Agro
Copom Inicia Ciclo de Cortes com Redução da Selic para 14,75% ao Ano
Copom Reduz Selic e Dá Início a Ciclo de Cortes
O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, nesta quinta-feira (19/03/2026), reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 15% para 14,75% ao ano. A decisão foi unânime e alinhada às expectativas do mercado.
No comunicado, o Copom destacou que o ambiente externo se tornou mais incerto devido ao acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio, que afetam diretamente as condições financeiras globais e o preço de commodities. “Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em um contexto de maior volatilidade de preços de ativos e commodities”, afirmou a nota.
O Comitê reforçou que acompanha os efeitos da política fiscal doméstica sobre a política monetária e os ativos financeiros, mantendo postura cautelosa diante da maior incerteza econômica. Indicadores do final de 2025 mostraram desaceleração na atividade econômica, expectativas de inflação ainda elevadas e pressões no mercado de trabalho.
Conflitos Externos e Impacto na Inflação
O Copom considera os efeitos dos conflitos no Oriente Médio de forma prospectiva, especialmente sobre a cadeia de suprimentos global e os preços de commodities, que influenciam diretamente a inflação brasileira. Segundo o comunicado:
- As projeções de inflação apresentam distanciamento em relação à meta no horizonte relevante para a política monetária;
- A incerteza sobre essas projeções aumentou devido à duração indefinida dos conflitos e seus impactos sobre os modelos de projeção;
- O período prolongado de manutenção da Selic em patamar elevado permitiu evidências da transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade econômica, criando condições para iniciar ajustes graduais.
O Comitê enfatizou que a decisão visa convergência da inflação para a meta, suavização das flutuações da atividade econômica e fomento ao pleno emprego.
Cenário de Riscos para a Inflação
Segundo o Copom, os riscos para a inflação se intensificaram após o início dos conflitos no Oriente Médio:
Riscos de alta:
- Desancoragem prolongada das expectativas de inflação;
- Inflação de serviços mais resistente do que projetado;
- Políticas econômicas internas e externas com impacto maior na inflação, incluindo taxa de câmbio persistentemente depreciada.
Riscos de baixa:
- Desaceleração econômica doméstica mais acentuada;
- Redução da atividade global devido a choques comerciais e incerteza elevada;
- Queda nos preços de commodities, com efeito desinflacionário.
Panorama Doméstico
No Brasil, os indicadores seguem mostrando moderação no crescimento econômico, enquanto o mercado de trabalho ainda demonstra resiliência. Medidas de inflação, tanto a cheia quanto subjacente, registram arrefecimento, mas permanecem acima da meta estipulada pelo Banco Central.
O Copom reafirma que o ciclo de calibração da Selic será conduzido com cautela, incorporando novas informações sobre os impactos globais e domésticos, garantindo estabilidade de preços ao longo do tempo.
Repercussão e Avaliação de Especialistas
Para Gustavo Silva, sócio-fundador da Private Investimentos, o cenário mudou devido às incertezas no Oriente Médio, volatilidade do petróleo e impactos na inflação global. Ele aponta que medidas do Governo, como subsídio ao diesel, ajudam a reduzir pressões inflacionárias.
“O acompanhamento do balanço de risco com objetivo de convergência da inflação para o centro da meta no horizonte de 12 meses — até o 2º trimestre de 2027 — demonstra cautela e serenidade para os futuros passos de calibração da Selic”, afirmou Silva.
Ele também destacou que a ameaça de greve dos caminhoneiros representa um vetor adicional de pressão sobre a inflação, exigindo atenção contínua por parte do Comitê.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Dependência de fertilizantes importados acende alerta no agronegócio brasileiro, diz Massari Fértil
A combinação de tensões geopolíticas, oscilações cambiais e disputas globais por insumos estratégicos tem aumentado a pressão sobre as cadeias produtivas em todo o mundo. No Brasil, esse cenário evidencia uma fragilidade estrutural do agronegócio: a alta dependência de fertilizantes importados.
