à inovação e à eficiência produtiva. A expectativa é que o novo sistema contribua para alinhar a indústria brasileira às exigências dos mercados internacionais e às metas climáticas assumidas pelo país”, destacou Julia Cruz.
Financiada pelo programa UK PACT, as ações integradas entre MDIC e ICC Brasil como a construção do estudo contam com consultoria técnica da ICC Brasil e da WayCarbon.
Melhores práticas internacionais
O relatório vai apresentar recomendações técnicas para a estruturação regulamentação do mercado regulado de carbono no Brasil, com foco em credibilidade, transparência e alinhamento internacional.
Documentos resultados foram obtidos a partir de estudos comparativos de melhores práticas, com análise de sistemas consolidados da União Europeia, Coreia do Sul e Califórnia, com o objetivo de garantir que o modelo brasileiro funcione de forma alinhada aos mercados internacionais e seja competitivo globalmente.
Entre os principais avanços propostos está a criação de bases técnicas e regulatórias que dão mais segurança ao sistema, incluindo critérios claros para elaborar e validar metodologias de cálculo de emissões e a estruturação de um processo formal de credenciamento.
O relatório também vai indicar diretrizes para a aceitação dos Certificados de Redução ou Remoção Verificada de Emissões (CRVEs), com foco em qualidade, integridade ambiental e rastreabilidade, além de prever a integração dessas regras ao sistema de monitoramento (MRV), ampliando a transparência e a confiabilidade do mercado de carbono no país. A previsão é de que os resultados finais do estudo sejam divulgados em abril.
O desenvolvimento conjunto do projeto reforça a importância da articulação entre instituições nacionais e internacionais para iniciativas com impacto global. A ICC Brasil, a Embaixada Britânica e a WayCarbon são essenciais para a construção das bases técnicas que sustentam a próxima etapa: a implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE).
SBCE
Com a sanção da Lei nº 15.042/2024, o Brasil estabelece os pilares legais do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE). O desafio, segundo as diretrizes conduzidas pelo MDIC, passa agora pela regulamentação infralegal e pela operacionalização do sistema, com foco em mecanismos de conformidade e estratégias robustas de monitoramento e relato de emissões.
O SBCE deverá adotar requisitos rigorosos de qualidade, incluindo a avaliação de co-benefícios ambientais e sociais. A proposta vai além do cumprimento de metas climáticas e busca fomentar uma economia verde capaz de gerar valor agregado e desenvolvimento sustentável.
Com o avanço da regulamentação, o Brasil se aproxima de integrar o grupo de economias que utilizam instrumentos de mercado para reduzir emissões, consolidando o SBCE como uma das principais ferramentas da política climática nacional.
NIB
A agenda de descarbonização da indústria brasileira está diretamente alinhada à Nova Industrialização Brasileira (NIB), estratégia que visa modernizar e fortalecer o setor industrial do país.
O Plano Setorial da Indústria e a ENDI funcionam como instrumentos dessa modernização, estabelecendo metas concretas para reduzir emissões de gases de efeito estufa, aumentar a eficiência energética e estimular o uso de energias renováveis.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Economia
MDIC e CGU debatem sobre transparência e gestão de ativos intelectuais no setor público
A Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), realiza, no próximo 12 de maio, em Brasília (DF), evento voltado ao fortalecimento do registro e da mensuração de ativos de propriedade intelectual produzidos por Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs).
A iniciativa integra a Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual (ENPI) e reforça a agenda do governo federal para ampliar a transparência, a governança e o uso estratégico das tecnologias desenvolvidas no setor público.
Para o secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo, organizar esses ativos é parte central da política de desenvolvimento. “O Brasil investe na geração de conhecimento e inovação. Precisamos garantir que esse ativo seja bem gerido, tenha transparência e gere resultado para a economia e para a sociedade”, afirmou.
Na prática, o debate trata de um tema central: como dar mais visibilidade às tecnologias criadas com recursos públicos e ampliar seu potencial de gerar inovação, parcerias e soluções concretas.
Transparência e melhor uso das tecnologias públicas
Grande parte das tecnologias desenvolvidas no Brasil nasce dentro de universidades, institutos de pesquisa e centros de inovação públicos, responsáveis por cerca de 30% das propriedades intelectuais geradas.
O desafio é garantir que essas tecnologias sejam bem registradas, acompanhadas e utilizadas de forma estratégica.
O evento vai discutir:
- como qualificar o registro dessas tecnologias
- como ampliar a transparência sobre seu uso
- como orientar decisões sobre sua aplicação
Do conhecimento à aplicação
Um dos pontos centrais do encontro é diferenciar dois processos importantes:
- valoração, quando a tecnologia recebe um preço para negociação com o setor privado
- mensuração, quando ela é registrada como patrimônio da instituição que a desenvolveu
Essa distinção contribui para uma gestão mais organizada e segura, facilitando parcerias e ampliando as chances de que essas inovações cheguem ao mercado.
Pedro Ivo também destacou o impacto direto na competitividade. “Quando organizamos melhor esses ativos, aumentamos a capacidade de transformar conhecimento em inovação, atrair investimentos e gerar emprego de qualidade”, disse.
Fortalecimento da inovação e da governança
Voltado a gestores de Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), contadores e auditores internos, o encontro reforça o papel dessas áreas na organização e no aproveitamento das tecnologias produzidas.
A iniciativa também contribui para o desenvolvimento de uma agenda ainda pouco explorada no Brasil: a construção de conhecimento técnico sobre como registrar e acompanhar o valor das inovações públicas.
Ao avançar nessa agenda, o governo federal fortalece a governança, amplia a confiança nas instituições e potencializa o impacto econômico e social das tecnologias desenvolvidas com recursos públicos.
Serviço:
Evento: Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual (ENPI) – Desafios de mensuração de PI por ICT pública
Data: 12 de maio
Local: Auditório Anadyr de Mendonça, Sede da CGU – Brasília (DF)
Horário: 9h às 12h20
Transmissão:
https://www.youtube.com/cguoficial
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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