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Agro

Barter se consolida como estratégia financeira para produtores diante do crédito caro em 2026

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Juros elevados continuam pressionando o financiamento da safra

O cenário de juros elevados deve seguir como um dos principais desafios para os produtores rurais ao longo de 2026. Com a taxa Selic ainda em patamar elevado, o custo do crédito rural permanece alto e mais restrito, exigindo que muitos agricultores busquem renegociações com base em recursos livres de mercado.

Nesse contexto, o custo total do financiamento da safra e das operações de custeio pode superar 20% ao ano, o que pressiona diretamente a rentabilidade das atividades agrícolas. Esse cenário impacta toda a cadeia do agronegócio, desde a produção até a comercialização.

Crédito restrito aumenta pressão sobre produtores

O ambiente financeiro mais apertado tem exigido maior planejamento dos produtores. Além dos juros elevados, as instituições financeiras passaram a exigir mais garantias nas operações de crédito, dificultando o acesso ao financiamento tradicional.

De acordo com Luiz Sarzedas, supervisor de Crédito e Cobrança do Grupo Conceito, o produtor rural tem sentido os efeitos dessa conjuntura principalmente em três pontos:

  • Margens de lucro cada vez mais reduzidas
  • Maior dificuldade para acessar crédito
  • Aumento no custo dos insumos agrícolas

Segundo ele, esses fatores combinados tornam a gestão financeira da propriedade ainda mais complexa.

Barter ganha espaço como alternativa de financiamento

Diante desse cenário, o barter, modalidade baseada na troca de grãos por insumos agrícolas, tem ganhado protagonismo como ferramenta de gestão financeira no campo.

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Nesse modelo, o agricultor negocia insumos — como fertilizantes, defensivos ou sementes — e realiza o pagamento posteriormente com parte da produção agrícola. A operação permite reduzir a dependência do crédito bancário e trazer maior previsibilidade aos custos da lavoura.

Normalmente, a relação de troca é definida no momento da compra dos insumos, geralmente entre abril e maio, enquanto a entrega dos grãos ocorre meses depois, durante a colheita.

Estratégia ajuda a proteger custos e reduzir riscos

O intervalo entre o plantio e a colheita costuma expor o produtor a diversas variáveis de mercado, como preços das commodities, câmbio e oscilações do mercado internacional.

Segundo Sarzedas, o barter permite transformar a produção em uma espécie de moeda, reduzindo os riscos dessas variações.

“O produtor planta em outubro e só colhe entre fevereiro e março. Nesse período de cerca de 180 dias, há muita volatilidade no mercado. Ao utilizar o barter, ele consegue travar o custo de produção e diminuir essa exposição”, explica.

Ele destaca ainda que, na safra atual, produtores que estruturaram essas operações com antecedência chegaram a obter ganhos adicionais de até R$ 15 por saca, em comparação com aqueles que permaneceram totalmente expostos às oscilações de mercado.

Queda no preço da soja reforça necessidade de gestão

A importância de estratégias como o barter se torna ainda mais evidente quando comparada a anos anteriores.

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Entre 2021 e 2022, a saca de soja chegou a ser comercializada próxima de R$ 190 no período da colheita. Atualmente, o preço gira em torno de R$ 110, o que representa uma redução significativa no poder de compra do produtor.

Ao mesmo tempo, os custos com insumos, logística e serviços continuam elevados. Nesse contexto, garantir previsibilidade financeira deixou de ser apenas uma estratégia opcional e passou a ser parte fundamental da gestão da propriedade.

Planejamento e assistência técnica são fundamentais

Além da adoção de ferramentas financeiras como o barter, especialistas ressaltam a importância de acompanhamento técnico durante todo o ciclo produtivo.

Segundo Sarzedas, o suporte profissional contribui para decisões mais seguras, desde a contratação das operações até a entrega da produção.

A expectativa do mercado é que a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para março, possa trazer uma leve redução da taxa Selic, com possível recuo de 15% para 14,75% ao ano. Ainda assim, o cenário estrutural deve continuar sendo de juros elevados, exigindo planejamento financeiro cada vez mais rigoroso por parte dos produtores rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Exportações do agronegócio superam US$ 16 bilhões e consolidam Brasil como potência global do agro

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O agronegócio brasileiro voltou a registrar desempenho histórico nas exportações e reforçou sua posição estratégica no comércio global. Em abril de 2026, as vendas externas do setor ultrapassaram US$ 16 bilhões, estabelecendo um novo recorde para o período e ampliando a participação do agro na balança comercial brasileira.

O avanço das exportações foi impulsionado principalmente pela forte demanda internacional por produtos brasileiros, com destaque para mercados como China, União Europeia e Estados Unidos. Entre os produtos mais exportados estão soja, carnes, café, açúcar e celulose, segmentos que seguem liderando a pauta comercial do agronegócio nacional.

O resultado confirma a relevância do setor como um dos principais motores da economia brasileira, responsável por geração de empregos, entrada de divisas e fortalecimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Demanda global fortalece presença do Brasil no comércio internacional

Além do crescimento nas vendas externas, o desempenho recorde evidencia a ampliação da presença do Brasil em mercados considerados estratégicos para o abastecimento global de alimentos e commodities agrícolas.

O cenário internacional segue marcado por instabilidades econômicas, disputas comerciais e desafios climáticos, fatores que aumentam a importância de fornecedores capazes de garantir escala, regularidade e competitividade na produção.

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Na avaliação de Leandro Marmo, o crescimento das exportações reforça o protagonismo do agronegócio brasileiro no cenário mundial.

Segundo o especialista, o desempenho recorde demonstra a capacidade do setor de atender às exigências globais com eficiência, qualidade e responsabilidade ambiental.

Tecnologia, produtividade e logística impulsionam competitividade

De acordo com Leandro Marmo, o avanço das exportações também está diretamente ligado aos investimentos realizados pelo setor nos últimos anos em tecnologia, inovação, rastreabilidade e modernização logística.

Produtores rurais, cooperativas e empresas do agronegócio intensificaram processos voltados ao aumento da produtividade e ao fortalecimento da competitividade internacional das cadeias produtivas brasileiras.

Outro fator considerado estratégico é a ampliação das exigências ambientais por parte dos países importadores. Mercados internacionais têm adotado critérios cada vez mais rigorosos relacionados à sustentabilidade, governança e rastreabilidade dos produtos agropecuários.

Esse movimento vem exigindo adaptações constantes do setor brasileiro para garantir acesso aos principais compradores globais.

Segurança jurídica e infraestrutura seguem como desafios

Apesar do cenário positivo, especialistas alertam que a manutenção do crescimento sustentável das exportações depende de avanços em áreas consideradas fundamentais para o agronegócio brasileiro.

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Entre os principais pontos destacados estão investimentos em infraestrutura logística, estabilidade regulatória, segurança jurídica e fortalecimento de políticas voltadas à sustentabilidade no campo.

Na avaliação do CEO da João Domingos Advogados, o Brasil possui potencial para ampliar ainda mais sua participação no comércio internacional, desde que consiga consolidar um ambiente favorável aos investimentos e à expansão da produção.

Agro segue como principal pilar da economia brasileira

O agronegócio permanece como um dos setores mais relevantes da economia nacional e segue exercendo papel decisivo no desempenho das exportações brasileiras.

A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo de crescimento ao longo dos próximos meses, sustentado pela demanda internacional aquecida, pela expansão da produção agrícola e pela consolidação do Brasil como um dos maiores fornecedores globais de alimentos, fibras e bioenergia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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