Para a Massari Fértil e a Morro Verde, empresas especializadas em soluções para a agricultura tropical, o momento exige uma resposta estratégica voltada à redução de riscos e ao fortalecimento da autonomia produtiva do setor.
Brasil depende de importações para suprir 80% dos fertilizantes
Atualmente, cerca de 80% dos fertilizantes utilizados no Brasil são importados, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Essa concentração do abastecimento em poucos mercados, como Rússia, Canadá, China e Marrocos, aumenta a exposição do país a restrições comerciais, sanções econômicas e instabilidades logísticas.
O impacto dessa dependência recai diretamente sobre os custos de produção, a previsibilidade das safras e a competitividade do produtor rural brasileiro.
Fertilizantes são essenciais para culturas estratégicas do agro
Os fertilizantes são insumos fundamentais para culturas como soja, milho, café e cana-de-açúcar, que representam parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio.
Sua atuação começa nas fases iniciais do plantio e influencia diretamente a produtividade final das lavouras, tornando o setor altamente sensível a qualquer ruptura no fornecimento. Episódios recentes, como a guerra no Leste Europeu e os impactos logísticos pós-pandemia, reforçaram essa vulnerabilidade.
Especialistas apontam necessidade de revisão estrutural do setor
De acordo com o CEO da Massari, Sérgio Saurin, o cenário atual exige uma revisão estrutural na estratégia do agronegócio brasileiro.
Segundo ele, embora o país tenha se consolidado como potência global, parte desse crescimento foi sustentada por insumos externos, o que hoje se mostra um fator de risco.
O executivo defende a ampliação da produção nacional de fertilizantes como forma de reduzir a dependência externa e aumentar a segurança do setor.
Custos logísticos e câmbio ampliam desafios para o produtor
Além da dependência de importações, fatores como o aumento do frete marítimo, a concentração da oferta global e as variações cambiais tornam o planejamento agrícola mais complexo.
Em períodos de crise, esses elementos podem comprometer o acesso a insumos essenciais, pressionar margens de lucro e gerar instabilidade em toda a cadeia produtiva.
Brasil possui potencial para expandir produção nacional
O Brasil reúne condições favoráveis para ampliar sua produção de fertilizantes. O país possui reservas relevantes de minerais estratégicos, como fosfato e potássio, além de conhecimento técnico consolidado em agricultura tropical.
Estudos da Embrapa indicam que o território nacional tem potencial para expandir significativamente a produção de insumos agrícolas, desde que haja avanços em infraestrutura, segurança jurídica e estímulo a investimentos.
Desafio é transformar potencial em capacidade produtiva
Para Sérgio Saurin, o principal desafio está em transformar esse potencial em produção efetiva. Ele destaca a necessidade de um ambiente regulatório mais previsível, maior incentivo ao investimento privado e melhor integração entre os elos da cadeia produtiva.
Produção local pode reforçar sustentabilidade e inovação no agro
O fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes também está ligado a agendas de inovação e sustentabilidade. O desenvolvimento de soluções adaptadas aos solos tropicais pode aumentar a eficiência agronômica, reduzir perdas e ampliar práticas agrícolas mais sustentáveis.
Além disso, contribui para diminuir a dependência de produtos importados e padronizados.
Caminho é de transição gradual, aponta setor
Embora a substituição total das importações não seja viável no curto prazo, iniciativas de produção local e diversificação de fornecedores já indicam uma mudança gradual no setor.
Para a Massari Fértil e a Morro Verde, acelerar esse processo é fundamental para aumentar a resiliência do agronegócio brasileiro diante de um cenário global considerado cada vez mais instável.
Segundo o executivo, o país tem condições de estruturar uma cadeia de fertilizantes mais robusta, com maior segurança de abastecimento, estabilidade de custos e ganho de competitividade no longo prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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